Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
2

ASSASSINADO NA PRISÃO

Seis agentes penitenciários foram ontem detidos sob suspeita da morte do comerciante chinês naturalizado brasileiro Chan Kim Chang, bárbaramente torturado e espancado dentro de uma cela da Penitenciária Ari Franco, no Rio de Janeiro, após ser indevidamente preso pela Polícia Federal no aeroporto daquela cidade no dia 25 de Agosto.
7 de Setembro de 2003 às 00:00
Manifestação da comunidade chinesa do Rio de Janeiro exigindo que seja feita justiça
Manifestação da comunidade chinesa do Rio de Janeiro exigindo que seja feita justiça
Chang, que ia aos EUA passear com o filho, de 13 anos, foi preso por ter na carteira 30 mil dólares que não declarou na alfândega, caso em que, segundo o próprio Ministério da Justiça, deveria ter sido aplicada uma simples multa.
Levado para a Penitenciária Ari Franco, ele foi descoberto dois dias depois desacordado no chão da cela, evidenciando traumatismos variados. Transportado ao hospital, entrou em coma profundo e morreu quinta-feira sem ter recobrado os sentidos.
O caso chocou profundamente a opinião pública brasileira, ainda mais ao serem divulgadas as suspeitas de que o comerciante chinês, que vivia há vinte anos no país, teria sido torturado durante horas por agentes penitenciários para divulgar os códigos das contas bancárias, onde supostamente guardava grandes quantias.
O governo do Rio de Janeiro também tentou dar pouca importância ao crime, mas a repercussão na opinião pública foi tão grande que o governo federal entrou no caso, forçando a governadora Rosinha Garotinho a tomar providências mais rápidas e eficazes. As testemunhas, presos que eventualmente terão assistido ao espancamento e familiares que estavam com Chang no aeroporto no momento da detenção, vão ser protegidos por uma força especial da Polícia Federal durante o inquérito.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)