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Correio da Manhã

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Atentados da ETA ferem três pessoas

Quatro bombas rebentaram ontem junto a quatro empresas do País Basco, numa altura em que o governo socialista de José Luis Rodríguez Zapatero espera a aprovação de uma moção parlamentar autorizando o diálogo com a ETA.
16 de Maio de 2005 às 00:00
As bombas, com temporizador, eram compostas por um quilo e meio de explosivos e rebentaram sem qualquer aviso prévio, ao contrário do que muitas vezes acontece antes de atentados do grupo terrorista basco.
O governo do País Basco imputou a responsabilidade dos atentados à ETA e considerou que fazem parte da campanha de extorsão do chamado imposto revolucionário aos empresários bascos.
Os ataques sucederam-se durante a madrugada, numa acção combinada, tendo como alvo empresas em Beasin, Vergara, Elgoibar e Soraluce. O primeiro engenho rebentou pelas três horas da manhã e o último cerca de uma hora depois.
Houve apenas estragos materiais, mas num dos casos, em Elgoibar, um depósito de ácido muito corrosivo e tóxico foi danificado, provocando uma fuga que afectou dois polícias e um vigilante. Os homens foram internados com sintomas de intoxicação.
Zapatero não comentou os atentados, aproveitando uma intervenção pública na Galiza para criticar o Partido Popular (PP) pelos ataques à política de aproximação à ETA proposta pelo governo. Recorde-se que os socialistas avançaram com uma moção propondo o diálogo com a ETA, moção essa que amanhã será votada no Parlamento. Apesar da “traição” do PP, Zapatero prometeu continuar a tentar unir todos os partidos “em torno da paz e pelo fim da violência em Espanha”.
Quem não fugiu a comentar os atentados foram os partidos bascos, dizendo-se preocupados com a nova campanha violenta. O PP basco instou o governo central a que não deixe a ETA determinar “o roteiro” da política antiterrorista e o líder da Esquerda Unida, Gaspar Llamazares, advertiu os separatistas de que não poderá haver diálogo enquanto mantiverem a “estratégia dúplice das armas e da política”. No mesmo tom, a confederação de empresários bascos lamentou as “novas sombras” que se abateram sobre o processo de pacificação.
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