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Irão ataca bases dos EUA no Iraque. Trump diz que "está tudo bem"

Pentágono confirma ataque. Tensão entre os Estados Unidos e o Irão começou com o assassinato do general do exército iraniano.
Beatriz Madaleno de Assunção(beatrizassuncao@cmjornal.pt) e Marta Ferreira 7 de Janeiro de 2020 às 23:30
Irão reivindica ataque à base aérea americana no Iraque e diz que começou operação 'Mártir Soleimani'
Irão reivindica ataque à base aérea americana no Iraque e diz que começou operação 'Mártir Soleimani'
Irão reivindica ataque à base aérea americana no Iraque e diz que começou operação 'Mártir Soleimani'
Irão reivindica ataque à base aérea americana no Iraque e diz que começou operação 'Mártir Soleimani'
Irão reivindica ataque à base aérea americana no Iraque e diz que começou operação 'Mártir Soleimani'
Irão reivindica ataque à base aérea americana no Iraque e diz que começou operação 'Mártir Soleimani'
Irão reivindica ataque à base aérea americana no Iraque e diz que começou operação 'Mártir Soleimani'
Irão reivindica ataque à base aérea americana no Iraque e diz que começou operação 'Mártir Soleimani'
Irão reivindica ataque à base aérea americana no Iraque e diz que começou operação 'Mártir Soleimani'
Dezenas de mísseis atingiram esta terça-feira duas bases aéreas americanas, no Iraque. A base de Al-Asad, no oeste do Iraque, que abriga tropas americanas e a base de Irbil, que fica no Curdistão iraquiano. O primeiro ataque ocorreu ao ínicio da madrugada, cerca das 02h00 horas locais (23h00 em Portugal). O segundo ocorreu cerca das 03h03.



A base aérea de Al-Asad fica a cerca de 240 quilómetros a oeste de Bagdad, onde Soleimani foi assassinado pelas tropas dos EUA. A informação é avançada pela RT e a Guarda Revolucionária Islâmica reivindicou o ataque. "Começou a operação 'Mártir Soleimani'", declarou o Irão. 

Momentos mais tarde, o Pentágono confirmou o ataque através de um comunicado assinado pelo Assistente do Secretário de Defesa para Assuntos Públicos, Jonathan Hoffman. Segundo esta fonte, o Irão "lançou mais de uma dúzia de mísseis contra forças militares e de coligação dos EUA no Iraque. É claro que esses mísseis foram lançados do Irão e atingiram pelo menos duas bases militares iraquianas que hospedavam militares dos EUA em Al-Assad e Irbil".

"Nos últimos dias, e em resposta às ameaças e ações iranianas, o Departamento de Defesa tomou todas as medidas apropriadas para proteger nosso pessoal e parceiros. Essas bases estão em alerta devido a indicações de que o regime iraniano planeava atacar nossas forças e interesses na região", acrescenta ainda Hoffman.

Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos já reagiu ao ataque. "Estamos a monitorizar de perto a situação após os atentados contra as tropas americanas no Iraque. Devemos garantir a segurança dos nossos membros de serviço, encerrando desnecessárias provocações do governo e exigindo que o Irão cesse a violência. A América e Mundo não podem sofrer uma guerra", pode ler-se na publicação feita por Nancy, no Twitter.



Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, foi informado do ataque e reagiu durante a madrugada numa publicação feita no Twitter. "Está tudo bem. Houve mísseis lançados do Irão nas duas bases militares do Iraque. Está a ser feita o levantamento de vítimas e danos materiais e, por enquanto, está tudo bem. Temos as forças armadas mais poderosas e equipadas do Mundo. Farei uma declaração amanhã de manhã", pode ler-se.

Os primeiros relatos davam conta de que Donald Trump estaria a preparar-se para se dirigir-se à nação ainda durante a noite de terça-feira, de acordo com a CNN. No entanto, um funcionário da Casa Branca, citado pela CNN, garantiu que Trump não iria discursar sobre o ataque perante os canais televisivos, facto confirmado no tweet do presidente norte-americano que acrescentou que iria prestar mais declarações esta quarta-feira.

No seguimento dos factos, o Irão ameaçou os EUA que se ripostarem, o próximo ataque seria nos Estados Unidos, Dubai e Israel.

Já o ministro das Relações Externas do Irão afirma que não ambicionam uma escalada da tensão e ficarão por aqui se os EUA não reagirem.
"O Irã adotou e concluiu medidas proporcionais de legítima defesa, de acordo com o artigo 51 da Carta da ONU, onde foram lançados ataques armados cobardes contra os nossos cidadãos e altos funcionários", twittou Javad Zarif.

Não há, até às 4h00 desta quarta-feira, baixas a registar, no entanto, esta informação ainda está a ser apurada.  

Segundo um oficial militar dos EUA e um alto funcionário do governo, os locais atingidos pelos mísseis não tinham americanos e daí não existirem baixas.

Regulador norte-americano desaconselha voos civis no Golfo Pérsico A autoridade federal norte-americana para a avaliação (FAA, na sigla em inglês) defendeu a restrição do espaço aéreo no Golfo Pérsico, mencionando o "potencial para más identificações e maus cálculos".

Em comunicado, a FAA proibiu aviões e pilotos norte-americanos de voarem sobre áreas do Iraque, Irão, Golfo Pérsico e Golfo de Omã.

A agência preveniu para o risco de "más identificações e maus cálculos" de aeronaves civis, em contexto de aumento de tensão entre norte-americanos e iranianos.Estas restrições de emergência seguem-se aos ataques com mísseis por parte do Irão a duas bases iraquianas com tropas norte-americanas.

Estas restrições são normalmente preventivas e destinam-se a impedir que os aparelhos civis sejam confundidos com os empenhados em conflitos militares.

As agências noticiosas também estão a avançar a existências um importante movimento de aviões militares sobre Bagdad.

Segundo a CNN, os voos foram desviados do espaço aéreo iraniano e iraquiano.








35 militares lusos mantêm-se no teatro de operações
Portugal tem atualmente 35 militares no Iraque, quase todos na base de Besmaya, a pouco mais de 40 quilómetros de Bagdade, ao abrigo da coligação internacional Inherent Resolve. Têm como missão dar formação aos militares iraquianos. Fontes militares e do Ministério da Defesa adiantaram ontem ao CM que vão manter-se neste teatro de operações. Ao contrário do que sucedeu com os militares alemães, não foi confirmada a retirada destes elementos para o Koweit.

Qassem Soleimani foi morto pelos EUA em Bagdad
Recorde-se que o general Qassem Soleimani, foi morto sexta-feira em Bagdad, num ataque dos Estados Unidos. Era um dos homens mais populares do Irão, considerado um adversário de Washington e aliados. Chefe da força de elite iraniana Al-Quds, responsável pelas operações da Guarda Revolucionária no estrangeiro, desempenhou um papel chave nas negociações políticas sobre a formação de um Governo no Iraque, onde o Teerão pretende manter a sua influência. 

O presidente Hassan Rouhani saudou o papel importante e determinante do papel do tenente-general Qassem Soleimani na garantia da segurança regional e no combate ao terrorismo, e disse que se não fosse pelas medidas do grande herói contra o Daesh, os europeus teriam enfrentado grandes ameaças.

As declarações foram feitas durante uma conversa por telefone com o presidente francês Emmanuel Macron na noite de terça-feira, quando acrescentou que esta quarta-feira a nação iraniana sente-se profundamente triste pelo crime nos EUA.

"Ao assassinar o tenente-general Soleimani, os americanos cometeram um grande erro estratégico", reiterou.

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