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Barcelona relembra as vítimas do terror de 2017

Rei espanhol foi acompanhado pelo presidente catalão em homenagem pautada pelo silêncio.
Francisco J. Gonçalves 18 de Agosto de 2018 às 01:30
Barcelona relembra as vítimas do terror de 2017
Barcelona relembra as vítimas do terror de 2017
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Barcelona relembra as vítimas do terror de 2017
Barcelona relembra as vítimas do terror de 2017
Barcelona prestou esta sexta-feira homenagem às vítimas dos atentados radicais islâmicos de 17 de agosto de 2017 que deixaram 16 mortos e mais de 150 feridos, nas Ramblas e em Cambrills. A presença do rei de Espanha, Felipe VI, causou algumas tensões, mas de um modo geral a homenagem decorreu sem incidentes, sob o lema: 'Barcelona, ciutat de pau' ('Barcelona, cidade de paz').

O silêncio pautou a cerimónia, durante a qual o rei cumprimentou os sobreviventes da tragédia e as famílias dos que perderam a vida. O rei foi acompanhado pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, pela presidente da câmara de Barcelona, Ada Colau, e pelo presidente do governo catalão, Quim Torra, que apresentou a Felipe VI a mulher de Joaquim Forn, conselheiro do Interior catalão detido após o referendo separatista ilegal de outubro de 2017.

"Não sou eu quem devia estar aqui", disse ao rei Laura Masvidal, mulher de Forn, numa clara crítica a Espanha pela detenção dos líderes separatistas.

Apesar deste episódio, e de pequenas marchas separatistas, o governo catalão, após uma ameaça inicial de boicote ao rei, conseguiu evitar a politização da homenagem e travou protestos como os que marcaram a visita de Felipe VI em 2017. A cerimónia acabou com o grito coletivo de 'No tinc por!' ('Não temos medo!').

Torra lembra luta separatista da Catalunha
O presidente do governo catalão, Quim Torra, participou na homenagem às vítimas dos atentados ao lado do rei, depois de ter ameaçado boicotar o monarca por causa da questão separatista. Mas, num discurso antes do início da cerimónia, Torra aludiu ao nacionalismo catalão ao referir a Catalunha como "país de paz e acolhida". Depois, apresentou ao rei a mulher de Joaquin Forn, conselheiro do Interior detido após o referendo separatista de 2017.

Manifestações a favor e contra o rei
As tensões não foram comparáveis às de 2017, aquando da visita do rei após os atentados, mas cerca de uma centena de separatistas e outros tantos monárquicos trocaram insultos após a homenagem às vítimas do ataque terrorista.

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