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BCE adverte que guerra comercial pode prejudicar sobretudo Estados Unidos

Estudo tira esta conclusão com base num cenário hipotético com taxas aduaneiras de 10% sobre todas as importações dos Estados Unidos.
26 de Setembro de 2018 às 14:31
Banco Central Europeu
Banco Central Europeu (BCE)
Banco Central Europeu
Banco Central Europeu (BCE)
Banco Central Europeu
Banco Central Europeu (BCE)
O Banco Central Europeu (BCE) considera que uma escalada das tensões comerciais teria efeitos negativos significativos sobretudo para Estados Unidos, segundo um artigo do último boletim económico, publicado esta quarta-feira.

O estudo tira esta conclusão com base num cenário hipotético com taxas aduaneiras de 10% sobre todas as importações dos Estados Unidos e represálias dos parceiros comerciais próximas de 10% sobre as importações de produtos norte-americanos.

O canal direto do comércio reduziria a atividade económica dos Estados Unidos em 1,5% no primeiro ano e a posição exportadora líquida dos Estados Unidos ficaria substancialmente deteriorada, adiantam os autores do artigo, Allan Gloe Dizioli y Björn van Roye.

As empresas norte-americanas também investiriam menos e contratariam menos pessoas, amplificando o efeito negativo sobre a economia dos Estados Unidos ao reduzir a procura interna.

No terceiro ano de aplicação das taxas aduaneiras o crescimento também seria menor em 1%, referem os autores no referido estudo.

Contudo, o protecionismo não teria efeitos tão negativos na China porque ainda que no primeiro ano o consumo e o investimento internos caiam, esta contração seria compensada com a forte posição exportadora.

A China poderia ganhar quota de mercado em países terceiros à custa dos exportadores dos Estados Unidos, apesar destes benefícios se reduzirem com o tempo, segundo o artigo.

"Os anúncios das taxas aduaneiras da Administração norte-americana e as represálias dos parceiros comerciais aumentaram o medo de uma eventual guerra comercial", recordam os autores.

Recentemente, apareceram sinais de redução das tensões na sequência de uma reunião entre os Estados Unidos e a União Europeia (UE) e depois dos acordos que alcançaram os Estados Unidos e o México.
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