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Ban Ki-moon diz que al-Assad "perdeu toda a legitimidade"

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, alertou esta quinta-feira para o "perigo iminente e real" de guerra civil na Síria e considerou que o regime do presidente Bashar al-Assad "perdeu toda a legitimidade".
7 de Junho de 2012 às 18:13
Assembleia-geral das Nações Unidas ouviu palavras muito duras do secretário-geral
Assembleia-geral das Nações Unidas ouviu palavras muito duras do secretário-geral FOTO: Alison Joyce/Reuters

"Os perigos de uma guerra civil em larga escala são iminentes e reais, pelo que solicitei ao presidente al-Assad que cumpra de forma urgente e incondicional os pontos do plano de paz", disse o sul-coreano num discurso perante a Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, que se reuniu em sessão extraordinária sobre a crise síria.

O chefe da Nações Unidas também exortou Damasco a permitir liberdade de movimentos aos observadores da ONU e confirmou que um dos veículos dos 'capacetes azuis', que se deslocam desarmados, foi alvo de um disparo quando se dirigia para a localidade de Morek após terem sido impedidos de entrar em Al-Quebir, onde ocorreu novo massacre na quarta-feira.

"Foi impedido o acesso [a Al-Quebir] aos observadores da ONU, que trabalham para chegar ao local dos acontecimentos, e acabo de saber que enquanto tentavam fazê-lo foram alvo de disparos de armas ligeiras", explicou o secretário-geral, perante o plenário das Nações Unidas, que cumpriu um minuto de silêncio pelas vítimas da crise síria.

O responsável máximo da ONU condenou a "perturbadora e repugnante" matança de Al-Quebir, que qualificou de "barbárie indescritível", e assegurou que "qualquer regime ou líder que tolera tal massacre perdeu a sua humanidade".

O enviado internacional Kofi Annan tinha já previamente condenado "com horror" a matança de Al-Quebir e disse que os seus responsáveis devem "prestar contas".

Annan assegurou ainda que a comunidade internacional "não pode deixar que os massacres se convertam na realidade quotidiana da Síria", onde diariamente "se regista uma escalada da crise e da violência".

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