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Correio da Manhã

Mundo

Banho de sangue na Faixa de Gaza

Na sequência daquela que foi a mais mortífera ofensiva militar de Israel desde 2000, pelo menos 60 palestinianos foram ontem mortos no norte da Faixa de Gaza.
2 de Março de 2008 às 00:30
A incursão ocorreu no seguimento da vaga de violência dos últimos dias: desde quarta-feira 95 palestinianos morreram em raides aéreos e terrestres do Exército de Telavive. O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, afirmou que a matança em curso é “pior do que o Holocausto”. Horas depois Mahmoud Abbas anunciava o fim das negociações de paz.
Entre as vítimas mortais dos militares israelitas pelo menos trinta eram civis, incluindo muitas mulheres e crianças. Há ainda registo de mais de duas centena de feridos.
Em quatro dias de violência em Gaza, dominada pelo Hamas, já foram mortos pelo menos 95 palestinianos e dois soldados israelitas. Abbas qualifica de “inacreditáveis” os ataques israelitas. Por seu lado, Khaled Mesha-al, líder do Hamas no exílio, acusou Abbas de “cobrir voluntária ou involuntariamente” a operação militar. Indiferente às críticas, Israel afirma que a ofensiva é a resposta ao contínuo lançamento de rockets contra o seu território.
ONU APELA À CALMA
A violenta ofensiva de Israel em Gaza está já a suscitar grande preocupação entre a comunidade internacional, com a ONU e a Rússia a apelarem à calma e ao fim imediato dos combates. A Rússia afirmou que a actual ofensiva israelita poderá aniquilar de vez os esforços de paz em curso.
Os Estados Unidos também se pronunciaram, exortando Israel a “ponderar as consequências” das suas acções e recordando que a secretária de Estado, Condoleezza Rice, tem agendada para a próxima semana uma visita à região.
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