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Assembleia Nacional de França aprova prorrogação do Estado de Emergência até 16 de fevereiro

Recolher obrigatório foi imposto em várias cidades francesas, entre as quais Paris, Lyon, Lille, Montpellier, Toulouse e Marselha.

24 de outubro de 2020 às 21:42

A Assembleia Nacional de França votou este sábado a prorrogação, até 16 de fevereiro, do estado de emergência sanitária, um regime de exceção que permite ao Governo impor restrições para enfrentar a pandemia da covid-19.

O texto, aprovado por 71 contra 35, é esperado no Senado na quarta-feira e deverá ser aprovado definitivamente no final de novembro.

Na quarta-feira, o Governo francês decidiu, em Conselho de Ministros, submeter ao parlamento um documento para prolongar o estado de emergência até 16 de fevereiro do próximo ano, altura em que poderão tomar-se novas medidas.

O estado de emergência entrou em vigor em França no dia 17 de outubro, por um período de pelo menos um mês.

De acordo com o porta-voz do Governo francês, Gabriel Attal, o texto inclui a ideia de que as restrições à circulação e à reunião, bem como o encerramento antecipado do comércio poderão prolongar-se até abril do mesmo ano.

O recolher obrigatório foi imposto em várias cidades francesas, entre as quais Paris, Lyon, Lille, Montpellier, Toulouse e Marselha.

França ultrapassou na sexta-feira o milhão de casos confirmados de covid-19 tornando-se o segundo país da Europa Ocidental, depois da Espanha, a atingir esse número simbólico de infeções.

Especialistas afirmam que o número real de infeções é provavelmente muito maior dos divulgados oficialmente.

No total, França registou mais de 34.000 mortes associadas ao novo coronavírus, um dos números mais altos na Europa.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 42,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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