Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
1

Fogo e manifestantes atropelados: 80 feridos e 50 detidos na terceira noite de protestos

Radicais atiraram pedras e ácido contra as forças de segurança.
SÁBADO e Lusa 16 de Outubro de 2019 às 22:33
Tensão continua em Barcelona: Manifestantes em confrontos com a polícia
Barcelona a ferro e fogo: Dois manifestantes atropelados e vários carros em chamas
Tensão continua em Barcelona: Manifestantes em confrontos com a polícia
Manifestantes atiram pedras e ácido contra a polícia em Barcelona
Tensão continua em Barcelona: Manifestantes em confrontos com a polícia
Barcelona a ferro e fogo: Dois manifestantes atropelados e vários carros em chamas
Tensão continua em Barcelona: Manifestantes em confrontos com a polícia
Manifestantes atiram pedras e ácido contra a polícia em Barcelona
Tensão continua em Barcelona: Manifestantes em confrontos com a polícia
Barcelona a ferro e fogo: Dois manifestantes atropelados e vários carros em chamas
Tensão continua em Barcelona: Manifestantes em confrontos com a polícia
Manifestantes atiram pedras e ácido contra a polícia em Barcelona
O terceiro dia de protestos de independentistas na Catalunha, em resposta às condenações de dirigentes políticos envolvidos na tentativa de independência em 2017, esteve até ao fim da tarde desta quarta-feira com um ambiente mais tranquilo. No entanto, durante a madrugada desta quinta-feira, há registo de mais de 80 feridos e 50 detidos, segundo avança o El Español.

No final da noite de quarta-feira houve milhares de pessoas para as ruas e a tensão disparou quando alguns manifestantes começaram a atirar pedras e garrafas com ácido contra a sede do Departamento do Interior da Generalitat, em Barcelona, nos primeiros confrontos do dia entre grupos radicais e os Mossos d’Esquadra.

O passar do tempo agudizou a situação: chegaram a contar-se mais de 40 focos de incêndio pela cidade e ainda não há números certos de caixotes do lixo e carros queimados. A gravidade dos incidentes originou novos confrontos entre os independentistas mais radicais e as forças de segurança. 

Em Tarragona dois manifestantes foram atropelados por uma carrinha dos Mossos d'Esquadra.

Ao início da noite, o presidente do governo espanhol, Pedro Sanchez, disse que o executivo ia "garantir os plenos direitos e a manutenção da ordem na Catalunha", mas que não pensava aplicar medidas excepcionais na região. Durante a noite, vários líderes independentistas demarcaram-se dos atos de violência, apelando à luta pacífica pela república.

Já na noite de terça-feira Barcelona se tinha tornado cenário de uma batalha campal entre polícias e manifestantes, que construíram barricadas, queimaram mobiliário urbano e pneus, fizeram fogueiras e atiraram pedras e petardos contra os polícias. 

O Tribunal Supremo espanhol condenou na segunda-feira os principais dirigentes políticos envolvidos na tentativa de independência da Catalunha a penas que vão até um máximo de 13 anos de prisão, no caso do ex-vice-presidente do governo catalão.

Assim que foi conhecida a sentença, uma série de grupos de independentistas iniciaram movimentos de protesto em todo o território da comunidade autónoma espanhola mais rica.

A polícia antidistúrbios carregou sobre um grupo que protestava no exterior do aeroporto de Barcelona enquanto outros grupos separatistas incendiaram pneus para impedir a circulação de comboios e alguns bloquearam a circulação rodoviária em estradas da região.

Já de madrugada, o presidente da Generalitat, Quim Torra, fez uma curta declaração distanciando o movimento independentista dos conflitos organizados por grupos radicais. "Faço um apelo à calma e à serenidade. O movimento independentista nunca foi, nem é violento", recordou, reforçando: "não há justificação nem para queimar carros, nem para actos de vandalismo". Na sua declaração, o presidente do governo regional relembrou as Marchas pela Liberdade, realizadas de forma pacifista esta quarta-feira e nas quais participaram vários 'ministros' regionais, considerando-as "um exemplo magnífico".

"É normal e bom que protestemos contra uma sentença injusta e absolutamente aberrante", continuou, para voltar a distanciar-se dos confrontos violentos que marcaram os últimos dias. "Não podemos aceitar que poucos, que não nos representam, destruam o caminho que tem seguido o independentismo". 

"A 1 de outubro derrotámos o Estado sem destruir nada. O independentismo constrói, não destrói", acrescentou, referindo-se ao referendo não oficial realizado na Catalunha em 2017 e que está na origem das condenações decididas esta segunda-feira. "Repito: serenidade, determinação, civismo e não violência. Boa noite", finalizou.

Em Madrid, uma manifestação de solidariedade reuniu cerca de 500 pessoas. De acordo com a Europa Press, houve três detidos por desordem pública e atentado contra a autoridade. 

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)