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Autor de massacre em Toronto é “desajustado social”

Condutor que matou dez pessoas com carrinha descreveu-se nas redes sociais como “celibatário involuntário”.

25 de abril de 2018 às 01:30

O condutor que na segunda-feira investiu com uma carrinha contra a multidão em Toronto, no Canadá, matando 10 pessoas e ferindo 15, é um informático com graves problemas de integração e ajustamento social que parece ter sido movido por um desejo genérico de se vingar das mulheres que rejeitaram os seus avanços sexuais.

Alek Minassian, de 25 anos, foi detido minutos depois de atropelar dezenas de pessoas com uma carrinha alugada numa rua da zona norte de Toronto. Foi ontem formalmente acusado de 10 crimes de homicídio agravado e 13 de tentativa de homicídio, mas recusou explicar os motivos por detrás do brutal ataque, que a polícia já descartou ter ligações a terrorismo.

Na sua conta de Facebook, entretanto suspensa, Minassian identifica-se como ‘incel’, um acrónimo para "celibatário involuntário", termo que se refere a pessoas cujos avanços sexuais são constantemente rejeitados pelo sexo oposto. "A revolução ‘incel’ já começou! Salvé o Supremo Cavalheiro Elliot Rodger", escreveu horas antes do ataque.

Elliot Rodger é um norte-americano que se suicidou após matar a tiro seis pessoas na Universidade de Santa Barbara, na Califórnia, e deixou um vídeo em que se queixava de ser rejeitado pelas mulheres apesar de ser um "perfeito cavalheiro". É idolatrado pela comunidade ‘incel’.

Antigos colegas de liceu de Minassian descrevem-no como um jovem "introvertido" e com "problemas de interação social", que frequentou aulas para pessoas com necessidades especiais. "Não era uma pessoa sociável, mas era completamente inofensivo", contou uma ex-colega, acrescentando que costumava andar pelos corredores "de cabeça baixa, mãos juntas e a imitar o miado de um gato".

Polícia elogiado por ter mantido a calma e capturado Minassian com vida 

Porém, o polícia manteve sempre a calma e recusou disparar, acabando por convencer Minassian a deitar-se no chão e a ser algemado sem oferecer resistência.

"Quando vi corpos no chão percebi que era algo grave"

"Quando vi corpos no chão percebi que era algo grave"

Valter Paço, um cidadão português residente em Toronto, passou pelo local poucos minutos após o ataque e relatou à CMTV-Canadá os momentos de aflição vividos depois do atropelamento.

"Deparei-me com imensa polícia, algo fora do normal. Não percebi logo o que se tinha passado. Só quando vi os corpos no chão é que percebi que era algo grave. Estavam cobertos.", disse o português, que contou pelo menos seis cadáveres.

PORMENORES

Veículo percorreu 1,6 km

A carrinha alugada pelo atacante percorreu 1,6 quilómetros em cima do passeio, atingindo tudo o que lhe aparecia pela frente .

Sul-coreanos morreram

Dois turistas sul-coreanos estão entre as vítimas mortais do ataque e outro ficou ferido, confirmou o governo de Seul.

Nível de alerta não muda

O PM canadiano, Justin Trudeau, garantiu que o nível de alerta antiterrorista não será alterado apesar do ataque.

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