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"As pessoas expulsavam-nos com pedras e armas": migrantes que regressam a Marrocos relatam rejeição na chegada a Ceuta

Vários restaurantes e lojas em Ceuta recusaram atender os migrantes. Centenas dormiram aglomerados nas ruas.

31 de julho de 2026 às 15:05

Milhares de marroquinos e migrantes de outros países do norte de África que chegaram a Ceuta nas últimas 24 horas regressaram a Marrocos voluntariamente por não terem sido acolhidos pelos espanhóis.

Segundo o El País, vários restaurantes e lojas em Ceuta recusaram atender os migrantes. Centenas dormiram aglomerados nas ruas.

Além da falta de recursos disponíveis, há quem tenha mesmo sido expulso do sítio onde tentava pernoitar. "Dormi no mato, porque as pessoas expulsavam-nos com pedras e armas", contou ao El País Alí, de 22 anos, que tinha chegado à cidade na tarde de quinta-feira a nado.

A escassez e a violência levou vários milhares de pessoas a regressarem e a manhã decorreu sem problemas na fronteira: quem tentava entrar em Ceuta foi dissuadido e quem saía teve passagem livre, descreve o periódico espanhol.

O Ministério do Interior espanhol estima que mais de 50 mil migrantes entraram em Ceuta desde a madrugada de 30 julho e que cerca de 25 mil já regressaram voluntariamente a Marrocos.

Desde o início desta nova crise fronteiriça, semelhante à verificada em 2021, pelo menos 43 pessoas morreram a tentar atravessar a fronteira. Esta manhã de sexta-feira, a Guardia Civil ainda procura resgatar mais corpos, pelo que o número de mortos poderá aumentar.

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