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Avião de reabastecimento norte-americano despenha-se no Iraque

Operações de resgate estão em curso e outra aeronave envolvida no acidente aterrou em segurança.

12 de março de 2026 às 22:17

Um avião de reabastecimento norte-americano despenhou-se no oeste do Iraque, anunciou esta quinta-feira o Comando Central dos EUA (Centcom), adiantando que a perda do KC-135 "não foi causada por fogo inimigo ou amigo".

"As operações de resgate estão em curso", acrescentou o Centcom em comunicado, referindo que outra aeronave envolvida no acidente aterrou em segurança.

O Centcom referiu ainda que o incidente "ocorreu em espaço aéreo amigo durante a Operação Epic Fury", em que os EUA e Israel têm atacado o Irão.

Não foram fornecidos detalhes sobre o número de pessoas a bordo da aeronave ou o seu estado de saúde atual.

"Mais informações serão fornecidas à medida que os destacamentos ocorrerem", concluiu o Centcom, solicitando paciência enquanto "reúne detalhes adicionais e presta esclarecimentos às famílias dos militares" envolvidos.

A perda do KC-135 marca o quarto acidente aéreo de aeronaves norte-americanas desde o início da guerra contra o Irão, após o abate de três caças F-15 por fogo amigo do Kuwait.

Com 41,5 metros de comprimento e quase 40 metros de envergadura, o Boeing KC-135 "Stratotanker" possui quatro motores e uma capacidade de carga útil até mais de 38 toneladas, dependendo da sua configuração.

Sobre a duração do conflito no Médio Oriente, o presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu esta quinta-feira que a guerra com o Irão está a "avançar rapidamente", reiterando a sua visão otimista sobre o desenvolvimento do conflito, para o qual ainda não apresentou um calendário.

Durante um evento na Casa Branca, o republicano defendeu que "o que é preciso fazer está a ser feito" para alcançar os objetivos dos EUA no Médio Oriente.

A breve referência ao conflito foi feita pelo Presidente durante um evento do Mês da História das Mulheres, ao qual compareceu acompanhado pela primeira-dama Melania Trump.

Antes, Trump tinha declarado que o aumento dos preços do petróleo provocado pela guerra e a interrupção do fluxo através do Estreito de Ormuz trariam "muito dinheiro" aos Estados Unidos, o maior produtor mundial de petróleo.

O presidente tem mantido um tom positivo em relação ao estado da guerra, treze dias depois do lançamento da Operação Fúria Épica contra Teerão, chegando a afirmar, sem provas, que o conflito está ganho, embora diga que a ofensiva vai continuar.

A guerra, na qual morreram sete soldados norte-americanos e que provocou um aumento dos preços da gasolina devido ao bloqueio no Golfo Pérsico, poderá afetar o desempenho de Trump antes das eleições intercalares de novembro, nas quais está em causa a maioria republicana no Congresso.

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