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Bashar al-Assad diz precisar de um ano para destruir armas químicas

O presidente da Síria avisou que destruição de arsenal químico não se deve às ameaças norte-americanas e operação irá custar mil milhões de dólares.
19 de Setembro de 2013 às 09:25
Bashar al-Assad
Bashar al-Assad FOTO: Sana/Reuters

O Presidente sírio, Bachar al-Assad, admitiu, em entrevista à televisão norte-americana FoxNews, transmitida na noite de quarta-feira, que tinha armas químicas e garantiu que as ia destruir, mas que iria precisar de um ano e mil milhões de dólares (750 milhões de euros).

Durante a entrevista, Al-Assad assegurou também que o seu país não está a viver uma guerra civil, mas sim sob ataque de dezenas de milhares de 'jihadistas' (combatentes islâmicos) estrangeiros da Al-Qaida e seus aliados.

Instou ainda o seu homólogo norte-americano, Barack Obama, a não ameaçar a Síria com uma intervenção armada e, em vez disso, a "ouvir o senso comum do seu povo".

Assad insistiu que a decisão de destruir o seu arsenal de armas químicas não se deveu às ameaças de ataques por parte dos EUA.

"Sim, houve um mal-entendido que tínhamos concordado com este acordo [entre russos e norte-americanos] devido aos americanos", disse à Fox News, acrescentando: "De facto, se se recuar no tempo, não se tratava da entrega do arsenal químico", disse, referindo-se à oferta dos russos para controlar o desarmamento químico sírio.

"Tratava-se de atacar a Síria, para esta não voltar a usar o arsenal", declarou, relativamente ao apelo de Obama para um ataque punitivo contra o seu regime.

O líder sírio  insistiu que "não se tratou da ameaça".

"A Síria nunca obedece a ameaças. Na realidade, respondemos à iniciativa russa e às nossas necessidades e convicções", vincou.

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