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Avó Nazi é presa por negar o Holocausto

Ursula Haverbeck afirma que foi "a maior mentira da história"

08 de maio de 2018 às 12:10

As autoridades alemãs prenderam esta segunda-feira uma idosa de 89 anos que estava foragida da polícia. A "Avó Nazi", como foi apelidada pelos meios de comunicação alemães foi condenada, em outubro de 2017, a dois anos de cadeia por "incitamento" e por negar o Holocausto que é considerado um crime na Alemanha.

Ursula Haverbeck era a presidente de um centro de treino de extrema-direita, fechado em 2008, que fazia propaganda nazi. Num julgamento em 2015, a avó Nazi alegou que Auschwitz "não foi provado historicamente" enquanto campo de extermínio. A idosa foi ainda à televisão alemã e alegou que o Holocausto foi "a maior mentira da história".

A mulher deveria ter-se entregado às autoridades no dia 23 de Abril, porém não compareceu tendo despoletado um mandado de captura em seu nome.

"Depois do condenado não ter comparecido na prisão dentro do prazo, os promotores em Verden, em 4 de maio de 2018, emitiram uma ordem para executar a sentença", disseram os procuradores num comunicado.

Segundo as autoridades, a idosa foi detida em sua casa em Vlotho, uma cidade alemã no distrito de Herford.  

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