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Correio da Manhã

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Avião da LaMia não devia ter descolado

Funcionária do aeroporto recusou plano de voo porque combustível não chegava.
Ricardo Ramos 2 de Dezembro de 2016 às 08:37
Prepara-se o velório das vítimas
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O avião que transportava a equipa da Chapecoense nunca devia ter descolado do aeroporto de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

Uma funcionária responsável por autorizar a descolagem recusou o plano de voo apresentado pela companhia aérea LaMia porque tinha dúvidas de que o combustível fosse suficiente para chegar ao destino. No entanto, os reparos foram ignorados e o avião foi autorizado a seguir viagem, acabando por se despenhar por falta de combustível, segundo confirmou ontem a investigação oficial.


A funcionária do aeroporto, Celia Castedo Monastério, apontou cinco falhas no plano de voo apresentado pelo despachante da LaMia, Alex Quispe, um dos membros da tripulação do avião. A mais grave delas, e que devia ter impedido o avião de voar, foi a constatação de que a aeronave tinha combustível à justa para a viagem: de acordo com as estimativas apresentadas no documento, o avião levava combustível para 4 horas e 22 minutos, exatamente o tempo previsto para a viagem entre Santa Cruz e Medellín, na Colômbia. As regras internacionais de aviação estipulam que um avião deve transportar sempre mais 10% de combustível do que o estimado para a viagem, ou o suficiente para voar durante mais 45 minutos do que o tempo previsto.

Quispe tentou tranquilizar a funcionária, afirmando que tinha sido o piloto e presidente da companhia, Miguel Quiroga, a indicar as estimativas inscritas no plano de voo. "A autonomia está boa, chegaremos bem. Vamos fazer a viagem em menos tempo, não se preocupe. É assim mesmo", afirmou o despachante da LaMia, segundo indica o relatório de Celia Monastério. A funcionária aceitou a argumentação perante a tranquilidade do interlocutor, que ia viajar no avião, mas não retirou as observações. Segundo peritos citados pelo ‘Jornal Hoje’, Celia não tinha autoridade para proibir o voo, mas devia ter avisado os superiores para que tomassem uma decisão.

Não se sabe se o fez, mas a verdade é que o avião acabou por partir com combustível insuficiente, acabando por se despenhar a minutos do destino, causando a morte a 71 pessoas.
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