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Correio da Manhã

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ATIRADOR EM LOS ANGELES ERA EGÍPCIO

O homem que ontem abriu fogo junto ao balcão da companhia área israelita El Al num terminal do Aeroporto Internacional de Los Angeles, matando duas pessoas e ferindo outras quatro, antes de ser abatido por um segurança, era um cidadão egípcio com 41 anos de idade, de seu nome Hesham Mohamed Hadayet, residente em Irving, California, desde 1992, revelou a CNN.
5 de Julho de 2002 às 08:58
Hesman Mohamed Hadayet
Hesman Mohamed Hadayet FOTO: KOBS / CNN
Ontem, ao final da manhã (hora local), Hadayet aproximou-se do balcão da El Al, onde estava uma dezena de passageiros, e sacou de duas pistolas, uma calibre 45 e outra de 9 mm, abrindo fogo. Uma funcionária do balcão, com 20 anos de idade, e um passageiro, 46, ambos israelitas, morreram devido aos ferimentos sofridos. Uma sexagenária também foi baleada. Dois seguranças da própria El Al e um civil confrontaram o atirador. Este ainda esfaqueou o chefe da segurança, antes de ser morto a tiro.

O incidente correu mundo à velocidade da expectativa existente a respeito de um possível ataque terrorista no Dia da Independência (Dia Nacional) dos Estados Unidos da América, celebrado, precisamente, ontem. Já pela manhã de hoje (noite de ontem em L.A.), o FBI indicou não haver qualquer ligação terrorista com este incidente, para já considerado pelas autoridades norte-americanas um caso isolado. “Mas não podemos eliminar a hipótese até sabermos mais”, disse o porta-voz do Gabinete Federal de Investigação, Matt McLaugghlin.

As autoridades israelitas, incluindo o ministro dos Negócios Estrangeiros Shimon Peres, já se pronunciaram sobre o tiroteio, considerando-o um ataque terrorista. “Pela forma como foi conduzido assemelha-se muito a ataques anteriores, ao longo dos anos, contra balcões da El Al”, argumentou o cônsul-geral israelita em L. A., Yuval Rotem.

Teorias à parte, os investigadores norte-americanos seguem já a pista da identidade do atirador, cujo possível veículo particular foi também encontrado. Hadayet não era cidadão norte-americano, apesar de residir no país há uma década, mas tinha uma licença de trabalho, o chamado ‘cartão verde’. Era casado e deixa pelo menos um filho. A sua identidade foi obtida através do cruzamento das impressões digitais com bases de dados, e o resultado determinante surgiu dos registo do Departamento de Veículos Motorizados, que emitira uma licença de motoristas de limusines em nome do egípcio.
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