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Correio da Manhã

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Ativistas passam Natal em casa

Para Luaty Beirão, nova medida de coação é "um grande ganho".
Isabel Faria 19 de Dezembro de 2015 às 09:30
Luaty (ao centro de branco) e amigos celebram saída da prisão
Luaty (ao centro de branco) e amigos celebram saída da prisão FOTO: Joost de Raeymaeker/EPA

O Natal vai ser celebrado em família, ao lado da mulher e da filha, mas isso não diminuiu o estado de apreensão de Luaty Beirão e outros 15 ativistas, dos 17 acusados de rebelião e de atentado contra o presidente angolano, que esta sexta-feira passaram para prisão domiciliária.

A decisão foi transmitida na 14ª sessão do Tribunal Provincial de Luanda, pelo juiz Januário Domingos, que agendou para 11 de janeiro a próxima sessão.


À Lusa, o ativista e rapper luso-angolano, Luaty Beirão, considerou a nova medida de coação "um ganho", por poder finalmente ver a filha, após seis meses de prisão preventiva, que considera injusta e excessiva.

Já a mulher do ativista, Mónica Almeida, foi mais cautelosa: "Fico parcialmente satisfeita por saber que, numa época festiva, ele estará perto de nós, mas não deixa de ser preocupante, porque ainda continuará preso, dentro de casa e com as limitações que tal implica".


A alteração da medida de coação foi possível graças à entrada em vigor em Angola da nova lei das medidas cautelares em processo penal. Cerca de 150 agentes da segurança vão vigiar os ativistas.
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