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Correio da Manhã

Mundo

Assassino confessa ter integrado esquadrão da morte do presidente filipino

Vai apresentar queixa ao Tribunal Internacional de Justiça contra Duterte
J.C.M. 14 de Março de 2017 às 09:33
O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte
O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte
O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte
O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte
O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte
O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte

Um homem que diz ter sido um assassino contratado a soldo do presidente das Filipinas vai apresentar queixa contra Rodrigo Duterte no Tribunal Internacional de Justiça. Edgar Matobato  acusa o político de crimes contra a humanidade.

Ao tomar posse, Rodrigo Duterte iniciou uma ‘cruzada’ contra as drogas em que declarou que matar suspeitos de narcotráfico seria considerado um ato de "auto-defesa", O resultado é que já morreram mais de 8 mil pessoas no país, desde junho.

Dois homens, um deles Edgar Matobato,  testemunharam recentemente no Senado, dizendo terem integrado um "esquadrão da morte" em Davao, cidade onde Duterte foi ‘Mayor’ durante duas décadas. Mas os deputados não encontraram qualquer prova que incriminasse o Presidente.

Agor,  Edgar Matobato  vai apresentar queixa ao TIJ. Diz ter morto mais de 50 pessoas na área de Davao, a mando de Duterte. O seu advogado, Jude Sabio, disse na televisão que vai apresentar uma queixa ao TIJ, em Haia, até ao início de abril.

"Homicídio é um crime sério. Se é cometido como parte de um plano sistemático e generalizado contra a população civil, constitui um crime contra a humanidade", disse o advogado. Arturo Lascanas, um polícia reformado, também testemunhou ter participado nos assassinatos premeditados.

Salvador Penelo, advogado do presidente, desvaloriza as acusações e diz que "as execuções extrajudiciais estão a ser feitas pelos próprios cartéis de droga", revela a Reuters

Duterte  considera o TIJ um tribunal "inútil" e afirmou que assume a responsabilidade pela sua política. "Farei o que digo em público e estou pronto a aceitar as consequências. Se for para a prisão, que assim seja", disse esta segunda-feira, durante uma conferência de imprensa.

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