Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
2

Aumenta crise na polícia do Rio

O Carnaval do Rio de Janeiro, que começa hoje com a presença de milhares de turistas de todo o Mundo, é este ano um evento de alto risco para os foliões. A maior crise da história da Polícia Militar (PM), responsável pelo policiamento nas ruas, faz temer pela segurança de brasileiros e estrangeiros num período que, tradicionalmente, é sempre um dos mais violentos do ano.
1 de Fevereiro de 2008 às 00:30
Nos últimos dois dias, depois do governador Sérgio Cabral Filho ter exonerado o comandante-geral da PM, coronel Ubiratan Angelo, o chefe do Estado-Maior, oito altos oficiais e ainda mais 45 oficiais de alta patente pediram a exoneração dos seus cargos, em solidariedade com os demitidos. Isso significa que dos cem oficiais com funções de comando superior mais de metade abandonou o cargo, deixando boa parte da tropa sem comando.
Em carta, afrontando claramente o governador – que continua a negar a crise e a afirmar que os descontentes são apenas meia dúzia que fizeram bem em sair da polícia – os militares exigem a exoneração do novo comandante, coronel Gilson Lopes, e a renomeação de Angelo, e ainda a demissão imediata do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.
Em solidariedade para com os oficiais, soldados de vários batalhões têm-se recusado a ir para as ruas e permanecido nos quartéis. Por seu turno, os polícias presos no batalhão prisional, acusados quase todos de ligações ao mundo do crime, iniciaram ontem uma greve de fome, também em apoio expresso aos comandantes exonerados.
Ver comentários