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Correio da Manhã

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“Assassino vai atacar de novo”

O atirador que nas últimas semanas matou sete pessoas, incluindo um professor e três crianças, na região de Toulouse, França, é um assassino "frio e cruel", que age de forma "determinada", e que poderá "voltar a atacar". Este é, para já, o retrato psicológico traçado pelas autoridades francesas, que mobilizaram meios sem precedentes para a caça ao homem.
21 de Março de 2012 às 01:00
França cumpriu minuto de silêncio pelas vítimas do ataque contra escola judaica, que serão hoje sepultadas em Israel
França cumpriu minuto de silêncio pelas vítimas do ataque contra escola judaica, que serão hoje sepultadas em Israel FOTO: Caroline Blumberg/EPA

"Lutamos contra um indivíduo extremamente determinado, que sabe que está a ser perseguido e que pode voltar a matar", afirmou o procurador François Molins, que chefia a investigação. Os relatos das testemunhas confirmam a frieza e crueldade do assassino, que, além do massacre na escola judaica Ozar--Hatorah, matou ainda três militares, em dois ataques distintos: todas as vítimas foram baleadas à queima--roupa, na cabeça, e o atirador chegou a perseguir uma menina de sete anos para depois a agarrar pelos cabelos, lhe apontar a pistola à cabeça e premir friamente o gatilho.

O assassino, que usou a mesma arma e a mesma moto nos três ataques, tinha ainda uma minicâmara presa ao peito, com a qual terá filmado o massacre na escola.

Entretanto, as autoridades afastaram ontem o envolvimento de três ex-militares expulsos em 2008 da unidade de pára--quedistas a que pertenciam os três soldados assassinados por aparecerem numa foto a fazer a saudação nazi, mas não descartam possível motivação racista, já que todas as vítimas pertenciam a minorias étnicas ou religiosas.

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