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Autoridades norte-americanas e iranianas iniciam negociações sobre nuclear

Delegação iraniana é representada pelo MNE, Abbas Araghchi, enquanto o enviado Steve Witkoff representa os EUA.

06 de fevereiro de 2026 às 10:06

As negociações sobre o nuclear entre Irão e Estados Unidos começaram esta sexta-feira em Omã, segundo a televisão estatal, depois do presidente norte-americano ter dito que não descarta uma ação militar e Teerão a afirmar que está pronto para se defender.

A delegação iraniana é representada pelo seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, enquanto o enviado Steve Witkoff representa os Estados Unidos.

"A igualdade, o respeito mútuo e o interesse recíproco não são palavras vãs, mas condições indispensáveis e os pilares de um acordo duradouro", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano na rede social X, antes do início da reunião com as autoridades norte-americanas.

"Estamos a participar [nas negociações] de boa-fé e mantemo-nos firmes nos nossos direitos", acrescentou Abbas Araghchi, numa mensagem em inglês.

Araqchi afirmou que "os compromissos devem ser honrados", numa aparente referência à saída, em 2018, dos Estados Unidos do acordo nuclear assinado três anos antes, e apelou ao respeito mútuo para se chegar a um consenso.

O ministro iraniano chegou na quinta-feira à noite a Omã, acompanhado pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Majid Takht Ravanchi, e pelo porta-voz do ministério, Ismail Baghaei, informou a agência de notícias oficial iraniana Irna.

A televisão estatal iraniana informou que Araqchi reuniu-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr al-Busaidi, antes da reunião com as autoridades norte-americanas.

Estas discussões sobre o programa nuclear iraniano são as primeiras desde o bombardeamento norte-americano às instalações nucleares do Irão em junho, durante uma guerra de 12 dias iniciada por Israel.

As negociações ocorrem após a repressão sangrenta do Governo iraniano ao vasto movimento de protesto no início de janeiro, que causou milhares de mortes, segundo defensores dos direitos humanos, e trocas de ameaças belicistas entre Washington e Teerão.

Os iranianos estão a "negociar", afirmou Donald Trump anteriormente.

"Eles [Irão] não querem que os ataquemos", acrescentou, lembrando que os Estados Unidos enviaram "uma grande frota" de guerra para o Golfo.

Depois de ameaçar atacar o Irão em apoio aos manifestantes, o presidente norte-americano centra agora a sua retórica no controlo do programa nuclear iraniano.

"Continuamos focados nesta questão: garantir que eles [iranianos] não obtenham armas nucleares", afirmou na quarta-feira o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance.

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