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Correio da Manhã

Mundo

Barcelona vive nova noite de vandalismo em dia de greve geral

Grupos de jovens atacaram a polícia e causaram distúrbios, manchando as marchas pacíficas que reuniram mais de meio milhão de pessoas.
Daniela Polónia 19 de Outubro de 2019 às 01:30
Protestos violentos na Catalunha
Catalunha saiu à rua em dia de greve geral contra a sentença dos independentistas
Polícia em confrontos com manifestantes nas ruas de Barcelona
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Protestos violentos na Catalunha
Catalunha saiu à rua em dia de greve geral contra a sentença dos independentistas
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Polícia em confrontos com manifestantes nas ruas de Barcelona
Polícia em confrontos com manifestantes nas ruas de Barcelona
O separatismo paralisou esta sexta-feira a Catalunha numa jornada de greve geral que deixou grande parte de Barcelona de portas fechadas durante todo o dia. Cinco marchas confluíram para o centro da cidade, barrando os principais acessos à capital catalã e reunindo mais de meio milhão de pessoas num protesto pacífico contra a condenação de líderes separatistas a penas de prisão.

Mas, como nos dias anteriores, grupos de jovens, muitos deles mascarados, desencadearam ao fim da tarde protestos violentos, marcados por agressões à polícia e por atos de vandalismo que voltaram a semear o caos na capital catalã.

O balanço provisório dos confrontos era, à hora de fecho desta edição, 35 feridos (25 deles em Barcelona), 10 detidos e pelo menos quatro pessoas a que foram aplicadas medidas cautelares após interrogatório.

A dimensão da violência foi tal que os Mossos d’Esquadra (polícia catalã) usaram camiões com canhões de água para controlar os distúrbios. Comprados em 1994, nunca tinham sido usados, mas a dimensão e gravidade dos atos de violência, considerada sem precedentes, ditaram a decisão de recorrer a esta medida extrema.

Como já acontecera após a repressão do referendo separatista de 1 de outubro de 2017, um dos focos da violência tem sido a esquadra central da Polícia Nacional, na Via Laietana. Grupos de jovens cercaram esta sexta-feira o edifício ao início da tarde, mantendo o cerco durante várias horas em que gritaram insultos aos polícias espanhóis e lhes atiraram latas de cerveja e outros objetos. Os Mossos d’Esquadra acorreram ao local, carregando sobre os manifestantes e realizando várias detenções.

Um dia depois de o presidente do governo catalão, Quim Torra, ter causado divisões ao propor um novo referendo, a organização Assembleia Nacional Catalã veio em sua defesa. "Temos de acabar o que iniciámos em 2017. Quem não quiser que pare, outro lhe ocupará o lugar", afirmou um líder da organização.

Justiça belga deixa Carles Puigdemont em liberdade
Em resposta à nova ordem de detenção emitida por Espanha, a Justiça belga decidiu esta sexta-feira deixar o ex-presidente catalão Carles Puigdemont em liberdade, mas com medidas cautelares. A decisão foi tomada na manhã de sexta-feira, depois de Puigdemont, que está exilado em Bruxelas, ter passado a noite detido.

A defesa de Puigdemont alegou imunidade, pelo facto de o ex-líder catalão ser deputado europeu, mas a alegação foi rejeitada e o juiz belga impôs-lhe medidas cautelares.

Tribunal ordena fecho de site separatista
A Audiência Nacional espanhola ordenou esta sexta-feira o encerramento do site do grupo Tsunami Democràtic, responsável pela convocatória dos protestos violentos que têm semeado caos e destruição em Barcelona e outras cidades catalãs. A Justiça ordenou, paralelamente, a abertura de um processo contra essa organização por delitos de terrorismo.

PORMENORES
Sánchez pede moderação
O PM espanhol, Pedro Sánchez, fez esta sexta-feira um apelo à calma na Catalunha e, em resposta aos apelos a mais dureza feitos por partidos como PP e Cidadãos, defendeu que "a proporcionalidade é um sinal de força". Apesar disso, enviou aos catalães a mensagem de que "o Estado não pode ceder à exaltação".

Radicais detidos
A polícia catalã, Mossos d’Esquadra, prendeu esta sexta-feira dois radicais de direita que agrediram um manifestante separatista. São procurados oito outros envolvidos nas agressões.

Portugueses de volta
A cadeia de supermercados espanhola Mercadona pagou os voos a 50 trabalhadores e formandos portugueses, que chegaram a Portugal na noite de quinta-feira num voo da Iberia.
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