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Correio da Manhã

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Atirador mata gays em Telavive

Centenas de polícias israelitas encetaram ontem uma autêntica caça ao homem depois de um atirador não identificado ter assassinado duas pessoas e ferido pelo menos 11 num centro juvenil de apoio a homossexuais em Telavive.

3 de Agosto de 2009 às 00:30
A violência do ataque deixou em estado de choque os habitantes de Telavive, a cidade mais cosmopolita e tolerante de Israel
A violência do ataque deixou em estado de choque os habitantes de Telavive, a cidade mais cosmopolita e tolerante de Israel FOTO: Amir Meiri, Reuters

As vítimas mortais do ataque de sábado à noite foram um homem de 26 anos, conselheiro no centro, e uma adolescente de 16 anos. Os 11 feridos eram adolescentes que conviviam no local.

Os sobreviventes afirmam que um homem mascarado vestido de negro entrou no edifício e abriu fogo de forma indiscriminada com uma pistola ou uma metralhadora. "Disparou em todas as direcções", recorda Or Gil, de 16 anos, atingido duas vezes nas pernas. "No início pensei que era uma pistola de plástico, uma brincadeira."

Yaniv Weisman, líder da associação israelita LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros), considerou que o atirador conhecia o clube da rua Nachmani: "Não é um sítio que se veja da rua, mas ele sabia exactamente onde era."

Os líderes da comunidade homossexual da maior e mais cosmopolita cidade de Israel classificaram o ataque como o pior de sempre contra a comunidade, e as palavras de condenação chegaram de todos os sectores políticos. "Vamos encontrá-lo e trazê-lo à Justiça", assegurou o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. Até mesmo o partido Shas, que representa a ala ultra-ortodoxa judaica, conhecida pelas posições antigay, se associou às manifestações de repúdio. Um deputado do partido afirmou em 2008 que os terramotos são um castigo divino pela homossexualidade.

Como medida preventiva, a polícia encerrou temporariamente os clubes gay de Telavive e ordenou um blackout informativo.

PORMENORES

ATAQUE EM MARCHA GAY

Até à noite de sábado o ataque mais grave contra gays em Israel acontecera em 2005: um ultra-ortodoxo apunhalou três participantes de uma marcha gay em Jerusalém.

VIGÍLIA CONTRA O ÓDIO

Centenas de pessoas saíram à rua em Telavive numa manifestação espontânea contra o ataque.

CENTROS FECHADOS

A polícia reforçou a segurança em associações de homossexuais e mandou fechar temporariamente alguns clubes.

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