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Arranca hoje a campanha para as eleições presidenciais e gerais no Brasil

Há meses os principais candidatos já se enfrentavam, numa pré-campanha renhida, mas só a partir de agora podem pedir votos explicitamente.

16 de agosto de 2026 às 09:39

Começa, este domingo, a campanha eleitoral oficial para as eleições gerais e presidenciais de 4 de Outubro no Brasil. Há meses os principais candidatos já se enfrentavam, numa pré-campanha renhida, mas só a partir de agora podem pedir votos explicitamente, fazer campanha nas ruas, na rádio, na tv e na internet, quer de forma espontânea quer com impulsionamento pago.

Além de escolherem o próximo presidente da República, os brasileiros vão poder escolher igualmente os governadores dos 27 estados do Brasil, senadores, deputados federais e deputados regionais nos seus estados. Ao todo, estão aptos a votar nestas gigantescas eleições 158,6 milhões de cidadãos, com uma redução no número de eleitores mais jovens, com idades entre os 16 e os 18 anos, quando o voto ainda não é obrigatório, e um aumento no número de votantes idosos.

A disputa para presidente está bastante renhida, com Lula da Silva, candidato a mais uma reeleição, a aparecer em todas as sondagens como virtual vencedor na primeira volta mas sem votos suficientes para ser imediatamente eleito, e empatado com vários adversários na segunda. De acordo com as sondagens mais recentes, divulgadas no fim da semana, numa eventual segunda volta das presidenciais Lula da Silva surge com percentuais de voto entre 46% e 45%, enquanto os seus três principais adversários ostentam entre 45% e 43%, o que significa empate técnico, já que a margem de erro desses levantamentos é de dois pontos, para mais ou para menos.

Os principais presidenciáveis escolheram os seus berços políticos para iniciarem a longa campanha, que só termina em 3 de Outubro, véspera da ida às urnas. Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT), fará um comício na cidade de São Bernardo do Campo, vizinha a São Paulo, onde iniciou a sua trajetória como sindicalista e depois como político, o senador Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), segundo colocado nas sondagens, fará um comício na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, estado onde começou politicamente e pelo qual foi eleito quatro vezes deputado e uma senador, e Ronaldo Caiado, ex-governador do estado de Goiás, do Partido Social Democrático (PSD), e Romeu Zema, do Partido Novo (Novo), ex-governador do estado de Minas Gerais, iniciarão a disputa presidencial nas capitais das regiões que governaram até Abril, Goiânia e Belo Horizonte, respetivamente.

Além do cargo de presidente da República, o de senador assumiu estas eleições um papel importantíssimo, com os principais presidenciáveis e as forças políticas que os apoiam a apostarem boa parte dos seus esforços em conseguirem uma ampla representação nesta casa parlamentar com intuitos completamente diferentes. Lula, o seu PT e os partidos de esquerda querem eleger uma forte bancada para garantirem a governabilidade num eventual quarto mandato presidencial do veterano presidente, que completa 81 anos em Outubro, enquanto as forças mais à direita, representadas por Flávio, Caiado e Zema, querem garantir força suficiente para iniciarem uma guerra contra o STF, Supremo Tribunal Federal, que, na opinião deles e de muitos brasileiros, se transformou nos últimos anos numa super força política que disputa ostensivamente o poder com o executivo e o legislativo. 

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