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Correio da Manhã

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Assassinos receberam 150 mil euros para matar jornalista

Autores materiais do crime receberam 50 mil euros cada um pela morte de Daphne Caruana Galizia.
Ricardo Ramos 29 de Novembro de 2019 às 08:38
Assassinos de Daphne Caruana Galizia
Daphne Caruana Galizia foi assassinada
Assassinos de Daphne Caruana Galizia
Daphne Caruana Galizia foi assassinada
Assassinos de Daphne Caruana Galizia
Daphne Caruana Galizia foi assassinada
Os três assassinos contratados para matar a jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia receberam, cada um, 50 mil euros pelo crime.

O dinheiro foi pago pelo empresário Yorgen Fenech, detido na semana passada e acusado de ser o mandante do crime, embora este tenha garantido à polícia que a morte da jornalista foi encomendada por Keith Schembri, amigo de longa data do primeiro-ministro Joseph Muscat e até à última segunda-feira seu chefe de gabinete.

De acordo com fontes da investigação citadas pela imprensa local e pela agência Reuters, tanto o intermediário confesso do crime, o taxista Melvin Theuma, como um dos assassinos, Vincent Muscat, confirmaram à polícia que Fenech pagou 150 mil euros pela morte da jornalista.

O contrato foi fechado num café dos arredores de La Valletta no verão de 2017, mediante o pagamento de um sinal de 30 mil euros.
O plano inicial era matar a jornalista a tiro e os três assassinos - Vincent Muscat e os irmão Alfred e George Degiorgio - chegaram a comprar uma espingarda com mira telescópica à Mafia italiana, mas acabaram por mudar de ideias com medo de falhar.

Trocaram a espingarda por uma bomba acionada à distância, que Alfred colocou debaixo do lugar do condutor do carro da jornalista. Foi o irmão, George, quem ativou o engenho à distância. Os três assassinos foram detidos em dezembro de 2017, dois meses após o crime, e aguardam julgamento.
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