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Correio da Manhã

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ASSASSINADO RABI NA CISJORDÂNIA

Palestinianos armados emboscaram e mataram a tiro o rabi de um colonato no território autónomo da Cisjordânia, numa estrada próximo de Qalqilya, em retaliação pelo bombardeamento israelita que, na terça-feira, provocou 15 mortos, entre os quais um dos líderes máximos do Hamas e nove crianças, e 145 feridos.
25 de Julho de 2002 às 21:14
rabi Elimelech Shapira
rabi Elimelech Shapira
O rabi Elimelech Shapira, 43 anos de idade, foi morto quando seguia no interior de uma carrinha, com um outro indivíduo, que escapou com vida ao ataque. “Esta operação faz parte da luta armada e surge em resposta ao assassinato da nossa gente em Gaza e de Salah Shehada”, informaram os Batalhões do Exército da Frente Popular, movimento que agrupa várias organizações radicais. As Brigadas dos Mártires de al-Aqsa, que faz parte da coligação e está também ligada à Fatah, assumiu a responsabilidade directa pelo ataque.

O Hamas prometeu matar centenas de israelitas em vingança pelo ataque de um F-16, com uma bomba teleguiada, com uma tonelada de explosivos, contra a residência de Shehada, comandante da ala militar da organização. No dia anterior, o líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin, tinha admitido a hipótese de o movimento abandonar a táctica do terrorismo suicida.

O ataque israelita foi condenado em todo o mundo. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Shimon Peres, admitiu que a acção israelita vai provocar uma escalada no conflito.

Num gesto de apaziguamento, Peres anunciou o descongelamento de 43 milhões de dólares em impostos devidos à Autoridade Palestiniana e outras medidas para melhorar as condições de vida dos 700 mil palestinianos que vivem sob recolher obrigatório, imposto por Israel, na Cisjordânia.
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