Um avião bimotor particular com 14 pessoas a bordo, que partira do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, despenhou-se e explodiu durante a aterragem, sexta-feira à noite, na pista privada do complexo hoteleiro de luxo Terravista, em Trancoso, distrito da cidade de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. De acordo com os bombeiros locais, não houve sobreviventes e os corpos, de adultos e crianças, foram transferidos para o Instituto de Medicina Legal de Salvador, a capital do estado, pois só exames de ADN permitirão a sua identificação.
Na aeronave, propriedade do banqueiro de São Paulo Roger Ian Wright, de 56 anos, dono da empresa financeira Arsenal Investimentos, iam, além dele, a esposa, Lucila Lins, os dois filhos do casal, dois netos, um genro e outras duas crianças. O bimotor era pilotado por Jorge Lang Filho, também de 56 anos, que há 20 trabalhava para o empresário e que era coadjuvado pelo co-piloto, uma hospedeira. A bordo seguiam ainda três amigos da família.
Na altura do acidente, chovia intensamente na região. No entanto, o piloto do avião, um moderno King Air B350, prefixo PR-MOZ, no último contacto que manteve com a torre de controlo, afirmou que tinha boas condições de voo. O piloto conhecia muito bem o aeroporto, exclusivo para aviões executivos de milionários que possuem mansões no complexo Terravista ou frequentam o elegante Clube Med, proprietário da pista.
SEGUNDA TRAGÉDIA AÉREA
O empresário Roger Ian Weight, que morreu sexta-feira à noite com outros familiares na queda do seu avião particular, já tinha uma outra tragédia aérea na sua vida. De facto, a sua primeira mulher, Bárbara Cecília Luchsinger Wright, também morreu na queda de um avião.
Bárbara foi uma das 99 vítimas fatais da queda de um Fokker 100 da TAM que se despenhou a 31 de Outubro de 1996 sobre casas de um bairro próximo ao aeroporto de Congonhas, São Paulo, segundos depois de ter descolado rumo ao Rio de Janeiro. Foi exactamente a filha que Roger teve com Bárbara, a única agora viva, que ontem viajou de avião de São Paulo para a Bahia para a penosa missão de reconhecer os corpos do pai, da madrasta, dos irmãos e de outros familiares.
PORMENORES
DESPISTE EM CONGONHAS
Em Julho de 2007, 199 pessoas morreram, entre elas o português Pedro Abreu, depois de um Airbus da TAM falhar a aterragem na pista molhada do aeroporto de Congonhas, São Paulo.
PORTUGUÊS VITIMADO
Em Setembro de 2006 o português António Armindo foi uma das 150 vítimas da queda de um Boeing da GOL na Amazónia.
CASAMENTO TRÁGICO
Em Fevereiro deste ano, 22 pessoas da mesma família, que iam assistir a um casamento em Manaus, morreram na queda de um bimotor no leito de um rio da selva amazónica.
DRAMA EM SÃO PAULO
Em Outubro de 1996, um Fokker da TAM caiu sobre um bairro densamente povoado de São Paulo pouco depois da descolagem do aeroporto de Congonhas, São Paulo, e matou 99 pessoas.
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