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Correio da Manhã

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Aumentam acusações ao hospital

Uma semana após a hospitalização do primeiro-ministro israelita Ariel Sharon, multiplicam-se as acusações de negligência contra o Hospital Hadassa de Jerusalém, que poderá ter de enfrentar uma investigação à forma como tratou o chefe do governo.
13 de Janeiro de 2006 às 00:00
Sharon sem alterações
Sharon sem alterações FOTO: Eliana Aponte, Reuters
Logo após a hospitalização de Sharon especulou-se que o segundo acidente vascular cerebral que sofreu terá sido provocado pelos medicamentos anticoagulantes que lhe foram receitados após um pequeno derrame cerebral, em Dezembro. Esses rumores ganharam força na Imprensa nos últimos dias e até o neurocirurgião Félix Umansky, que operou o primeiro-ministro, reconheceu ontem, em entrevista na televisão, que a segunda hemorragia terá sido causada pelo medicamento.
Como se não bastasse, o hospital é acusado de ignorar que o primeiro-ministro sofria de angiopatia amilóidea cerebral, condição que potencia o risco de derrames cerebrais. O hospital nega todas as acusações.
‘REGRESSO À NORMALIDADE’
Sharon continua em estado crítico, estando os médicos a debater quando serão completamente removidos os sedativos. A última TAC mostrou que os vestígios de sangue no cérebro foram absorvidos. O ritmo cardíaco é regular e a temperatura normal.
Entretanto, e num sinal de que a vida política está a regressar à normalidade, o líder do Likud, Benjamin Netanyahu, ordenou ontem aos ministros do seu partido que abandonem o governo, decisão que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Silvan Shalon, se recusou a acatar.
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