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Autor do sequestro estava "sincronizado" com irmãos Kouachi

Para além do autor do sequestro, pelo menos três pessoas foram mortas numa loja 'kosher' (judaica) do leste de Paris.
9 de Janeiro de 2015 às 19:54
Os dois sequestradores suspeitos, Amedy Coulibalyn e Hayat Boumeddiene
Os dois sequestradores suspeitos, Amedy Coulibalyn e Hayat Boumeddiene FOTO: DR

Amedy Coulibaly, o homem que manteve diversos reféns num supermercado de Paris afirmou a uma televisão francesa, antes da sua morte, ter "sincronizado" a ação com os irmãos Kouachi, os dois 'jihadistas' acusados do ataque ao Charlie Hebdo.


Numa declaração à cadeia televisiva de notícias BFMTV, Coulibaly reivindicou a sua filiação no grupo Estado Islâmico. Em declarações separadas à mesma televisão, Chérif Kouachi, um dos irmãos acusados do ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo na manhã de quarta-feira, afirmou por sua vez ter sido enviado para França e financiado pela Al-Qaida no Iémen.


Para além do autor do sequestro, pelo menos três pessoas foram mortas numa loja 'kosher' (judaica) do leste de Paris, numa tomada de reféns. Durante o sequestro de 13 horas no "Hyper Cacher", na Porta de Vincennes (leste de Paris), a polícia divulgou a identificação de dois suspeitos: um homem de 32 anos, Amedy Coulibaly, e uma mulher de 26, Hayat Boumedienne.


Além dos mortos, quatro reféns ficaram gravemente feridos, segundo fonte dos serviços de segurança citada pela France Presse.


A polícia francesa lançou o assalto ao supermercado 'kosher' da Porta de Vincennes, no leste de Paris, minutos depois das 17h00 locais (16h00 em Lisboa).


Nas imagens do assalto policial transmitidas pela televisão France 2 viu-se a libertação de uma dezena de reféns, incluindo um bebé de colo.


O assalto ao supermercado 'kosher' (judaico) foi lançado pouco depois do assalto à gráfica em Dammartin-en-Goële onde estavam barricados os dois suspeitos do ataque de quarta-feira na redação do jornal satírico Charlie Hebdo, ataque que fez 12 mortos.

Os dois suspeitos, os irmãos Said e Chérif Kouachi, foram mortos.

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