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Avião que se despenhou no mar Mediterrâneo em 2016 "nunca deveria ter descolado"

Acidente provocou a morte a 66 pessoas.
2 de Abril de 2019 às 14:47
Avião Egyptair
Avião da Egyptair caiu no Mediterrâneo
Avião EgyptAir
Avião Egyptair
Avião da Egyptair caiu no Mediterrâneo
Avião EgyptAir
Avião Egyptair
Avião da Egyptair caiu no Mediterrâneo
Avião EgyptAir
Um relatório especializado encomendado pela justiça revelou que o avião egípcio Airbus A320 EgyptAir, que ligaria Paris-Charles de Gaulle no Cairo e caiu no mar Mediterrâneo a 18 de Maio a 19 de 2016, "nunca deveria ter descolado". 

Esta é a conclusão do relatório sobre a manutenção da aeronave, encomendado pelos três juízes encarregados da investigação em França. No documento com cerca de 70 páginas, o inspetor e o técnico aeronáutico escrevem: "A perícia demonstrou que esta aeronave deveria ter sido verificada durante os quatro voos ... ] após a sequência de defeitos recorrentes, mas não relatados pelas equipas sucessivas". 

As conclusões do relatório são avançadas pelo jornal francês Le Parisien e revelam todos os alertas para este avião antes de se ter despenhado provocando a morte a 66 pessoas. Cerca de 20 alertas foram registados, mas não foram relatados nem a empresa interveio.

Uma válvula do motor apresentava defeito e havia ainda um alerta, grave, que indicava fumo nas casas de banho. "Este alarme pode indicar o início de um incêndio num compartimento de WC", dizem os especialistas. "Não pode ser ignorado, o que tem sido o caso", concluem. 

Quatro anos depois e mesmo após o relatório que indica as diversas falhas da aeronave, o Egito ainda defende que o acidente se tratou de um ato terrorista.

Segundo o jornal francês, outro fator de alerme é o facto do modelo de avião continuar a efetuar voos. 
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