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Correio da Manhã

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AUTOCARRO EXPLODE EM MANILA

Um dia depois de várias explosões terem causado a morte a seis pessoas em Zamboanga, uma bomba deflagrou dentro de um autocarro em Quezon, arredores de Manila, matando pelo menos três pessoas e ferindo mais de 20 outras.
19 de Outubro de 2002 às 00:10
Este foi o quarto atentado a ser perpetrado nas Filipinas em menos de um mês. As primeiras investigações indicam que a bomba estava colocada na parte de trás do autocarro, que teria capacidade para 50 passageiros e fazia a ligação entre Manila e a parte Norte da capital filipina, tendo ficado parcialmente destruído.

Pedaços das estruturas do autocarro foram projectados até 30 metros de distância. Os corpos jaziam dentro do autocarro e um deles, decapitado, estava pendurado num pedaço da estrutura de aço. Os feridos foram transportados no Hospital Geral de Quezon City, desconhecendo-se a gravidade dos ferimentos.
Horas antes deste atentado, a explosão de uma granada lançou o pânico no bairro financeiro de Makati, em Manila.

Logo a seguir o falso alarme de bomba levou à evacuação de um arranha-céus, também na capital, que estava ontem sob recolher obrigatório nocturno para menores de 18 anos. Nenhum grupo reivindicou este atentado, tal como sucedeu na quinta-feira em Zamboanga. Mas se no Sul das Filipinas não têm dúvidas do envolvimento do grupo radical Abu Sayyaf, estando já a ‘dar caça’ a quatro suspeitos, neste abstêm-se de avançar informações.

Este foi o quarto atentado nas Filipinas em menos de um mês. No passado dia 2, um bomba explodiu num bar de karaoke em Manila, matando um norte-americano e dois filipinos. Oito dias mais tarde, seis pessoas morreram e 19 ficaram gravemente feridas na sequência da explosão de uma granada numa paragem de autocarro em Kidapawan, Mindanao. Seguiram os ataques de Zamboanga e o de ontem.

Os Serviços Secretos filipinos, indonésios e malaios acreditam que grupos radicais islâmicos poderão ter acumulado até 12 toneladas de explosivos para os utilizar em ataques na região.

Malásia, o próximo alvo?

Aliás, o primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Mohamad, avisou ontem que o seu país poderá ser palco do próximo atentado. ‘‘A Malásia pode ser alvo de ataques, depois de Bali e Filipinas’’ – declarou durante uma conferência de Imprensa após três dias de visita à Índia. Refira-se que a Malásia começou a montar ‘cerco’ a extremistas islâmicos antes mesmo de os EUA terem lançado a Guerra contra o Terrorismo e, nos últimos 18 meses, deteve já perto de 70 suspeitos.
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