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Correio da Manhã

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Autoridades de Damasco negam responsabilidade no massacre de Houla

O governo da Síria negou este domingo ter responsabilidade no massacre de cerca de uma centena de civis em Houla, condenado pela comunidade internacional, e anunciou uma comissão de inquérito para apurar os factos.
27 de Maio de 2012 às 12:40
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Houla, Damasco, Síria, massacre, responsabilidade, terroristas, mortos, ONU FOTO: Reuters

"Negamos completamente termos sido responsáveis pelo massacre terrorista contra as pessoas", disse em conferência de imprensa o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) da Síria, Jihad al-Makdissi, responsabilizando "grupos terroristas" pelas mortes.

"Criámos uma comissão de inquérito conjunta das forças de segurança e da justiça que vai investigar o conjunto dos factos e divulgará os resultados dentro de três dias", acrescentou.

Sobre os bombardeamentos, Makdissi disse que nenhum tanque das forças sírias entrou em Houla e que as tropas governamentais que estavam na cidade atuaram em legítima defesa.

"Houve um ataque de terroristas das 14h00 (12h00 de Lisboa) até às 23h00 (21h00 em Lisboa). Nem um tanque sírio entrou. As forças sírias não abandonaram as suas posições", disse.

Acrescentou, contudo, que as forças sírias "retaliaram em legitima defesa" e os "confrontos continuaram".

Em resposta ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que apelou para a retirada da artilharia pesada e tanques das ruas, Makdissi respondeu:"Há bairros onde existem homens armados".

"Os observadores vão às cidades e constatam isso. É um direito do Governo proteger os seus cidadãos", acrescentou.

O porta-voz do MNE sírio confirmou ainda que o enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe, Kofi Annan, é esperado em Damasco na segunda-feira e apelou a um "regresso ao diálogo"

O plano de paz de Kofi Annan para a Síria – que previa a entrada em vigor de um cessar-fogo a 12 de Abril, mas não tem sido respeitado –  foi uma vez mais abalado pela morte de 92 civis, incluindo 32 crianças, em Houla, e pela ameaça dos opositores ao regime de Bashar al-Assad de passarem à ofensiva caso as Nações Unidas não atuem rapidamente para parar a violência.

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