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Correio da Manhã

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Ataques travam caravana de ajuda

Mais uma vez o cessar-fogo não foi respeitado no campo de refugiados de Nahr el-Bared, bombardeado pelo terceiro dia consecutivo pelas forças libanesas, determinadas em expulsar os palestinianos do grupo extremista Fatah al-Islam.
23 de Maio de 2007 às 00:00
Uma caravana da ONU que levava ajuda humanitária para o campo, onde a maioria dos cerca de 40 mil habitantes estão encurralados, foi obrigada a recuar quando obuses quase a atingiram.
Após ferozes batalhas durante a manhã em Nahr el-Bared, as armas silenciaram-se ao princípio da tarde para deixar passar a ajuda humanitária. Mas as tréguas, declaradas unilateralmente pelos militantes palestinianos, não duraram nem uma hora e a caravana, com água, comida e medicamentos, não conseguiu chegar ao destino. Um anterior cessar-fogo acordado para permitir o transporte de feridos aos hospitais também fora violado. Segundo o último balanço conhecido, desde domingo, quando começaram os confrontos, morreram 32 soldados libaneses, 22 militantes palestinianos e pelo menos 27 civis.
Recorde-se que tudo começou quando a Polícia libanesa entrou em Nahr el-Bared para deter membros da Fatah al-Islam – um grupo palestiniano inspirado na al-Qaeda e com ligações à Síria –, por envolvimento num assalto a um banco. Os militantes resistiram e contra-atacaram, desencadeando confrontos, os mais sangrentos desde a guerra civil.
O governo de Fouad Siniora deu ordem para arrasar os militantes, que prometem resistir até à última bala. Ontem reivindicaram os dois atentados de Beirute. Siniora já pediu ajuda militar aos EUA. Face à deterioração da situação, milhares de civis começaram a abandonar o campo, alguns com bandeira branca nos carros. Entretanto, o presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, ofereceu-se como mediador e tenta conseguir um cessar-fogo.
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