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Correio da Manhã

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Ataques em família

Um atentado suicida e um ataque à mão armada visaram ontem locais turísticos do Cairo, fazendo dois mortos e pelo menos 10 feridos. As brigadas do mártir Abdallah Azzam reivindicaram os ataques num comunicado divulgado num ‘site’ islâmico da internet. Ao que se sabe o segundo ataque foi realizado por duas mulheres, caso inédito no Egipto, identificadas como a mulher e irmã do suicida.
1 de Maio de 2005 às 00:00
A Polícia isolou a área enquanto o corpo do suicida era recolhido
A Polícia isolou a área enquanto o corpo do suicida era recolhido FOTO: Mona Sharaf/Reuters
O suicida, identificado como Yousri Yassin, atirou-se de uma ponte para uma das entradas do museu egípcio, onde estão guardados os tesouros da tumba do faraó Tutankamon. A violência da explosão decapitou o terrorista e feriu três egípcios, um casal israelita, um homem sueco e uma italiana.
“Fiquei aturdida por uma imensa explosão, parecia que a ponte ia cair”, afirmou Hoda Eid, uma mulher que se encontrava na área do museu na altura do atentado.
Horas depois, no bairro Sayeda Aisha, duas mulheres de rosto coberto pelo véu tradicional abriram fogo sobre um autocarro turístico no sul da capital. O incidente causou, segundo algumas fontes, três feridos, todos egípcios. Uma das atacantes morreu na troca de tiros que se seguiu, abatida pelos seguranças do autocarro, pela Polícia ou pela outra mulher, que de seguida terá tentado suicidar-se.
O Ministério do Interior egípcio confirmou que Yassin era procurado por implicação no atentado que a 7 de Abril matou dois turistas franceses e um americano no bairro turístico de Jan al Jalili, também no Cairo.
Saliente-se que este atentado foi o mais grave a acontecer no vale do Nilo desde 1997, mas em Outubro do ano passado um grupo liderado por um radical palestiniano atacou estâncias turísticas no Mar Vermelho frequentadas por israelitas, matando 34 pessoas.
TERRORISTAS REINVINDICAM
“O grupo do mártir Mohammed Atta (um dos presumíveis autores dos atentados de 11 de Setembro) atacou hoje os domínios do faraó do Egipto (referência ao presidente Hosni Mubarak) e atingiu os antepassados dos macacos e dos porcos no centro do Cairo”, lê-se no comunicado de reivindicação dos atentados.
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