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Correio da Manhã

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ATAQUE SÓ VAI ATINGIR SADDAM

Os Estados Unidos vão centrar o ataque a Bagdad apenas em Saddam Hussein e sua “entourage”. Condoleezza Rice, conselheira de segurança norte-americana, declarou já que Washington mobilizará “as forças suficientes para ganhar” uma guerra contra o Iraque, após o que se concentrará inteiramente na reconstrução do país.
23 de Setembro de 2002 às 20:45
As declarações de Condoleezza Rice, que admitiu a hipótese de uma acção unilateral por parte dos EUA, foram proferidas ao jornal britânico “Financial Times” e surgem numa altura em que a Imprensa norte-americana, que cita fontes militares e do Pentágono, afirma que os EUA estão a projectar uma guerra-relâmpago contra o presidente iraquiano e todos os que o rodeiam. Refira-se que Rice salientou que os EUA pretendem dedicar, depois da guerra, à reconstrução do Iraque.

O próprio Donald Rumsfeld, secretário norte-americano para a Defesa, revelou já que a intervenção militar em Bagdad visará apenas Saddam e os que lhe estão próximos e não o povo. A bordo de avião que o transportou para a capital da Polónia, Varsóvia, onde hoje vai avistar-se com os ministros da Defesa da NATO, Rumsfeld referiu que estão em estudo ataques precisos visando os responsáveis no poder e as armas de destruição maciça e não as infra-estruturas. Rumsfeld admitiu que abordará a questão do Iraque com os seus homólogos da NATO, embora não pretenda utilizar a reunião informal de Varsóvia para obter o apoio dos aliados.

Recorde-se que os EUA estão a pressionar a ONU para aprovar uma nova resolução sobre o Iraque, não havendo consenso sobre a questão entre os membros permanentes do Conselho de Segurança. Um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, assegurou que o projecto para esta resolução será apresentado já nos próximos dias. Bagdad já rejeitou esta nova resolução e apelou às Nações Unidas que não “sirvam de instrumento” para uma ofensiva contra o Iraque.

Blair ‘aperta’ resistentes

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, reuniu-se ontem com o seu governo, 24 horas antes da publicação do ‘dossier’ com provas contra o Iraque. O objectivo da reunião foi ‘apertar’ os que são contra o ataque ao regime iraquiano. O encontro deu-se no dia em que a Rádio BBC revelou que o Ministério do Comércio e Industria aprovou a venda ao Irão de componentes para o fabrico de armas nucleares.
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