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Grécia: Negociações com credores retomam segunda-feira

Autoridades gregas em conversações para novo empréstimo ao país. (Em atualização permanente desde 28/06/2015)
23 de Julho de 2015 às 00:00
Parlamento votou ao final da noite desta quarta-feira
Parlamento votou ao final da noite desta quarta-feira FOTO: CMTV

Representantes dos credores da Grécia (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) vão iniciar na segunda-feira conversações com as autoridades gregas para um novo empréstimo ao país.

O objetivo das negociações é conseguir finalizar até 20 de agosto um terceiro empréstimo à Grécia, que enfrenta problemas de liquidez e que nessa data terá de pagar 3,19 mil milhões de euros ao BCE.

Em setembro, Atenas terá de fazer um reembolso de 1,5 mil milhões de euros ao FMI. O regresso a Atenas das instituições credoras foi imposto à Grécia no acordo alcançado a 13 de julho em Bruxelas.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, teve também de se comprometer a fazer uma série de cortes orçamentais e reformas que prolongam a austeridade que o Syriza tinha prometido acabar.

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17h01 - 26/07/2015 (Domingo) 
Representantes dos credores da Grécia (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) vão iniciar na segunda-feira conversações com as autoridades gregas para um novo empréstimo ao país, indicou hoje a Comissão Europeia.

"As equipas chegam a Atenas amanhã (segunda-feira) e as reuniões começam de imediato", disse à AFP um porta-voz da Comissão.

O porta-voz não precisou se as equipas vão numa primeira fase incluir apenas técnicos ou se estarão também em Atenas os chefes das delegações das quatro instituições envolvidas (Comissão Europeia, BCE, FMI e Mecanismo Europeu de Estabilidade).

00h15 - 23/07/2015 (Segunda-feira) 
O primeiro-ministro grego afirmou que a votação das reformas acordadas com a zona euro é apenas um passo para negociar as condições de um terceiro resgate, e garantiu que o governo vai procurar "alianças" para "melhorar" o programa final.

"A partir de amanhã [esta quarta-feira] há que negociar outra vez as condições do acordo. Temos de utilizar cada aliança na Europa para melhorar o acordo final", disse Alexis Tsipras, ao intervir no debate parlamentar.

O chefe do Executivo de Atenas reiterou que tem de aplicar um acordo em que não acredita, mas destacou que ninguém pode "afirmar que a autoria do programa pertence ao governo grego".

16h08
O Banco Central Europeu (BCE) aumentou esta quarta-feira em 900 milhões de euros o limite máximo da linha de liquidez de emergência utilizada pelos bancos gregos, noticiou a agência Bloomberg citado fontes próximas do processo.

O conselho de governadores do BCE decidiu, numa conferência por telefone, aprovar o aumento, numa altura em que a Grécia se prepara para votar hoje à noite um segundo pacote com medidas de austeridade exigidas pelos credores.

14h03

O Presidente da República, Cavaco Silva, disse esta quarta-feira que as afirmações do presidente da Comissão Europeia de que Portugal se opôs à discussão do alívio da dívida pública grega antes das legislativas "não correspondem absolutamente nada" às informações de que dispõe.

"Não corresponde absolutamente nada àquilo que eu tenha informação e repito: o que múltiplos chefes de Estado e de Governo da Europa têm afirmado é que não há redução monetária da dívida, se há qualquer coisa nova que aconteceu hoje ou ontem [terça-feira] e que o senhor Juncker anunciou o que posso dizer é que isso não corresponde aos documentos que foram aprovados e que me têm chegada à mão", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva.


11h22

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, revelou, numa entrevista ao diário belga Le Soir, que Portugal se opôs a que um alívio da dívida pública grega fosse discutido antes das eleições legislativas.

Numa entrevista focada nas longas negociações com a Grécia, que segundo o presidente do executivo comunitário só terminaram com um acordo devido ao "medo", Juncker, questionado sobre a questão da (in)sustentabilidade da dívida grega, revelou que, pessoalmente, pretendia que uma discussão sobre a questão tivesse ficado desde já agendada para outubro, ideia que mereceu a oposição de Irlanda, Espanha e Portugal.


10h08

Na sessão desta quarta-feira, o governo de Alexis Tsipras enfrenta uma nova prova de unidade, depois de 39 deputados do Syriza não terem apoiado o acordo com os parceiros europeus numa votação na quarta-feira passada, o que levou uma remodelação do Executivo grego.

09h44
A votação é vista como um novo teste ao Governo de Alexis Tsipras, já que o acordo provocou dissidências no seio do seu partido, o esquerdista Syriza.

09h39
As medidas em debate incluem uma diretiva europeia que garante os depósitos bancários até 100.000 euros, assim como uma reforma no Código Civil destinadas a acelerar os procedimentos legais e a reduzir os seus custos.

09h25 - 22/07/2015 (Quarta-feira)
A aprovação das medidas em causa é uma condição para que o governo grego e os seus credores possam iniciar as negociações para um terceiro plano de resgate para a Grécia.

13h59 - 21/07/2015 (Terça-feira)

A Grécia deve encerrar as negociações de resgate com os credores internacionais até 20 de agosto, logo que o Parlamento aprove o segundo pacote de medidas exigidas pelos credores, disse o porta-voz do governo. Medidas serão votadas esta quarta-feira.

11h50

saída da Grécia da zona euro continua a ser o cenário mais provável aos olhos de dezenas de economistas. Uma sondagem da Bloomberg junto de 34 economistas revelou que 71% dos inquiridos acreditam que o país estará fora da união monetária antes do final de 2016.

10h16 - 21/07/2015 (Terça-feira)
Governo grego submeteu ao Parlamento a segunda ronda de medidas que tem de aprovar ao abrigo do acordo com os credores na noite de segunda-feira. Votação é na quarta-feira.



21h34 - 20/07/2015 (Segunda-feira)
O governo de Alexis Tsipras não pretende antecipar eleições, porque o seu principal objetivo é finalizar o acordo com a União Europeia (UE) sobre o novo empréstimo à Grécia, declarou esta segunda-feira a porta-voz do Governo de Atenas à agência grega de notícias.

"O objetivo é finalizar o acordo com a UE e restaurar a normalidade e estabilidade", declarou Olga Yerovasili, atual porta-voz do Governo de Alexis Tsipras, que prosseguiu afirmando que "as eleições não são úteis neste momento e o Governo não tem qualquer intenção de as organizar".

O governo da coligação de esquerda radical Syriza e Independentes gregos (Anel), que está no poder há seis meses, foi ao Parlamento votar uma primeira parte das medidas de austeridade, impostas pelos credores, entre as quais se encontra o aumento de IVA.

18h48
O primeiro-ministro português defendeu esta segunda-feira que a zona euro foi solidária e fez tudo para salvar a Grécia do abismo e aconselhou o Governo grego a ter "uma atitude diferente" face ao terceiro programa de resgate.

18h33
O Banco Central Europeu (BCE) afirmou esta segunda-feira que a Grécia cumpriu o pagamento de 4,2 mil milhões de euros que tinha de fazer à instituição. "O BCE confirma que recebeu o pagamento", disse um porta-voz da entidade monetária citado pela Efe.

A Grécia tinha de pagar esta segunda-feira ao BCE 3,5 mil milhões de euros relativos a títulos que venciam e 700 milhões em juros.

15h53

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou esta segunda-feira que a Grécia fez o pagamento de 2 mil milhões de euros que devia ter feito à instituição nas últimas semanas e deixou de estar em incumprimento.


"Posso confirmar que a Grécia liquidou hoje o que devia ao FMI e deixou de ter pagamentos em atraso", indicou o porta-voz Gerry Rice em comunicado.

Atenas tinha dois reembolsos em atraso ao FMI, um de 1,5 mil milhões de euros, que venceu no final de junho, e um outro no valor de 500 milhões de euros.


11h42
A Comissão Europeia confirmou que o desembolso do financiamento intercalar à Grécia acordado na semana passada, de 7,16 mil milhões de euros, foi realizado esta segunda-feira, a tempo de Atenas honrar os seus compromissos.

"Confirmamos que, de facto, o desembolso de 7,16 mil milhões de euros do EFSM (Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira) acabou de ser feito", a tempo de a Grécia efetuar atempadamente os pagamentos que tinha previstos para esta segunda-feira, designadamente ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE), indicou uma porta-voz do executivo comunitário.

Mina Andreeva acrescentou que a Comissão "está confiante" de que as transações que as autoridades gregas terão de operar "acontecerão durante o dia de hoje".

11h27

Uma fonte do ministério das Finanças grego assegurou que foram iniciadas as operações para pagar esta segunda-feira cerca de dois mil milhões de euros ao FMI e 4,2 mil milhões de euros ao BCE.

Assim, Atenas vai pagar ao BCE (Banco Central Europeu) um total de 4,2 mil milhões de euros correspondentes a 3.500 milhões de euros em títulos e 700 milhões de euros em juros.

Por outro lado, Atenas saldará esta segunda-feira a sua dívida com o FMI (Fundo Monetário Internacional) de dois mil milhões de euros, que inclui um crédito de 1.500 milhões de euros que venceu em junho e 500 milhões de euros de juros.


08h52 - 20/07/2015 (Segunda-feira)
Louka Katseli, presidente da União dos bancos gregos e do Banco Nacional da Grécia, um dos quatro maiores grupos bancários no país, apelou esta segunda-feira à calma dos contribuintes e para estes voltarem a depositar as suas poupanças nos bancos de forma a apoiar a solvência do sistema.

"Se retirarmos o dinheiro dos nossos cofres e das nossas casas - onde, de qualquer maneira não está seguro -- e o depositarmos nos bancos, estamos a fortalecer a liquidez" da economia, disse em declarações reproduzidas no canal de televisão Mega.

19h49 - 19/07/2015 (Domingo)
O prémio Nobel da economia norte-americano, Paul Krugman, que se destacou como um dos mais virulentos críticos das medidas de austeridades impostas a Atenas, reconheceu este domingo ter "talvez sobrestimado a competência" do Governo grego.

"Nem calculei que pudessem tomar uma posição sem ter um plano de urgência", caso não obtivessem a ajuda financeira que solicitavam, explicou durante uma entrevista à cadeia televisa CNN.

"Acreditaram que podiam simplesmente exigir melhores condições sem ter um plano alternativo", prosseguiu, ao referir-se a um "choque". "Em qualquer caso, há poucas esperanças", considerou, "as novas condições são ainda piores, mas as condições que lhes propunham também não iriam funcionar".

Interrogado sobre uma possível saída da zona euro, não excluiu essa possibilidade. "Ou conseguem obter uma espécie de redução massiva da dívida, que ainda não garantiram, ou vão ter de sair".

18h33
A chanceler alemã, Angela Merkel, reafirmou este domingo a sua oposição a uma redução "clássica" da dívida grega, o chamado "haircut", considerando que esta prática não pode acontecer "na união monetária".

"Não pode haver no seio da união monetária o 'haircut' clássico, ou seja, a redução de 30% a 40% da dívida", disse Merkel numa entrevista à televisão pública ARD, citada pela agência France Presse.

No entanto, a chanceler alemã mostrou abertura quanto a eventuais novos alívios financeiros a Atenas, desde que seja concluída com sucesso a primeira avaliação do programa de ajustamento financeiro que será negociado, remetendo a discussão sobre a dívida para essa altura, mas "não agora".

"A Grécia já obteve alívios, houve uma redução [...] da dívida de credores privados, os prazos [de reembolsos] foram alargados e as taxas de juro foram reduzidas", disse a responsável.

13h56
O ministro das Finanças francês, Michel Sapin, rejeitou hoje a proposta do seu homólogo alemão de uma saída temporária da Grécia da zona euro, considerando que seria "falar de uma coisa que não pode acontecer". Em entrevista ao semanário grego To Vima, citada pela France Presse, o ministro francês conta agora que rejeitou "veementemente" a sugestão de Wolfgang Schauble de uma saída temporária do país da zona euro, "algo que não pode acontecer". "Se houver uma possibilidade de saída temporária, toda a união [monetária] é posta em causa", defendeu o governante francês.

11h02 - 19/07/2015 (Domingo)
O antigo diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou hoje que as medidas impostas à Grécia vão ter "um impacto devastador" na unidade europeia. Numa carta aberta "aos meus amigos alemães", como refere, hoje publicada no site do jornal francês Le Figaro, Strauss-Kahn fala da política "mortífera" levada acabo nos últimos dias, nomeadamente pela Alemanha. O ex-diretor-geral do FMI acusa a Alemanha de impor uma "exigência absoluta" à Grécia que pode levar a União Europeia ao seu fim e lamenta as condições que foram encontradas para o acordo com o país helénico. Na carta, Strauss-Kahn diz que o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, teve de aceitar "um plano selvagem" e "medidas draconianas" ditadas por "uma ideologia e não pelo interesse europeu". O antigo diretor-geral do FMI criticava assim o acordo com a Grécia para um terceiro resgate financeiro ao país, que foi concluído depois de longas horas de negociações.

14h56 - 18/07/2015 (Sábado)
Os banco gregos, fechados desde 29 de junho, vão reabrir na segunda-feira, sendo que os levantamentos em dinheiro e as compras com cartões de crédito serão flexibilizados, segundo refere um decreto governamental hoje divulgado. A decisão surge na sequência de o Banco Central Europeu (BCE) ter anunciado que irá reforçar os fundos de emergência para o setor bancário, desde que Atenas concordasse com as reformas necessárias para negociar um novo resgate financeiro. Os gregos, a partir de segunda-feira, poderão levantar somas mais avultadas diariamente, desde que não ultrapassem os 420 euros por semana, o que estava interdito há três semanas, sendo que o controlo de capitais se mantém.Os cartões de crédito, por sua vez, só poderão ser utilizados dentro da Grécia.

14h30
O ex-ministro grego das Finanças Yanis Varoufakis afirmou hoje que as reformas económicas impostas ao seu país pelos credores "vão fracassar", antes do início das conversações sobre o novo resgate à Grécia. Em declarações à BBC, citadas pela agência Efe, Varoufakis considerou que a Grécia está sujeita a um programa económico que irá passar à história como o maior "desastre" macroeconómico. As declarações do ex-ministro surgem um dia depois de o parlamento alemão ter aprovado o início das negociações sobre o novo resgate à Grécia, que pode ascender a 86 mil milhões de euros em troca de duras medidas de austeridade.

12h42
A mãe do primeiro-ministro grego disse hoje a um jornal de Atenas que Alexis Tsipras come e dorme muito mal e não consegue arranjar tempo para se encontrar com a família. A entrevista de Aristi Trsipras, 73 anos, ao tablóide Parapolitika é publicada numa altura em que o primeiro-ministro procede a uma remodelação governamental que retira os ministros "rebeldes" do Executivo liderado pelo Syriza. "Ultimamente, Alexis come mal e dorme mal mas não tem escolha. Tem uma dívida para com as pessoas que depositaram esperanças nele", disse a mãe do chefe do governo de Atenas. "Eu já não o vejo há muito tempo. Ele vai do aeroporto diretamente para o parlamento. Ele nem sequer tem tempo para ver os filhos, quanto mais ver-me a mim", lamenta Aristi Tsipras. "Quando falamos digo-lhe para fazer o melhor pelo país e para cuidar de si. Ele diz-me para eu não me preocupar e que tudo vai correr bem", disse ainda a mãe do primeiro-ministro.

11h15
O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, reconheceu que ele e a chanceler Angela Merkel têm "distintas opiniões" sobre a Grécia e admitiu a possibilidade de vir a demitir-se. Numa entrevista hoje publicada pelo semanário 'Der Spiegel', o governante admitiu que "faz parte da democracia ter, de vez em quando, opiniões diferentes" e lembrou que em política ninguém pode obrigar os outros a tomarem decisões que são da competência do cargo que exercem. "Cada um tem o seu papel. Angela Merkel é chanceler, eu sou ministro das Finanças. Os políticos têm a responsabilidade do seu cargo. Nada os pode forçar. Se alguém tentasse isso, eu poderia pensar em pedir a demissão", salientou. Schäuble assegura que a chanceler alemã "pode confiar" nele e que "não tem de se preocupar" pelo facto de a chefe do Governo alemão e ele terem algumas divergências.

10h54 - 18/07/2015 (Sábado)
Os novos ministros do governo da Grécia prestaram hoje juramento numa cerimónia no palácio presidencial, depois de na sexta-feira o primeiro-ministro grego, Alex Tsipras, anunciar uma remodelação que abrangeu 10 membros do Executivo. Na presença do Presidente da República, Prokopis Pavlópulos, e de Tsipras, os novos ministros, vice-ministros e ministros-adjuntos tomaram posse. A mudança mais significativa e também a mais previsível foi a do ministro da Reconstrução Produtiva, Energia e Meio Ambiente, Panayotis Lafazanis, que fez parte dos 32 deputados do Syriza que votaram contra as reformas, na quarta-feira, no parlamento grego. Lafazanis foi substituído por Panos Skourletis, até agora ministro do Trabalho, um dos colaboradores mais próximos de Tsipras.

16h57 - 17/07/2015 (Sexta-feira)
Eurogrupo aprovou esta sexta-feira que os lucros feitos pelo BCE com dívida grega sejam usados como garantia do empréstimo de emergência que será concedido à Grécia nos próximos dias para evitar um novo incumprimento. Os ministros das Finanças da zona euro reuniram-se esta sexta-feira, por teleconferência, e acordaram "em princípio" que os lucros feitos pelo Banco Central Europeu com dívida pública grega, referentes a 2014, sejam usados como garantia do empréstimo intercalar de 7,16 mil milhões de euros, servindo assim para evitar proteger os países de fora da zona euro de um não reembolso do montante que será emprestado. A assistência financeira a curto prazo à Grécia será de 7,16 mil milhões de euros e virá de um empréstimo do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (EFSM em inglês), no qual participam os 28 Estados-membros da União Europeia.

16h42
O Eurogrupo deu esta sexta-feira formalmente mandato às instituições para negociarem o terceiro programa de resgate à Grécia, numa reunião por teleconferência entre os ministros das Finanças da zona euro que decorreu na tarde de sexta-feira. Em comunicado, o Eurogrupo deu conta de que, na sequência da aprovação pelo Conselho de Governadores do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) do lançamento de negociações formais, as autoridades "foram incumbidas da tarefa de negociar rapidamente o memorando de entendimento".

15h43
O Conselho de Governadores do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) aprovou o lançamento de negociações formais entre as autoridades gregas e as instituições com vista a um novo programa de assistência à Grécia. Em comunicado, o fundo de resgate permanente da zona euro, ao abrigo do qual será negociado um programa de assistência à Grécia para os próximos três anos, que deverá ascender a 86 mil milhões de euros, indica que a decisão foi tomada pelo Conselho de Governadores, após terem sido concluídos os procedimentos nacionais que requeriam aprovação parlamentar em alguns Estados-membros, como a Alemanha.

14h42

O parlamento austríaco aprovou, numa sessão plenária extraordinária, a negociação de um novo plano de resgate financeiro da Grécia pelos países da zona euro. O terceiro resgate grego passou no parlamento de Viena com os votos dos partidos da coligação no poder, o social-democrata SPÖ e o democrata-cristão ÖVP. Os partidos da oposição, extrema-direita, ecologistas e liberais, votaram em bloco contra. O chanceler austríaco, o social-democrata Werner Faymann, lembrou que este plano de ajuda à Grécia é "o primeiro passo de um caminho difícil".

14h31
A Comissão Europeia anunciou um acordo entre os Estados-membros da União Europeia sobre um empréstimo intercalar à Grécia, que garante que 7 mil milhões de euros chegarão a Atenas na segunda-feira, a tempo de prevenir um incumprimento.

14h25
O parlamento da Suécia aprovou esta sexta-feira o empréstimo de emergência da União Europeia à Grécia, disse fonte do ministério das Finanças. "A comissão dos Negócios Estrangeiros aprovou" o empréstimo, declarou uma porta-voz do ministério Miriam Abu Eid. De acordo com a agência noticiosa sueca TT, os dois partidos que formam a coligação governamental, sociais-democratas e verdes, e os quatro da oposição de centro-direita votaram a favor, enquanto o partido de Esquerda e os Democratas da Suécia votaram contra.

13h51
Uma nova reunião dos ministros das Finanças da zona euro vai realizar-se esta sexta-feira à tarde, por teleconferência, anunciou o porta-voz do presidente do Eurogrupo através da rede social Twitter. O encontro vai acontecer depois da reunião Conselho de Governadores do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), marcada para as 15h00 locais (14h00 em Lisboa), a propósito da nova ajuda financeira à Grécia.

13h16

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, insistiu esta sexta-feira que é essencial o alívio da dívida da Grécia para a viabilidade do plano de resgate, enquanto Berlim continua contra um corte na dívida grega. "A resposta é categórica: Não", respondeu Lagarde, quando questionada pela rádio francesa Europe 1, sobre a viabilidade do plano de resgate elaborado em Bruxelas na segunda-feira sem que seja acompanhado de um alívio da dívida. Segundo Lagarde, esta é a razão pela qual os parceiros europeus já admitiram o alívio da dívida grega no acordo alcançado na segunda-feira, frisando que "este princípio foi adquirido", se bem que nem o valor nem o método estão definidos.

13h13
Os deputados da câmara baixa do parlamento alemão (Bundestag) aprovaram esta sexta-feira por maioria as negociações de um terceiro plano de ajuda à Grécia, de mais de 80 mil milhões de euros. Ao todo, 439 deputados, dos 598 que votaram, aprovaram o pedido do governo para poder negociar esta nova ajuda, anunciou o presidente do Bundestag, Norbert Lammert. Cento e dezanove votaram contra e 40 abstiveram-se. O Bundestag conta com 631 deputados.

13h04
Apenas um quarto dos finlandeses (26%) apoia o plano de ajuda à Grécia, de acordo com uma sondagem publicada esta sexta-feira e que revela uma profunda clivagem em relação aos políticos, que defendem a medida. A maioria dos entrevistados (57%) opõe-se ao terceiro resgate concedido ao governo de Atenas, indica a sondagem publicada pelo grupo de comunicação social Lannenmedia e dirigido pelo Instituto Taloustutkimus. Os resultados revelam uma grande diferença entre os entrevistados e os parlamentares finlandeses que na quinta-feira deram luz verde ao governo de Helsínquia para a negociação da assistência financeira à Grécia. A sondagem entrevistou 1.003 pessoas por telefone e pela internet e a margem de erro é de 2,5%.

12h35

O primeiro-ministro português afirmou esta sexta-feira que está prevista uma discussão sobre a forma de aliviar os juros e prazos de pagamento da dívida grega, mas sustentou que um perdão de dívida só é possível fora zona euro.

"Nós só podemos aliviar o peso da dívida, não a podemos perdoar, dentro das regras europeias. E houve um compromisso entre todos os chefes de Estado e de Governo da zona euro em discutir este problema assim que a Grécia possa ter uma primeira avaliação completa e positiva do novo programa", afirmou Pedro Passos Coelho, adiantando que "isso será uma pré-condição para o Fundo Monetário Internacional (FMI) poder vir a juntar-se a um terceiro programa para a Grécia".

12h06
O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, prometeu esta sexta-feira aos deputados do parlamento alemão dedicar-se nas próximas semanas para que tenha "êxito" a "última tentativa" da Europa para solucionar a crise grega. Schäuble tomou a palavra diante do parlamento (Bundestag) para pedir o voto favorável à abertura de negociações de um terceiro resgate para a Grécia, depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, ter apresentado o acordo alcançado na zona euro como a única solução possível. "É a última tentativa e temos uma tarefa excecionalmente difícil pela frente", sublinhou o ministro das Finanças alemão, deixando claro que o voto do Bundestag é apenas o começo de um longo caminho.

10h15
A chanceler alemã, Angela Merkel, considerou esta sexta-feira que a alternativa a um novo programa de ajuda à Grécia teria sido "o caos" e não tentar avançar com esta ajuda teria sido "completamente irresponsável". "Sei que muitos entre vós têm dúvidas e preocupações", afirmou perante os deputados alemães, chamados a pronunciarem-se sobre o princípio desta ajuda. "Ninguém pode simplesmente esquecer" essas dúvidas e preocupações, disse. Mas "estaríamos a agir de uma forma completamente irresponsável se não tentássemos este caminho", porque "a alternativa seria garantidamente o caos", sublinhou a chefe do governo alemão.

08h48 - 17/07/2015 (sexta-feira)
Os deputados alemães, que estavam em férias parlamentares desde o dia 3 de julho, votam esta sexta-feira o terceiro programa de ajuda internacional à Grécia. Na sessão extraordinária no Bundestag (parlamento), com início previsto às 10h00 (09h00 em Lisboa), espera-se que a maioria dos deputados da coligação - conservadores e sociais-democratas representam 80% - deem 'luz verde' ao Executivo, a par dos Verdes. Além da Alemanha, outros cinco países da zona euro (Holanda, Finlândia, Áustria, Eslováquia e Estónia) preveem a necessidade de procedimentos parlamentares antes de ter lugar a negociação formal sobre o memorando de entendimento.

23h57 - 16/07/2015 (quinta-feira)
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, criticou esta quinta-feira os 32 deputados do partido Syrisa que, no parlamento, votaram contra as medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais.

"A escolha dos 32 deputados do grupo parlamentar (Syriza) contraria os princípios de amizade e de solidariedade num momento crítico" e o partido saiu "ferido", disse Alexis Tsipras, numa reunião do Governo.

Muitos parlamentares do Syriza, o partido de esquerda que lidera o governo grego, recusaram-se a aprovar os termos do acordo. Entre os membros do partido que votaram contra estiveram o ex-ministro das Finanças Yanis Varoufakis, a presidente do parlamento grego, Zoe Konstantopoulou, e o ministro da Energia e das Infraestruturas, Panagiotis Lafazanis

16h46
Os bancos na Grécia, fechados desde o dia 29 de junho, vão reabrir na segunda-feira, mas os depositantes só vão poder levantar 60 euros por dia, disse hoje o ministro-adjunto das Finanças, Dimitris Mardas.

"A partir de segunda-feira, as pessoas podem ir aos bancos e fazer todas as operações", afirmou o ministro na televisão pública grega, salientando que os levantamentos mantêm-se limitados a 60 euros diários.

15h16

O Eurogrupo deu esta quinta-feira o aval político ao início das negociações para um terceiro resgate a Atenas, na mesma reunião por teleconferência em que deu luz verde a um empréstimo intercalar de sete mil milhões de euros.

Em comunicado, o grupo informal que junta os ministros das Finanças da zona euro saudou a aprovação pelo Parlamento grego, na quarta-feira à noite, de medidas de austeridade, a primeira das condições que foi imposta na cimeira de crise do passado fim de semana à Grécia para que venha a receber um novo pacote de ajuda financeira, e decidiu "conceder, em princípio, um empréstimo de três anos" a Atenas ao abrigo do Mecanismo Europeu de Estabilidade, o qual deverá oscilar entre 82 e 86 mil milhões de euros. 

O Eurogrupo faz ainda um apelo às autoridades gregas para "adotarem rapidamente o segundo conjunto de medidas até 22 de julho", tal como acordado na cimeira do euro, e atualizarem a legislação para pôr em vigor o primeiro conjunto de medidas.


15h04
O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, garantiu esta quinta-feira que a Grécia vai reembolsar os empréstimos da instituição monetária europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e admitiu que é necessário aliviar a dívida grega. "No dia 20 de julho [data em que a Grécia deve reembolsar um empréstimo de 4,2 mil milhões de euros ao BCE] vamos ser reembolsados, bem como o FMI", afirmou Mario Draghi numa conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Governadores da instituição. O presidente do BCE considerou ainda que a necessidade de reduzir o peso da dívida grega, que representa cerca de 180% da riqueza do país, é "indiscutível", embora não exista ainda resposta quanto à melhor forma de o fazer.

15h02

O Governo português considera que estão criadas as condições para a negociação de um terceiro programa de resgate à Grécia e espera que rapidamente se caminhe para a reabertura do sistema financeiro grego. Esta posição foi transmitida pelo ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros. "Será uma decisão que terá de ser tomada a partir da semana que vem por parte do Banco Central Europeu (BCE), mas espero que possa caminhar-se rapidamente para a reabertura do sistema financeiro na Grécia, e com isso restituir o funcionamento normal à economia", concluiu.

14h07
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou esta quinta-feira que o conselho de governadores decidiu aumentar o 'plafond' máximo da linha de liquidez de emergência que os bancos gregos podem pedir ao Banco da Grécia. 
O acréscimo do 'plafond' hoje decidido pelo BCE é de 900 milhões de euros, afirmou o presidente do BCE.


14h05
O ministro do Interior grego afirmou esta quinta-feira ser "bastante provável" que a Grécia seja forçada a eleições antecipadas até setembro, após divergências entre deputados do governo sobre o novo resgate acordado. "Eleições serão muito provavelmente realizadas em setembro ou outubro, dependendo dos desenvolvimentos", declarou Nikos Voutsis à rádio grega Sto Kokkino, citada pela agência France Presse.

12h44
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, reconheceu esta quinta-feira que a Grécia terá de adotar medidas "bastante duras" para corrigir a "situação caótica na sua economia", mas declarou que as mesmas não afetarão o desenvolvimento económico de Portugal. "Estou convencido que as medidas bastante duras que a Grécia terá de tomar para corrigir uma situação dramática e uma situação caótica na sua economia e no seu sistema financeiro não afetarão o desenvolvimento económico e social de Portugal", declarou o chefe de Estado. Cavaco falava no Palácio de Belém após se ter reunido com o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi.

12h40

Os ministros das Finanças da zona euro deram esta quinta-feira um acordo de princípio, numa reunião do Eurogrupo por teleconferência, a um empréstimo intercalar de sete mil milhões de euros à Grécia, confirmou fonte europeia à Lusa. O encontro por teleconferência aconteceu depois da votação na noite passada das medidas de austeridade exigidas pelos credores no Parlamento grego e serviu sobretudo para discutir o empréstimo intercalar, o chamado 'financiamento-ponte' ou empréstimo intercalar, para garantir que a Grécia consiga fazer face aos próximos pagamentos. Segundo as estimativas, a Grécia necessita de sete mil milhões de euros até à próxima segunda-feira, 20 de julho, quando tem de reembolsar 3,5 mil milhões de euros ao Banco Central Europeu (BCE).


12h11

O Parlamento da Finlândia aprovou esta quinta-feira a disponibilização do 'financiamento-ponte' da União Europeia para a Grécia e a negociação de um novo plano de resgate, anunciou o ministro das Finanças finlandês, Alexander Stubb. "Temos mandato da Grande Comissão do Parlamento para aprovar quer o financiamento temporário de sete mil milhões proposto pela Comissão Europeia, quer a decisão, sujeita a condições estritas, de aprovar no Eurogrupo o início das negociações para um plano de financiamento ao abrigo do Mecanismo Europeu de Solidariedade da União Europeia para a Grécia", disse o ministro das Finanças aos jornalistas, em Helsínquia.


11h54

A Comissão Europeia considerou esta quinta-feira que a aprovação, pelo Parlamento grego, do acordo alcançado entre a Grécia e os credores internacionais sobre um terceiro programa de ajuda, constitui "um passo importante" para reconstruir uma relação de confiança com Atenas. "O Parlamento grego deu ontem (quarta-feira) um passo importante para reconstruir a confiança com os parceiros internacionais da Grécia. Uma muito larga maioria dos deputados adotou o primeiro pacote de reformas, em linha com os compromissos acordados na cimeira do euro de 12 de julho", apontou um porta-voz durante a conferência de imprensa diária da Comissão Europeia. 

11h33
O Banco Central Europeu (BCE) deverá manter o teto máximo da linha de liquidez de emergência aos bancos gregos, segundo fontes que estão a acompanhar a reunião desta quinta-feira dos governadores, citadas pela agência de informação financeira Bloomberg. A tendência atual do Conselho de Governadores vai no sentido de manter o limite da linha de emergência nos atuais 88,6 mil milhões de euros, indicaram as mesmas fontes que pediram anonimato, já que a reunião ainda está a decorrer e é privada. Uma das fontes precisou que o Conselho Executivo do BCE recomendou que se mantenha o atual limite, enquanto o banco central grego pediu um aumento de 1,5 mil milhões de euros.

10h25
O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, defendeu esta quinta-feira que "o melhor caminho para a Grécia talvez seja uma saída temporária do euro". Alegando que muitos economistas não acreditam que a Grécia possa avançar sem um corte da dívida, "incompatível com a pertença à união monetária", Schäuble afirmou que "ninguém sabe como pode (a Grécia) continuar sem um corte da dívida". Mas "todos sabemos que esse corte da dívida é impossível, esta é a situação", sublinhou Schäuble numa entrevista à rádio pública Deutschlandfunk. O titular das Finanças, que pôs sobre a mesa no Eurogrupo a ideia de uma saída temporária da Grécia do euro durante cinco anos, sublinhou que essa hipótese não era uma obrigação nem uma proposta para Atenas. A ideia recolhia, na opinião de Schäuble, o pensamento de muitos economistas, também na Grécia, que duvidam que o país possa solucionar os seus problemas sem um corte da dívida, que, precisou, é impossível de fazer no âmbito da união monetária.

00h17 - 16/07/2015 (quinta-feira)
O Parlamento grego fez uma recontagem dos votos e apurou mais um voto a favor. Os resultados finais são de 229 votos a favor, 64 contra e 6 abstenções. Faltou um dos 300 deputados do Parlamento grego.

23h53 - 15/07/2015 (quarta-feira)
Yanis Varoufakis, ex-ministro grego das Finanças, votou contra o princípio de acordo do novo resgate grego.  

23h53
Grécia aprova plano.

23h40
O Parlamento grego começou a votar.

23h03
O primeiro-ministro grego fez disse no parlamento helénico, poucos momentos antes da votação das medidas decididas no acordo com os credores, que os parlamentares gregos são chamados a tomar esta decisão com responsabilidade. "Somos chamados para uma luta ingrata contra os poderes financeiros. E deixámos uma imagem de dignidade e democracia para a Europa", concluiu Tsipras, recebendo aplausos de grande parte do parlamento grego.

22h27

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, confessouesta quarta-feira que tem "esperança" de que os países da zona euro aliviem a dívida da Grécia, "de uma maneira ou de outra", como a sua instituição reclama.

"Tenho alguma esperança porque nas últimas horas tem havido um movimento favorável a uma reestruturação da dívida", declarou Lagarde, segundo um extrato de uma entrevista que deu à televisão CNN International.

Num documento publicado na terça-feira, o FMI considerou a dívida grega "totalmente inviável" e assegurou que só poderia continuar a participar na assistência financeira à Grécia se os europeus tomassem vastas e profundas medidas de alívio.


21h59
A agência grega do medicamento anunciou esta quarta-feira que suspendeu temporariamente a exportação de 73 tipos de medicamentos para evitar a escassez devido às restrições financeiras impostas à Grécia.

"Para proteger a saúde pública, uma medida de emergência proíbe temporariamente a exportação de 73 tipos de medicamentos", indicou a agência EOF, em comunicado. A agência adianta que esta decisão tem "um efeito imediato", sendo também interdita a acumulação destes medicamentos para armazenamento.

Em causa estão medicamentos para o tratamento de diabetes e asmas, bem como vacinas para a hepatite e varicela. O receio de uma escassez de medicamentos resulta do controlo de capitais imposto pelo Governo grego a 29 de junho, uma iniciativa para pôr termo à fuga de capitais e ao colapso do sistema financeiro.

21h24
A polícia grega anunciou esta quarta-feira que pelo menos 50 manifestantes foram detidos esta quarta-feira perto do parlamento grego. Há ainda relatos de que seis pessoas ficaram feridas - quatro agentes da polícia e dois fotógrafos - durante os confrontos que envolveram manifestantes e a polícia de choque grega.

20h20
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, pediu esta quarta-feira ao seu grupo parlamentar para manter a unidade e ficar ao lado do Governo na votação desta noite do acordo com os credores internacionais.

Tsipras assegurou que no caso de não conseguir esse apoio será "muito difícil" continuar no cargo. "Se não tiver o apoio do grupo parlamentar, amanhã será muito difícil continuar como primeiro-ministro", assegurou Tsipras no discurso de encerramento do grupo parlamentar do Syriza.

Pouco antes de começar o debate sobre o texto de reformas, que o parlamento deve aprovar, Tsipras manifestou perante os parlamentares do partido a esquerda radical que "esgotou" todas as possibilidades de negociação e examinou todas as alternativas, antes de pedir aos que não estão de acordo que proponham uma alternativa eficaz.

Tsipras pediu ainda aos deputados para manterem a unidade do partido nestes "momentos históricos, difíceis e críticos", indicaram fontes do Governo citadas pela agência noticiosa Efe.

19h39
Dezenas de manifestantes gregos estiveram ao início da noite desta quarta-feira envolvidos em confrontos com a polícia helénica perto do edifício Parlamento grego, onde vai ser votado o acordo provisório de um novo resgate à Grécia. 

18h12
A maioria dos gregos considera positivo o acordo alcançado na segunda-feira entre a Grécia e o Eurogrupo e defende que deve ser aprovado pelo parlamento, que deverá submeter o documento à votação dos deputados durante esta noite.

Apesar dos sacrifícios que vai implicar para uma população submetida desde 2010 a duras medidas de austeridade, 51,5% dos gregos considera "positivo" o acordo anunciado na manhã de segunda-feira, após 19 horas de negociações, enquanto 47,1% emite opinião contrária.

Neste estudo da empresa de sondagens Kappa Research para o diário To Vima (A Tribuna, centro-esquerda), 72% considera que o acordo era necessário para o país e não havia alternativas, contra 25,3% que não partilha essa opinião.

Ao serem questionados sobre a responsabilidade pelas novas medidas de austeridade que em princípio vão ser aplicadas, 48,7% referiram que os parceiros europeus não demonstraram compreensão pelos problemas da Grécia, enquanto 44,4% considera que o Governo grego cometeu erros e perdeu muito tempo.

Sobre a votação que esta quarta-feira decorre no parlamento sobre o princípio deste acordo, 70,1% dos entrevistados pensa que deve ser aprovado, enquanto 25,3% defende a sua rejeição.

17h57
O parlamento francês aprovou esta quarta-feira medidas de apoio financeiro à Grécia.

17h03
A Comissão Europeia estima que a dívida pública da Grécia pode atingir entre 165% e 187% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, manifestando "sérias preocupações" quanto à sua sustentabilidade.

"A elevada dívida em relação ao PIB e as necessidades brutas de financiamento decorrentes do presente análise apontam para sérias preocupações quanto à sustentabilidade da dívida pública da Grécia", lê-se num documento da Direção-Geral de Assuntos Económicos e Financeiros datado de 10 de julho, elaborado após o Governo liderado por Alexis Tsipras ter feito um pedido oficial de terceiro resgate.

Bruxelas cita um relatório de 2014 da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu (BCE) para dizer que a dívida pública helénica era considerada sustentável até meados do ano passado, mas que desde então houve uma "deterioração significativa da sustentabilidade", que atribui à não implementação de reformas estruturais, a receitas de privatizações abaixo do previsto e, mais recentemente, à falha de pagamentos do serviço da dívida e à introdução de controlo de capitais.

16h59
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou esta quarta-feira que se o Governo grego, que vai conduzir as reformas, não acreditar nesse processo "tornar-se-á progressivamente difícil que os outros acreditem que elas vão ser realizadas".

16h28
O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE) reúne-se na quinta-feira, com a crise grega em pano de fundo, enquanto os investidores aguardam uma decisão sobre o limite da linha de emergência aos bancos gregos.

Se a nível de política monetária os analistas não esperam novidade, sendo previsível que a taxa de juro diretora permaneça nos atuais 0,05%, é expectável que o teto da linha de liquidez aos bancos gregos, fixado em 89 mil milhões de euros, venha a aumentar esta semana ainda que a decisão não seja anunciada logo após a reunião de quinta-feira.

"Julgamos que este novo aumento do limite de liquidez antecipado para esta semana deverá ocorrer, independentemente daquela que for a votação do Parlamento grego relativamente ao acordo com os credores", comentou à Lusa José Miguel Moreira, do Departamento de Estudos do Montepio.

Para Filipe Garcia, da IMF -- Informação de Mercados Financeiros, o BCE deve manter-se prudente quanto ao aumento da linha de emergência aos bancos, não só porque aguarda ainda o desfecho da votação no Parlamento grego, mas também pelo acolhimento da proposta em vários outros parlamentos nacionais.

15h37

Cerca de 30 mil milhões de euros saíram dos bancos gregos até final de maio, segundo um documento da Comissão Europeia que se mostra muito preocupada com a situação do setor bancário da Grécia.

De acordo com o relatório datado de 10 de julho da Direção-Geral de Assuntos Económicos e Financeiros, elaborado após o Governo liderado por Alexis Tsipras ter pedido oficialmente um novo programa de resgate por três anos, a liquidez do sistema bancário grego já se vinha a agravar significativamente desde meados de 2014, mas está agora "num estado muito crítico".

A Comissão refere que, desde o início do ano até ao final de maio, mais de 30 mil milhões de euros em depósitos saíram dos bancos, correspondentes a 19% do total.

15h02
O Eurogrupo vai realizar uma teleconferência esta quinta-feira para avaliar se estão reunidas as condições para prosseguir as negociações de um terceiro resgate e debater o empréstimo intercalar à Grécia.

Fonte europeia confirmou à Lusa a reunião esta quinta-feira dos ministros das Finanças da zona euro. Apesar de ainda não haver uma hora marcada, será previsivelmente de manhã.

O encontro por teleconferência acontecerá depois da votação das medidas de austeridade exigidas pelos credores no parlamento grego.

Esta, servirá também para discutir a ajuda de emergência à Grécia, o chamado 'financiamento-ponte', que a Comissão Europeia propôs hoje que seja de sete mil milhões de euros para três meses, financiado através do fundo no qual participam todos os 28 Estados-membros da União Europeia, Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira.

14h35
A Comissão Europeia espera que a economia da Grécia caia entre 2% e 4% este ano, agravando a queda do PIB face aos 0,5% que eram previstos em maio, aquando da divulgação das previsões da primavera.

O agravar das previsões de Bruxelas para a economia grega consta de um relatório da Direção-Geral de Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia, com data de 10 de julho, elaborado após o Governo liderado por Alexis Tsipras ter pedido oficialmente um novo programa de resgate a três anos.

A confirmar-se, isto significa o regresso da Grécia à recessão depois de em 2014 a economia ter avançado uns ligeiros 0,8% em 2014.

Também para 2016, a Comissão prevê agora que a economia grega continue em recessão, entre -0,5% e -1,75%. Nas previsões da primavera, era estimado que a economia crescesse 2,9% no próximo ano.

O regresso ao crescimento está agora previsto acontecer apenas em 2017, isto diz a Comissão Europeia "assumindo que a estabilidade política é restaurada em breve" e que vão sendo retiradas as medidas restritivas impostas sobre o setor bancário.

13h20

A Grécia colocou 812,5 milhões de euros em dívida a três meses a uma taxa de juro de 2,70%, o mesmo nível do anterior leilão comparável de 17 de junho.

Segundo informou a Autoridade de Gestão da Dívida Pública grega (PDMA), a procura foi de 813 milhões de euros, 1,30 vezes superior à oferta inicial de 625 milhões de euros.

No leilão anterior, a 17 de junho, a procura também tinha sido 1,30 vezes superior à oferta, mas foram colocados 1.300 milhões de euros, também a uma taxa de juro de 2,70%.

A Grécia tem um 'plafond' de dívida em circulação de 15.000 milhões de euros, que foi alcançado no ano passado, fazendo com que só possa colocar no mercado títulos na mesma quantidade dos que vencem.

12h58
A Comissão Europeia apresentou esta quarta-feira oficialmente, em Bruxelas, a disponibilização até 2020 de mais de 35 mil milhões de euros do orçamento comunitário para a Grécia, que acredita que poderão ajudar à retoma da economia.

"Se atingir o seu potencial e for bem usado (...), irá criar empregos e aumentar os níveis vida dos gregos, sendo uma base poderosa para a retoma da economia", disse o vice-presidente da Comissão Europeia Valdis Dombrovskis, em conferência de imprensa.

12h45
A vice-ministra grega das Finanças, Nadia Valavani, apresentou a demissão, esta quarta-feira, desconhecendo-se ainda os pormenores que levaram à saída desta militante do Syriza, o maior partido da coligação que governa a Grécia.

A demissão surge dias depois do acordo alcançado com os credores internacionais e na semana em que tem de ser aprovado no Parlamento um pacote de novas reformas.

12h37
O comissário europeu para o Euro, Valdis Dombrovskis, esclareceu esta quarta-feira que o Fundo Monetário Internacional (FMI) vai participar no terceiro programa de resgate à Grécia, mas só depois de Atenas pagar o que lhe deve.

Os montantes em atraso ao FMI são quase dois mil milhões de euros, a que acresce uma dívida de 3,5 mil milhões a pagar ao Banco Central Europeu (BCE) até segunda-feira.

"A participação do FMI no terceiro programa de resgate é uma decisão clara dos chefes de Estado e de Governo da zona euro", disse Dombrovskis, em conferência de imprensa, adiantando que, como as regras do fundo não lhe permitem participar em programas para países com pagamentos em atraso, "pagar é uma pré-condição".

A Comissão Europeia propôs hoje que a ajuda de emergência à Grécia, o chamado 'financiamento-ponte', seja feito através do fundo no qual participam todos os 28 Estados-membros da União Europeia, o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (EFSM), anunciou o comissário do euro.


11h47
Os bancos gregos vão permanecer fechados até pelo menos sexta-feira, segundo o novo decreto publicado pelo Ministério das Finanças grego, que amplia as operações que se podem levar a cabo nas sucursais abertas.

O novo decreto mantém o limite para os levantamentos de dinheiro nas caixas automáticas (multibanco) em 60 euros por dia e em 120 euros o montante máximo para os pensionistas que só têm cartão.

As cerca de mais um milhar de sucursais abertas, onde até agora só se podiam pagar pensões e subsídios de desemprego, passam agora, com este decreto, a poder gerir o pagamento de quotas e créditos de todo tipo, como por exemplo dívidas ao Estado ou a empresas públicas, aos fundos de pensões estatais ou a seguros privados.

As sucursais abertas também poderão realizar transferências no seio de uma mesma entidade bancária.

Todas estas operações podiam efetuar-se até agora mas só através da Internet.

Todas as outras limitações, incluindo a proibição de todas as transferências para o estrangeiro que não forem autorizadas por uma comissão especial, circunscritas a operações comerciais de primeira necessidade, mantêm-se inalteradas com o referido decreto.

11h40

A Comissão Europeia propôs, esta quarta-feira, que a ajuda de emergência à Grécia, o chamado 'financiamento-ponte', seja feito através do fundo no qual participam todos os 28 Estados-membros da União Europeia, o EFSM, anunciou o comissário do euro.

Em conferência de imprensa, Valdis Dombrovskis disse que o executivo comunitário está consciente das reservas levantadas por vários países de fora da zona euro a esta solução, mas indicou que, entre "as poucas opções disponíveis", o recurso ao Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira é "a mais realista".

"Como sabem, a economia grega está de novo em recessão, o sistema bancário está à beira do colapso e o Estado grego tem pagamentos em atraso", devendo nos próximos dias efetuar novos pagamentos, o próximo dos quais 3,5 mil milhões de euros ao Banco Central Europeu (BCE), a 20 de julho, sublinhou o vice-presidente da Comissão.

Um 'financiamento-ponte' é assim imperioso, já que o terceiro programa de ajuda, acordado na cimeira da zona euro concluído na passada segunda-feira, só deverá estar operacional dentro de sensivelmente quatro semanas.

09h02 - 15/07/2015 (quarta-feira) 

O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, anunciou esta quarta-feria que vai submeter a votação no parlamento espanhol, ainda que a lei não o obrigue, o acordo para o novo resgate financeiro pedido pela Grécia aos parceiros europeus.

O anúncio de Rajoy surgiu no decorrer do plenário do Congresso dos Deputados - agendado para discutir as conclusões do último Conselho Europeu -, e o chefe do Governo espanhol justificou a sua decisão com o elevado volume de recursos financeiros (incluindo para Espanha) que implica um terceiro resgate grego.

Na prática, porém, a votação sobre o terceiro resgate financeiro à Grécia poderá forçar as restantes formações, sobretudo o PSOE e o Podemos, a clarificarem, em pleno Congresso, as suas posições quanto ao terceiro resgate grego

23h59 - 14/07/2015 (terça-feira)

A zona euro deve ir "muito mais longe" do que o previsto para aligeirar a dívida da Grécia, podendo mesmo ter de perdoar uma parte, estimou o Fundo Monetário Internacional (FMI) num relatório divulgado esta terça-feira.

A Grécia poderá precisar desde logo de "financiamento excecional" proveniente dos Estados europeus que ultrapasse a fasquia - de 82 a 86 mil milhões de euros - prevista no acordo alcançado entre o executivo de Atenas e a zona euro na segunda-feira, indica ainda o documento, enviado no sábado aos dirigentes europeus.


Se seguirem os conselhos do FMI, os credores europeus da Grécia têm de decidir se querem cortar parte da dívida que Atenas lhes deve ou se preferem dar à Grécia um período de carência de pagamento que se pode prolongar até aos 30 anos.

22h05
O primeiro-ministro português defendeu esta terça-feira que, se não houvesse acordo, a saída temporária da Grécia do euro era inevitável e considerou que esse cenário até poderia ser do interesse do Governo grego.

21h51
O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, admitiu esta terça-feira que os bancos gregos podem continuar encerrados até que o acordo com a zona euro esteja finalizado, o que poderá levar, no mínimo, um mês.

21h21
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, reconheceu durante a noite desta terça-feira que o acordo com os credores para um terceiro programa de ajuda financeira é um texto em que não acredita mas que assinou "para evitar um desastre no país".

21h12
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, defendeu esta terça-feira o acordo de resgate à Grécia. O primeiro-ministro grego disse que, embora o acordo tenha sido "imposto" a Atenas "numa péssima noite para a Europa", estas medidas devem ser implementadas porque salvam o país de sair do euro.

"Assumo as minhas responsabilidades por qualquer erro que tenha cometido, assumo a responsabilidade por um texto em que não acredito, mas que assinei para evitar um desastre no país", disse Tsipras numa entrevista concedida à televisão pública grega ERT. "A dura verdade é que foi imposta à Grécia uma via de sentido único", disse um Tsipras amargo.

O primeiro-ministro grego garantiu que travou uma batalha para não cortar salários e pensões, acrescentando que o ajuste fiscal acordado com os credores foi mais suave do que os ajustes acordados no passado.

Tsipras, que enfrenta forte descontentamento dentro do Syriza devido a este acordo, disse que a Grécia deve implementar este ajustamento fiscal e acrescentou que tem a intenção de servir um mandato completo de quatro anos, descartando a hipótese de eleições antecipadas. "Eu não vou fugir a estas responsabilidades e vou tentar implementar o meu programa político ao longo de um período de quatro anos", disse o líder do Syriza. 

19h19
O secretário-geral do PS considerou esta terça-feira que o acordo entre instituições europeias e Grécia não é perfeito, mas advertiu que a expulsão grega representaria o fim do euro, com provável saída de Portugal da moeda única.

18h48
O Presidente da República, Cavaco Silva, considerou esta terça-feira que a situação da Grécia "é um bom exemplo de como erros cometidos por um Governo numa negociação externa podem conduzir a sacrifícios muito grandes para as populações".

18h36
O secretário-geral do PS desvalorizou esta terça-feira a possibilidade de o primeiro-ministro ter desbloqueado, com uma "pequena tecnicalidade", na "25.ª hora", o acordo entre a Grécia e as instituições europeias, considerando antes que Pedro Passos Coelho foi "promotor de obstáculos".

18h13
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou esta terça-feira as posições assumidas pelo primeiro-ministro e pelo PS quanto ao acordo entre a Grécia e o Eurogrupo, que considerou ser uma "chantagem e condicionamento financeiro".

"O primeiro-ministro, depois de todo o alinhamento que teve com as posições mais 'draconianas' de setores da União Europeia, que admitiu a saída da Grécia da zona euro, vem agora meter o dedo no ar porque fez uma proposta de que uns quantos milhares de milhões de euros fossem para financiar a banca", afirmou Jerónimo de Sousa aos jornalistas, após uma reunião com a direção do Teatro nacional de S. Carlos, em Lisboa.

Comentando as declarações de Pedro Passos Coelho, que afirmou na segunda-feira que foi uma ideia sua que ajudou a desbloquear o último obstáculo das negociações com a Grécia, o líder comunista dirigiu-se diretamente ao chefe de Governo: "Não queira subir acima do chinelo, senhor primeiro-ministro".

Jerónimo de Sousa afirmou sentir-se também preocupado com as declarações do Partido Socialista acerca do acordo entre a Grécia e os credores internacionais, questionando se será uma "leitura inteligente". "Um lamento profundo em relação às declarações do Partido Socialista e da sua voz mais autorizada que saúda este acordo", afirmou.

17h56
O Governo da Grécia entregou esta terça-feira no parlamento as propostas legislativas com as condições exigidas pelos credores europeus para o terceiro resgate, com o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, a tentar encontrar o apoio político necessário para a sua aprovação.

Com cerca de 30 deputados do núcleo duro do Syriza, partido de esquerda anti austeridade que sustenta o Governo grego, a ameaçar votar contra as reformas exigidas pelos credores internacionais, Alexis Tsipras virou-se para os partidos da oposição (pró-europeus) para alcançar o apoio do parlamento.

No acordo que resultou da cimeira de líderes da zona euro na segunda-feira de manhã ficou definido que Atenas tem até quarta-feira para aprovar no parlamento grego medidas como o aumento do IVA, a reforma do sistema de pensões ou legislação laboral.

16h39
O PSD defendeu esta terça-feira que, após quatro anos de governação, o Governo português e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, são "uma voz credível" na União Europeia, "na frente das grandes decisões" e que "lidera os grandes debates".

Esta posição foi defendida pelo líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, depois de questionado sobre o papel que o primeiro-ministro português reclamou ter tido na obtenção de um acordo para um terceiro resgate à Grécia, e sobre a influência atribuída pelo PS aos socialistas europeus neste processo.

"O mais importante é que quatro anos volvidos, depois de termos pedido ajuda externa, quatro anos volvidos, Portugal é uma voz reconhecida na Europa, é uma voz credível na Europa, é uma voz que lidera os grandes debates: na política económica, na política energética, na política financeira. E isso é motivo de orgulho para os portugueses", afirmou Luís Montenegro.

Confrontado com o facto de Passos Coelho reivindicar que "a solução que acabou por desbloquear o último problema" para um acordo sobre a Grécia partiu de uma ideia sua, enquanto o PS aponta o empenho dos socialistas europeus como o fator decisivo, Luís Montenegro não quis entrar nessa discussão.

15h54
O diretor-geral adjunto do FMI defendeu esta terça-feira que a Grécia precisa de um alívio na dívida pública, no mesmo dia em que foi divulgado um relatório que sugere uma extensão dos prazos de pagamento por 30 anos.

"O financiamento é claramente muito importante para a economia grega e o alívio da dívida também é muito importante", afirmou hoje Zhu Min, à margem de uma conferência que decorreu em Addis Ababa, capital da Etiópia.

15h45

O PSD defendeu esta terça-feira que, após quatro anos de governação, o Governo português e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, são "uma voz credível" na União Europeia, "na frente das grandes decisões" e que "lidera os grandes debates".

Esta posição foi defendida pelo líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, depois de questionado sobre o papel que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reclamou ter tido na obtenção de um acordo para um terceiro resgate à Grécia, e sobre a influência atribuída pelo PS aos socialistas europeus neste processo.

13h39
O ex-ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis classificou de "tratado de capitulação" o acordo entre Atenas e os credores para um terceiro resgate, que tem como objetivo converter a Grécia num "vassalo" do Eurogrupo.

Num artigo publicado esta terça-feira no seu blogue, Varoufakis sustenta que o comunicado da cimeira da zona euro de segunda-feira se lê "como um documento sobre os termos da capitulação da Grécia".

13h21
O vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo euro admitiu que vários países de fora da zona euro levantaram esta terça-feira reservas a um eventual recurso ao mecanismo europeu de estabilização financeira (EFSM) para garantir o financiamento de urgência à Grécia.

13h19
O ex-ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, escreveu no blog que está à espera do julgamento do plano de dívida da Grécia. "Eu também estou ansioso para ouvir pessoalmente os meus camaradas, Alexis Tsipras e Euclid Tsakalotos, que passaram por tanta coisa nos últimos dias".

13h02
Um estudo confidencial do FMI revela que a Grécia vai precisar de mais dinheiro do que aquele que se esperava.


12h48
O primeiro-ministro Alexis Tsipras está a receber apoio dos partidos da oposição. O líder do Potami, Stavros Theodorakis, diz que o seu partido irá apoiar o primeiro-ministro na votação de amanhã, mas descartou aderir a um governo Syriza.

11h41
A manchete do jornal China Daily diz que "o acordo da Grécia pode abrir novas portas à China".

11h13
Os ministros das Finanças da zona do euro estão a discutir maneiras de encontrar financiamento de curto prazo para ajudar a Grécia. O ministro das Finanças finlandês Alexander Stubb afirma que será difícil para os Membros da zona do euro oferecer fundos Grécia sem quaisquer condições.
                       
10h09
Grécia falha segundo pagamento ao FMI,  no valor de 456 milhões de euros. Neste momento a dívida centra-se nos 2.000 milhões de euros.

10h07
O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras está a enfrentar uma dura batalha para ganhar o apoio dos parceiros de coalizão para o terceiro socorro oferecido pelos líderes da zona do euro.

07h42
A China aplaudiu esta terça-feira o acordo alcançado entre a Grécia e os credores internacionais, reiterando que sempre apoiou uma União Europeia (UE) próspera e unida.

"Como parceiro estratégico da UE e importante parceiro na esfera comercial, a China sempre apoiou a integração da União Europeia, esperando uma Europa próspera, uma UE unida e um euro forte", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Hua Chunying, em declarações à agência noticiosa Efe.

00h24

O vice-ministro grego dos Assuntos Europeus e membro do Syriza, Nikos Chountos, renunciou, na segunda-feira, ao cargo para substituir no Parlamento Europeu o "histórico" eurodeputado Manolis Glezos, anunciou o partido.

Manolis Glezos, de 92 anos, decano no Parlamento Europeu e igualmente eleito pelo Syriza, renunciou em junho ao cargo de eurodeputado. 

Nikos Chountos, de 62 anos, é membro do comité central do Syriza, tendo, na passada sexta-feira, votado a favor das propostas gregas enviadas para os credores - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.



00h11 - 14/07/2015 (Terça-feira) 
A Grécia falhou outro reembolso ao Fundo Monetário Internacional (FMI), pela segunda vez em duas semanas, informou a instituição baseada em Washington.

Atenas deveria pagar 450 milhões euros até às 23h00 de Lisboa, mas não o fez, depois de já ter falhado um outro reembolso, de 1,5 mil milhões de euros, em 30 de junho.

As dívidas da Grécia ao FMI totalizam agora quase dois mil milhões de euros, especificou o porta-voz da instituição, Gerry Rice, em comunicado.

Quando a Grécia falhou o primeiro pagamento, o FMI congelou o acesso do país aos seus recursos, incluindo o programa corrente de financiamento. Atenas tinha solicitado ao FMI uma extensão do período de reembolso, o que fora excluído na altura.

Agora, Rice adiantou que "o pedido das autoridades gregas, para uma extensão da obrigação de reembolso devida em 30 de junho, deve ser discutido pela comissão executiva nas próximas semanas".

20h12
A Presidência dos EUA saudou esta segunda-feira o acordo entre a Grécia e os outros membros da zona euro, considerando que se tratou de um passo importante e "credível" na boa direção. 

19h59
O ex-ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis disse que o Eurogrupo está "total e completamente" controlado pelo ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, numa entrevista publicada hoje pela revista 'NewStatesman'.

Na entrevista, que apesar de ter sido divulgada esta segunda-feira foi realizada antes do acordo para o terceiro resgate grego, o economista faz um balanço dos seus cinco meses à frente das negociações do Governo liderado por Alexis Tsipras.

Questionado sobre se o Eurogrupo está dominado pela posição alemã, Yanis Varoufakis, que se demitiu há uma semana, considerou que o grupo dos ministros das Finanças da zona euro "é como uma orquestra afinada" onde Wolfgang Schäuble "é o maestro". "Tudo acontece em harmonia. Às vezes a orquestra desafina, então reúne-se de novo e volta ao tom", descreveu o ex-ministro grego.

19h29
A ministra das Finanças sublinhou esta segunda-feira o "empenho muito grande" de toda a zona euro "em fazer tudo" para o sucesso do acordo alcançado com a Grécia, mas frisou que Atenas tem de dar provas da sua determinação.

Falando no final de nova reunião do Eurogrupo, horas depois de ter sido alcançado em Bruxelas um princípio de acordo na cimeira do euro sobre as bases para um terceiro "resgate" à Grécia, Maria Luís Albuquerque apontou que "foi um esforço de todos e também, naturalmente, do Governo grego, ao aceitar conjunto de condições discutidas e chegando a uma plataforma de entendimento".

"A confiança, no entanto, é algo que se perde muito rapidamente e que exige muito tempo para ser reconstituída, e portanto o Governo grego também está consciente de que terá que continuar a dar provas do seu empenho e da sua determinação para voltar a merecer confiança mais plena", afirmou.

18h19
O presidente do Eurogrupo estimou esta segunda-feira que ainda demorarão cerca de quatro semanas as negociações do terceiro resgate à Grécia e afirmou que não houve acordo sobre o empréstimo intermédio na reunião de hoje devido à complexidade do assunto.

18h08
O PCP criticou esta segunda-feira o acordo alcançado para um terceiro programa de ajuda financeira à Grécia, que classificou de "processo de chantagem, desestabilização e asfixia financeira", acrescentando que tirou partido de "incoerências" do Governo grego

17h57
O PS congratulou-se com o acordo alcançado sobre a Grécia esta segunda-feira na cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, considerando que só foi possível graças ao empenho dos socialistas europeus no processo negocial.

17h30
A candidatura Livre/Tempo de Avançar defendeu esta segunda-feira que o governo alemão e a liderança da Zona Euro quiseram, com o acordo grego, enviar a mensagem de que "toda a dissidência será castigada" e alerta para "risco de desintegração europeia".

"Do que se conhece, pode concluir-se que a Grécia é obrigada a aceitar mais austeridade em cima de uma depressão causada pela austeridade, contra a promessa de uma reestruturação da dívida no futuro. Desta forma, o governo alemão e a liderança da Zona Euro quiseram enviar uma mensagem a todos os povos da Europa: toda a dissidência será castigada", veiculou a candidatura em comunicado.

Na nota em que consideram que há um "risco de desintegração europeia que a brutalidade exercida sobre a Grécia pode gerar", a candidatura reafirma a sua "solidariedade com as escolhas do povo grego e do seu Governo legítimo".

17h17
Alguns dos principais colunistas dos mais influentes jornais internacionais estão a mostrar-se muito críticos do acordo alcançado esta manhã entre a Grécia e os credores, apoiando o tópico '#Thisisacoup' que tem dominado a rede social 'Twitter'.

"Esta lista de exigências do eurogrupo é uma loucura. A 'hashtag' dominante '#ThisIsACoup' está exatamente certa. Isto vai para além da rispidez, para ser puramente vingativo, uma destruição completa da soberania nacional, e sem esperança de alívio. É, presumivelmente, feito para ser uma proposta que a Grécia não pode aceitar; mas ao sê-lo, é uma traição grotesca de tudo o que o projeto europeu supostamente devia representar", diz Paul Krugman.

Na sua coluna diária no The New York Times, o Nobel da Economia de 2008 acrescenta que o projeto europeu, que diz ter elogiado a apoiado, "recebeu um golpe terrível, talvez fatal" e sublinha: "Independentemente do que se possa pensar sobre o Syriza, ou a Grécia, não foram os gregos que o desferiram".

17h10
O papa Francisco considerou esta segunda-feira "justa" a posição de partida do governo de Alexis Tsipras em relação à situação da Grécia, em declarações à imprensa no avião em que regressava da sua viagem à América do Sul.

"Os governantes gregos que conduziram (o país) a essa situação de dívida internacional têm responsabilidade e o novo governo grego iniciou uma revisão justa", disse o papa.

Para Francisco, "seria simples dizer que é culpa de apenas uma parte" ter-se chegado a uma situação como a da Grécia. O papa disse esperar que finalmente se encontre uma via para resolver a situação grega e instou a que se crie "um caminho de vigilância para que outros países não voltem a cair no mesmo problema".

16h46
O FMI disse esta segunda-feira estar pronto para trabalhar com as autoridades gregas e os parceiros europeus para que este "esforço importante" avance, depois de os líderes da zona euro Grécia terem chegado a um acordo com a Grécia.

"O FMI [Fundo Monetário Internacional] está pronto para trabalhar com as autoridades gregas e os parceiros europeus para ajudar a mover este importante esforço para a frente", afirmou o diretor de comunicação do Fundo, numa declaração escrita divulgada esta segunda-feira.

A mesma nota refere ainda que a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, deu já conhecimento ao Conselho Executivo do Fundo dos resultados da cimeira de líderes da zona euro, que trminou após 17 horas de negociações.

15h20
O ministro das Finanças francês, Michel Sapin, disse esta segunda-feira, em Bruxelas, que uma possível reestruturação da dívida grega só será discutida no âmbito das negociações do terceiro programa de resgate à Grécia.

"A questão da dívida será tratada no quadro das negociações do próximo programa de resgate", disse Sapin aos jornalistas à entrada para a reunião dos ministros das Finanças da zona euro.

15h15

Os deputados alemães deverão votar na sexta-feira o terceiro programa de ajuda internacional à Grécia, anunciou esta terça-feira o presidente do parlamento alemão, Norbert Lammert.

"Parece que será na sexta-feira pela manhã", disse Lammert ao ser questionado pela agência noticiosa francesa AFP sobre a data em que os deputados alemães, em férias parlamentares desde 03 de julho, seriam convocados para uma sessão extraordinária.

14h46

O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE) decidiu esta segunda-feira manter inalterado o teto máximo da linha de liquidez de emergência aos bancos gregos, revelou um porta-voz da entidade, citado pela agência de informação financeira Bloomberg.

Esta decisão é igual à que foi tomada na última quarta-feira, quando foi mantido o limite de 89.000 milhões de euros para a linha de liquidez de emergência ('ELA', na sigla em inglês), valor que foi decidido a 26 de junho, dia do anúncio do referendo grego.

15h07
O Governo grego decidiu prolongar o encerramento dos bancos por um período que deve ser anunciado ainda esta segunda-feira, noticiou a agência noticiosa AFP, citando uma fonte do Ministério das Finanças grego que pediu anonimato.

A mesma fonte indicou que o Governo deve publicar hoje à noite um decreto precisando a duração do encerramento dos bancos, que decidiu manter após uma reunião com o ministro-adjunto das Finanças, Dimitris Mardas, e os responsáveis dos principais bancos gregos, e apesar do acordo alcançado em Bruxelas.

14h52
O governo alemão recusou esta segunda-feira que a imagem do país tenha sido prejudicada pelas negociações da crise grega, no fim de semana, sublinhando que o acordo não é uma advertência para outros membros da zona euro.

O porta-voz do executivo alemão, Steffen Seibert, disse que o acordo foi unânime e o texto final não contém "nada de exótico", e apenas sublinha os "princípios fundamentais" do bloco.

14h49
O ministro das Finanças espanhol, Luis de Guindos, considerou esta segunda-feira que o acordo alcançado para a Grécia é o princípio de um processo demorado.

"Este é o início de um processo que vai ser demorado, uma vez que há trâmites parlamentares", disse Guindos à entrada para mais uma reunião do Eurogrupo, em Bruxelas.

14h46
O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE) decidiu esta segunda-feira manter inalterado o teto máximo da linha de liquidez de emergência aos bancos gregos, revelou um porta-voz da entidade, citado pela agência de informação financeira Bloomberg.

Esta decisão é igual à que foi tomada na última quarta-feira, quando foi mantido o limite de 89.000 milhões de euros para a linha de liquidez de emergência ('ELA', na sigla em inglês), valor que foi decidido a 26 de junho, dia do anúncio do referendo grego.

14h45
O acordo europeu com a Grécia é importante para a segurança deste país e dos seus aliados da NATO, considerou esta segunda-feira o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg.

"Saúdo este acordo porque penso que ele é importante para a economia grega, mas também para o conjunto da Europa e da NATO", declarou à imprensa em Ljubljana.

14h22
O comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici, considerou que o acordo alcançado sobre um terceiro resgate à Grécia é importante, mas Atenas tem que recuperar a confiança dos seus credores.

"É um acordo importante, que permite à Grécia prosseguir as suas reformas", disse Moscovici, salientando que os ministros das Finanças da zona euro podem começar hoje a discutir "soluções de curto prazo".

14h14
Os bancos gregos vão continuar fechados até quarta-feira.

13h38
O ministro das Finanças da Finlândia, Alexander Stubb, considerou esta segunda-feira que o programa-ponte de financiamento intermédio para a Grécia, a debater no Eurogrupo de hoje, "não será uma questão simples".

13h14
A imprensa europeia dá  esta segunda-feira de manhã destaque ao acordo de princípio entre os líderes da Zona Euro que assegura o terceiro plano de ajuda à Grécia, após 17 horas de negociações.

Na imprensa espanhola, o jornal diário El País coloca em manchete na sua página online o "acordo unânime" entre os líderes da zona euro que dá início às negociações para o terceiro resgate da Grécia: "Merkel e Hollande conseguem que Tsipras aceite o acordo mais duro".

13h11
A porta-voz do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, afirmou esta segunda-feira que a cimeira da zona euro foi "um verdadeiro golpe de Estado", considerando o acordo de princípio para um novo resgate uma imposição do estilo "colonialista".

Catarina Martins disse que aquilo a que se assistiu durante a cimeira da zona euro, iniciada domingo à tarde e que terminou hoje de manhã com um acordo de princípio para um resgate para três anos, "não foi um acordo, foi uma imposição".

12h52
A porta-voz do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, afirmou esta segunda-feira que a cimeira da zona euro foi "um verdadeiro golpe de Estado", considerando o acordo de princípio para um novo resgate uma imposição do estilo "colonialista".

Catarina Martins disse que aquilo a que se assistiu durante a cimeira da zona euro, iniciada domingo à tarde e que terminou hoje de manhã com um acordo de princípio para um resgate para três anos, "não foi um acordo, foi uma imposição".

12h46
O comissário europeu Carlos Moedas disse esta segunda-feira que é "um grande dia para a Europa e para a Grécia", na sequência do acordo de princípios alcançado em Bruxelas, que permite manter o país na zona euro.

"Foi uma noite difícil e foram semanas muito difíceis, mas penso que a Europa provou que conseguimos chegar a um compromisso", declarou o comissário aos jornalistas, em Lisboa, à margem de uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian.


11h26

O acordo hoje fechado na cimeira da zona euro para se avançar com um terceiro programa de resgate à Grécia impõe condições a Atenas com calendários a curto prazo, segundo o texto das conclusões adotado.

10h07
O primeiro-ministro português disse esta segunda-feira, em Bruxelas, acreditar que o Governo grego liderado por Alexis Tsipras vai realmente honrar o compromisso acordado com os parceiros e não aproveitar o primeiro pretexto para novos jogos políticos.

"Acho que este acordo mostra que é necessário, era necessário e continua a ser necessário recuperar a confiança entre todos aqueles que estavam a negociar. Eu recordo que as últimas negociações foram abandonadas pelo Governo grego, que decidiu convocar um referendo e deixar, portanto, todos aqueles que estavam a procurar um acordo nas negociações a falar sozinhos", disse Pedro Passos Coelho.

09h52

Os ministros das Finanças da zona euro voltam esta segunda-feira a reunir-se, em Bruxelas, às 16:00 (15:00 de Lisboa) para debater o financiamento-ponte à Grécia e a eleição do novo presidente para o Eurogrupo.

O financiamento-ponte a debater hoje pelo Eurogrupo é um empréstimo intermédio que servirá para evitar que a Grécia falhe os próximos pagamentos, caso dos 3.500 milhões de euros que tem de pagar ao Banco Central Europeu a 20 de julho, evitando um novo incumprimento enquanto não é aprovado o terceiro resgate ao país, que implica ainda muitos procedimentos.


09h48

O Presidente francês, François Hollande, afirmou esta segunda-feira que com o acordo, alcançado em Bruxelas por unanimidade, "se preservou a soberania grega" e elogiou a "corajosa escolha" do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, de aceitar um entendimento com os seus credores.

"O objetivo era alcançar um acordo que permitisse à Grécia permanecer na zona euro", assinalou Hollande, qualificando de "histórica" a decisão da Europa.

"Houve acordo. A Grécia fica no euro. A Europa ganhou", frisou.

09h33
O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, negou esta seunda-feira ter havido na reunião de líderes uma "vingança" contra a Grécia por ter convocado um referendo e pediu a todos os países da União Europeia que certifiquem o acordo.

A cimeira da zona euro, iniciada domingo à tarde, terminou hoje de manhã, após 17 horas de negociações, com um acordo de princípio em torno de um terceiro resgate à Grécia para três anos, num valor de aproximadamente 86 mil milhões de euros, com uma série de condicionalidades que as autoridades gregas devem começar a legislar e implementar no imediato. 

09h24

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou esta segunda-feira que o seu Governo travou uma "batalha dura" durante seis meses e "lutou até ao final por um acordo que permitirá ao país recuperar-se".

"Enfrentamos dilemas difíceis e tivemos que fazer difíceis concessões para evitar a aplicação dos planos de alguns círculos ultraconservadores europeus", disse Tsipras no final da cimeira da zona euro, depois de alcançado um acordo sobre a Grécia, ao cabo de 17 horas de negociações.


09h23
O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse esta segunda-feira que um financiamento intermédio para a Grécia será discutido já hoje na reunião dos ministros das Finanças a realizar à tarde.

Segundo o responsável, na cimeira de emergência da zona euro que terminou hoje pelas 09:00 locais (08:00 de Lisboa) após 17 horas de negociações, foi pedido para que na reunião dos ministros das Finanças de hoje à tarde se discuta o chamado 'financiamento-ponte'.


09h21
A chanceler alemã, Angela Merkel, considerou esta segunda-feira que o caminho da Grécia para o crescimento será "longo e difícil", depois de os líderes da zona euro terem aprovado um terceiro resgate ao país.

"A Grécia tem a oportunidade de retomar o caminho do crescimento, mas o caminho será longo e, a avaliar pelas negociações desta noite, difícil", disse a líder alemã, numa conferência de imprensa no final dos trabalhos.


09h17
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, assegurou esta segunda-feira, em Bruxelas, que "Portugal manteve sempre uma atitude muito construtiva" nas negociações com a Grécia e apontou que foi inclusivamente uma ideia sua que ajudou a desbloquear o último obstáculo.

"Devo dizer até que, curiosamente, a solução que acabou por desbloquear o ultimo problema que estava em aberto, que era justamente a solução quanto à utilização do fundo [de privatizações], partiu de uma ideia que eu próprio sugeri. Quer dizer que até tivemos, por acaso, uma intervenção que ajudou a desbloquear o problema", disse Passos Coelho, numa conferência de imprensa no final da cimeira da zona euro.


09h00
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, anunciou esta segunda-feira que está completamente afastada a ameaça de uma saída da Grécia da zona euro, o chamado 'Grexit'.

"Chegámos a acordo, o acordo foi trabalhoso, demorou muito tempo a alcançar, mas está feito. Não haverá 'Grexit' e estamos satisfeitos quanto ao fundo e à substância dos resultados que se conseguiu alcançar", sublinhou Juncker, na conferência de imprensa final da cimeira da zona euro.


8h59
O presidente do Eurogrupo confirmou esta segunda-feira que o acordo com a Grécia inclui um fundo com ativos gregos no valor de 50 mil milhões de euros para ser usado para abater à dívida e sobretudo para pagar o dinheiro que vier a ser usado na recapitalização dos bancos gregos.

A explicação foi dada por Jeroen Dijsselbloem, na conferência de imprensa que marcou o fim da cimeira de emergência da zona euro, que durou 19 horas, tendo ainda acrescentado que este fundo ficará sediado em Atenas, em vez da proposta inicial do Luxemburgo.


8h40
O primeiro-ministro português considerou que "o acordo de princípio" alcançado "é equilibrado" e rejeitou a ideia de que Atenas tenha sido alvo de ameaças ou humilhação.

08h15
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou esta segunda-feira que os líderes da zona euro alcançaram, por unanimidade, um acordo para oferecer um terceiro plano de ajuda à Grécia, após uma "maratona negocial".

"A cimeira da zona euro alcançou um acordo por unanimidade. Está tudo pronto para um programa de ajuda para a Grécia por via do Mecanismo Europeu de Estabilidade, com importantes reformas e um apoio financeiro", escreveu Tusk na sua conta da rede social Twitter.

08h14
Os chefes de Estado e de Governo da zona euro, reunidos em Bruxelas desde domingo à tarde, chegaram na manhã desta segunda-feira a um acordo sobre a Grécia, ao cabo de 17 horas de negociações, anunciou o primeiro-ministro belga.


07h27
A imprensa grega descreve esta noite da cimeira em Bruxelas como "dramática", por ter ficado clara a divisão europeia, com os líderes da zona euro em busca de um acordo sobre o terceiro "resgate" à Grécia.


06h45
Os líderes da zona euro prosseguem, em Bruxelas, uma "maratona" negocial em busca de um acordo sobre um terceiro "resgate" à Grécia, mas, ao cabo de mais de 15 horas de reunião, ainda não atingiram um compromisso.

04h51
Yanis Varoufakis volta a atacar a estratégia do ministro das Finanças alemão nas negociações sobre a Grécia, num artigo a publicar quinta-feira no Die Ziet, que o próprio ex-ministro grego das Finanças resumiu no seu blogue.

No sumário publicado no blogue, referente ao artigo intitulado "O plano do Dr. Schäuble para a Europa: Os europeus aprovam", Yanis Varoukafis afirma que "os cinco meses de intensas negociações entre a Grécia e o Eurogrupo nunca tiveram hipóteses de ser bem-sucedidos".

00h33 - 13/07/2015 (Segunda-feira) 
Terminou o encontro bilateral entre o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande. A Cimeira de líderes da Zona Euro só será retomada às 02h00, hora de Bruxelas (01h00 em Lisboa)

23h53
O governo grego assumiu este domingo que terá de aceitar grande parte das medidas apresentadas pelo Eurogrupo para conseguir um terceiro resgate financeiro, mas recusa questões chave como a participação do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Há várias questões importantes em cima da mesa. Acreditamos que, afinal, trata-se de tentar chegar a compromissos, com vontade política", disseram à agência noticiosa EFE fontes do Executivo grego não identificadas.

As mesmas fontes indicam que Tsipras salientou aos outros membros do Eurogrupo a urgência de tomar hoje uma decisão firme que sirva de base ao Banco Central Europeu (BCE) para aumentar segunda-feira as linhas de liquidez de emergência de que se alimentam os bancos gregos. Os bancos gregos, disse o primeiro-ministro, encontram-se em situação real "muito precária".

Para o governo da Grécia, os principais pontos de desacordo são a participação do FMI num futuro programa, que estima a necessidade de financiamento de Atenas entre os 82 e os 86 mil milhões de euros.

23h27
Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, juntou-se à reunião bilateral na qual participam os líderes da Grécia, da Alemanha e de França.

23h04
Alexis Tsipras terá feito quatro exigências aos credores para chegar a um acordo durante esta noite. O primeiro-ministro grego não quer o envolvimento do FMI, quer uma promessa de que vai haver uma restruturação da dívida grega, exige um aumento do financiamento à banca grega por parte do Mecanismo Europeu de Estabilidade e a rejeição da ideia de haver um depósito de 50 mil milhões de euros de ativos gregos como garantia de pagamento de parte da dívida aos credores.

22h33
Segunda pausa na Cimeira Europeia para reuniões bilaterais.

22h10
Terminou a reunião bilateral entre ministro das Finanças grego, Euclid Tsakalotos, e os congéneres alemão, Wolfgang Schäuble e francês, Michel Sapin.

21h51
Fonte oficial do Eurogrupo diz que o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, quer um acordo imediato durante a cimeira deste domingo para evitar que o sistema financeiro grego entre em colapso, relata a agência noticiosa Associated Press.

21h45
A agência noticiosa Reuters avança que o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, deverá demitir amanhã o ministro da Energia, Paniogotis Lafazanis. Este ministro é da ala mais radical do partido maioritário no governo - Syriza.

20h32
O presidente do Partido Socialista Europeu (PSE), Sergei Stanishev, declarou que a possível saída da Grécia do euro seria uma "catástrofe" para a Europa, defendendo a necessidade de encontrar uma solução rápida que evite o cenário do "Grexit".

"Hoje temos uma oportunidade que não podemos deixar passar, para que a Europa evite uma catástrofe real. Deve encontrar-se uma solução para manter a Grécia na zona euro", disse o líder socialista sobre a cimeira que está a decorrer em Bruxelas.

O político socialista, que presidiu este domingo uma reunião de líderes dos socialistas europeus sobre a Grécia, declarou que, para chegar a um acordo, "é necessária a vontade e o compromisso de todas as partes envolvidas".

20h20
O Nobel da Economia Joseph Stiglitz acusou este domingo a Alemanha de "falta de solidariedade" com a Grécia, e de prejudicar gravemente o projeto europeu. "A Alemanha mostrou uma falta de solidariedade. Não se pode gerir uma Zona Euro sem um mínimo de solidariedade. [Esta crise] mina completamente a visão comum e de solidariedade europeia. É um desastre", disse Joseph Stiglitz à margem de uma conferência sobre Financiamento e Desenvolvimento, que se inicia segunda-feira em Adis Abeba.

O ex-economista-chefe do Banco Mundial defendeu que "não seria razoável", que as negociações em curso em Bruxelas "exigissem ainda mais" à Grécia. "Se o Banco Central Europeu autoriza os bancos gregos a reabrir e um acordo é renegociado, as feridas podem ser saradas, mas se [a Alemanha] conseguiu usar tal para excluir a Grécia, acho que os danos serão muito, muito profundos", alertou o economista.

20h02
O ministro das Finanças grego, Euclid Tsakalotos, está reunido num encontro bilateral com os seus congéneres alemão, Wolfgang Schäuble e francês, Michel Sapin, noticia o jornal grego Kathimerini no seu sítio online em língua inglesa.

19h39
Fonte oficial diz que a reunião bilateral entre Merkel, Hollande e Tsipras assemelhou-se a uma "sessão de tortura mental por afogamento simulado" (do inglês 'extensive mental waterboarding') a Alexis Tsipras.

19h38
No encontro bilateral entre Angela Merkel, François Hollande e Alexis Tsipras, o primeiro-ministro grego recebeu um ultimato. Foi exigido a Alexis Tsipras que implemente as reformas em Atenas já esta semana, sob pena de uma saída da Grécia da zona euro, com o consequente colapso dos bancos gregos, avançou este domingo o jornal britânico 'The Guardian'. 

19h36

O documento de análise do Eurogrupo ao pedido de ajuda da Grécia, transmitido aos líderes da zona euro, contempla a possibilidade de uma saída temporária do país da zona euro, caso em que seria negociada uma reestruturação da dívida pública.

Em caso de não acordo para um terceiro resgate ao país, é dito que "deveriam ser oferecidas à Grécia negociações rápidas" para que o país saia temporariamente da zona euro, "com possível reestruturação da dívida".

Esta frase é a última do documento, a que a Lusa teve acesso, enviado pelo Eurogrupo aos líderes reunidos na cimeira da zona euro, e surge entre parêntesis retos.


19h27
Os trabalhos da cimeira da zona euro, que decorre este domingo em Bruxelas, foram retomados, após uma interrupção de cerca de duas horas, para um encontro entre o primeiro-ministro grego, a chanceler alemã e o presidente francês, indicaram fontes europeias.

Na reunião, além de Alexis Tsipras, Angela Merkel e François Hollande, três dos principais atores das negociações em torno do pedido de um teceiro "resgate" à Grécia, participaram também o ministro grego das Finanças, Euclides Tsakalotos, e o presidente do Conselho Europeu e das cimeiras do euro, Donald Tusk.

18h48
Um novo resgate da Grécia poderá incluir entre 10 e 25 mil milhões de euros para o setor bancário grego, segundo um documento do Eurogrupo transmitido aos líderes da zona euro. O terceiro programa de ajuda solicitado pela Grécia poderá ascender a 86 mil milhões de euros, segundo as necessidades financeiras estimadas pelo Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e pela Comissão Europeia.

17h34

O terceiro programa de ajuda solicitado pela Grécia poderá ascender a 86 mil milhões de euros, segundo as necessidades financeiras estimadas pelas instituições e reproduzidas num documento hoje adotado pelo Eurogrupo e transmitido aos líderes da zona euro.

De acordo com o documento de apreciação ao pedido de ajuda da Grécia que os ministros das Finanças da zona euro acordaram este domingo em Bruxelas, e ao qual a Lusa teve acesso, "o Eurogrupo toma nota das necessidades financeiras do possível programa entre os 82 e os 86 mil milhões de euros, como estimado pelas instituições".

A estimativa feita por Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta assim para um terceiro "resgate" à Grécia num valor superior à assistência prestada a Portugal, também para três anos (2011-2014), de 78 mil milhões de euros.


17h27
A cimeira da zona euro foi interrompida para uma reunião entre o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, para encontrar um acordo que permita um terceiro resgate. No encontro participam ainda o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e o ministro das Finanças da Grécia, Euclides Tsakalotos.

17h20
A aprovação de medidas de austeridade e mais privatizações estão entre as condições acordadas pelos ministros das Finanças da zona euro para a reabertura de negociações para um terceiro resgate à Grécia.

16h56
O eurodeputado e vice-presidente do Parlamento Europeu Dimitris Papadimulis acusou este domingo a Alemanha de querer humilhar a Grécia e de tentar derrubar o governo de Alexis Tsipras, nas negociações do terceiro resgate, em Bruxelas.

16h20
A aprovação de medidas de austeridade e mais privatizações estão entre as condições acordadas pelos ministros das Finanças da zona euro para a reabertura de negociações para um terceiro resgate à Grécia. À saída do Eurogrupo, o ministro finlandês das Finanças, Alexander Stubb, afirmou que foram acordadas as "condicionalidades" que a Grécia tem de levar a cabo para ter acesso a um novo pacote de ajuda financeira. Isso passa, desde logo, por aprovar até 15 de julho, esta quarta-feira, legislação que execute as medidas de austeridade propostas aos credores, em troca de um empréstimo. Tal passará por legislação referente à subida do IVA, reforma das pensões, legislação laboral, entre outras. Entre as outras condições que o Eurogrupo definiu, Stubb falou em "privatizações". Passou, assim, para a cimeira da zona euro a proposta de criar um fundo com 50 mil milhões de euros em bens públicos, que poderá ficar sob administração europeia, que seriam usados para reembolsar parte da dívida do país.

16h12
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse este domingo, por telefone, ao secretário norte-americano do Tesouro, Jack Lew, que um acordo, na União Europeia, deve "respeitar os gregos", segundo fonte governamental grega, citada pela AFP. Na conversa telefónica com Strew, segundo a mesma fonte, Tsipras disse que "a Grécia provou que quer um acordo, mas, para este ser viável, deve respeitar os gregos e todos os sacrifícios que são feitos há já cinco anos". "Para obter um acordo tem de haver boa vontade de ambas as partes", acrescentou ainda o líder do Governo de Atenas.

15h47
Os ministros das Finanças da zona euro, reunidos entre sábado e este domingo em Bruxelas para analisar a proposta de reformas apresentada pelo governo grego para garantir um terceiro "resgate", concluíram que estas são "insuficientes" e adicionaram condições. À saída da reunião do Eurogrupo, que terminou imediatamente antes do início de uma cimeira da zona euro, vários ministros deram conta do compromisso alcançado e que, segundo o ministro finlandês, Alexander Stubb, passam por um reforço das medidas exigidas a Atenas e que, assinalou, as autoridades gregas devem aprovar e começar a legislar na semana que agora começa.

15h35
O presidente do Eurogrupo, Jeoren Dijsselbloem, disse que os ministros das Finanças da zona euro resolveram já muitas questões com a Grécia e que as mais importantes transitam para a cimeira da zona euro. "Percorremos um longo caminho, resolvemos muitas questões, mas alguns temas importantes mantêm-se [por fechar]. Vamos agora informar os líderes da zona euro e esperar que eles decidam", disse Dijsselbloem, à entrada para a cimeira da zona euro, em Bruxelas.

15h25
A reunião do Eurogrupo sobre a situação da Grécia terminou cerca das 16h00 de Bruxelas (15h00 de Lisboa), indo começar agora com atraso a cimeira da zona euro. Os ministros das Finanças da zona euro estiveram sábado reunidos durante cerca de oito horas, numa reunião que foi interrompida ao início da madrugada e retomada hoje de manhã. Terminado o Eurogrupo, a discussão em torno de um acordo para um terceiro resgate à Grécia continuará agora ao nível dos chefes de Estado e de Governo dos 19 países da zona euro, numa reunião marcada para as 16h00 locais (15h00 em Lisboa), mas que começará ligeiramente atrasada.

15h05

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse, em Bruxelas, que lutará "até ao último milésimo de segundo" para se chegar a um acordo que mantenha a Grécia na zona euro. "Lutarei até ao último milésimo de segundo por um acordo e espero que cheguemos a um acordo", disse Juncker à entrada da reunião dos líderes da zona euro. Neste momento decorre ainda a reunião entre os ministros das Finanças da zona euro, que foi retomada esta manhã, depois de interrompida na última madrugada, em torno de negociações sobre um terceiro programa de assistência a Atenas.

14h59
O presidente francês, François Hollande, disse este domingo, em Bruxelas, que tudo fará para que a Grécia fique na zona euro, sendo que a saída significa que a União Europeia recua em vez de avançar. "A França fará tudo para que se chegue hoje a um acordo que permita à Grécia ficar na zona euro e à Europa avançar", disse Hollande à entrada para uma reunião dos líderes da zona euro. "Não há 'Grexit' provisório - ou há a Grécia na zona euro, ou fora dela, mas, então, teremos uma Europa que recua em vez de avançar e, isso, eu não quero", salientou ainda.

14h52
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse este domingo que não haverá um "acordo a qualquer preço" para um terceiro resgate à Grécia, na cimeira da zona euro. À entrada para mais uma reunião de alto nível sobre a situação da Grécia, Merkel afirmou que, neste dossiê, a "moeda mais importante desapareceu" e que "essa é a "confiança". "Um acordo não acontecerá a qualquer preço", afirmou a chefe do Governo alemão. Neste momento, ainda decorre a reunião entre os ministros das Finanças da zona euro, que foi retomada esta manhã depois de interrompida na última madrugada.

14h25

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse que acredita num acordo hoje sobre um terceiro resgate ao país "se todas as partes quiserem", acrescentando que a Europa deve isso aos seus cidadãos. "Podemos chegar a acordo esta noite, se todas as partes o quiserem", afirmou Tsipras à entrada para a cimeira da zona euro, que decorre em Bruxelas a partir das 16h00 locais (15h00 em Lisboa). O chefe do Governo grego acrescentou que veio para esta reunião "pronto para outro compromisso", e considerou que os líderes europeus devem isso "aos povos europeus", que "querem uma Europa unida, não uma Europa dividida".


14h23
A chanceler da Alemanha e os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu estão este domingo reunidos em 'mini-cimeira' para preparar a reunião desta tarde entre os chefes de Estado e de Governo da zona euro sobre a Grécia. Segundo disse à Lusa fonte europeia, o encontro entre, respetivamente, Angela Markel, Jean-Claude Juncker e Donald Tusk, está a decorrer no âmbito da cimeira do Partido Popular Europeu (PPE), que antecede a cimeira da zona euro, a partir das 16h00 locais, 15h00 de Lisboa. Neste momento decorre ainda a reunião entre os ministros das Finanças da zona euro, que foi retomada esta manhã depois de interrompida na última madrugada, em torno de negociações sobre um terceiro programa de assistência a Atenas.

13h12
A Rússia anunciou este domingo que está a ponderar fazer entregas diretas de combustível à Grécia para potenciar o crecimento económico do país, disse o ministro da Energia, Alexander Novak, citado pela agência de informação russa."A Rússia pretende apoiar o ressurgimento da economia grega através do alargamento da cooperação no setor da energia", disse Alexander Novak."Assim, estamos a estudar a possibilidade de organizar entregas diretas de recursos energéticos à Grécia, a começar a curto prazo", dise Novak aos jornalistas, citado pela agência de notícias RIA Novosti.

10h51
Os ministros das Finanças da zona euro retomaram este domingo, em Bruxelas, negociações em torno de um terceiro programa de assistência à Grécia, mas as expetativas relativamente a um acordo são muito reduzidas. Após a reunião de cerca de nove horas no sábado se ter revelado inconclusiva, o Eurogrupo volta a reunir-se hoje antes de uma cimeira de líderes da zona euro, mas vários intervenientes nas negociações manifestaram pouca esperança num compromisso à entrada para o encontro, que teve início cerca das 11h30 locais (10h30 de Lisboa), quatro horas e meia antes de uma cimeira da zona euro.

10h30
O comissário europeu dos Assuntos Económicos disse esperar ainda que seja alcançado este domingo um "bom acordo" sobre a Grécia, advertindo que a zona euro tem de se revelar à altura das responsabilidades, pois é isso que "o mundo espera". "É preciso ter consciência de que o mundo nos observa e do que o mundo espera. E precisamos de estar à altura do momento, porque o que o mundo espera é que nós sejamos capazes de estar à altura de um momento decisivo", e que "a zona euro se consolide, com uma Grécia reformada no seu seio", declarou Pierre Moscovici, à chegada a nova reunião do Eurogrupo, em Bruxelas.

09h48
O ministro das Finanças da Finlândia, Alexander Stubb, comentou este domingo à chegada ao Eurogrupo, em Bruxelas, que um acordo com a Grécia está distante, afirmando que as negociações se encontram em "três ou quatro" numa escala até dez. Apontado como um dos ministros com posições mais duras em sede do Eurogrupo face às pretensões gregas relativamente a um terceiro "resgate", até porque no sábado o parlamento finlandês se pronunciou contra um novo programa de ajuda à Grécia, Stubb garantiu hoje que "ninguém está a bloquear um acordo", embora reclame compromissos mais claros ao governo grego.

09h32
O vice-presidente da Comissão Europeu responsável pelo euro, Valdis Dombrovskis, admitiu este domingo, à chegada a nova reunião do Eurogrupo em Bruxelas, que é "improvável" que os ministros das Finanças da zona euro cheguem a um acordo sobre um novo programa de ajuda à Grécia. "O Eurogrupo vai continuar as discussões. Como viram, (as discussões de sábado) foram bastante complicadas, por isso esperamos mais progressos hoje. Acho que é relativamente improvável que a Comissão Europeia receba hoje um mandato para iniciar negociações formais relativamente ao terceiro programa, mas acho que o Eurogrupo pode preparar e impulsionar as discussões dos líderes mais tarde", disse, referindo-se à cimeira da zona euro prevista para as 16h00 locais (15h00 de Lisboa).

09h25

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, cancelou este domingo a cimeira a 28 prevista para Bruxelas, mantendo apenas a cimeira da zona euro, indicando que esta durará até serem concluídas as negociações sobre a Grécia.Para hoje, Tusk havia convocado duas cimeiras: uma reunião a 19, dos chefes de Estado e de Governo da zona euro, com início previsto para as 16h00 locais (15h00 de Lisboa), e outra a 28, no formato de Conselho Europeu, que começaria duas horas mais tarde."Cancelei o Conselho Europeu hoje. A cimeira do euro começará às 16h00 e durará até concluirmos as conversações sobre a Grécia", indicou Tusk, na sua conta na rede social twitter. Antes da cimeira, decorrerá uma nova reunião dos ministros das Finanças da zona euro, que se encontrarão a partir das 11h00 locais (10h00 de Lisboa), depois de o Eurogrupo de sábado, que se prolongou por cerca de nove horas, ter sido inconclusivo.

03h20

Fontes do Governo grego consideram "evidente que certos países" europeus não querem um acordo para salvar Atenas da bancarrota, escreve este domingo a agência noticiosa grega ANA. "É evidente que certos países, por razões que nada têm que ver com as reformas e o programa, não querem um acordo", afirmam à ANA as fontes governamentais não identificadas. Segundo a agência, as fontes garantem que os ministros das Finanças da zona euro acordaram sobre "um calendário pertinente" e que se chegou a um "acordo de princípio", mas que "um grupo de países levantou a questão da 'confiança', sem precisar o que deveria ser feito".


00h33
O parlamento finlandês decidiu no sábado que não aceitará um novo resgate para a Grécia, reforçando a pressão sobre os ministros das Finanças da zona euro que estiveram reunidos em Bruxelas para evitar a saída grega. 

00h04 - 12/07/2015 (Domingo) 
O presidente do Eurogrupo indicou que a reunião deste sábado dos ministros das Finanças da zona euro sobre a Grécia foi inconclusiva e será retomada no domingo, comentando que "ainda é muito difícil, mas há trabalho em progresso".

23h33
Os peritos da União Europeia e do FMI estimam que a Grécia pode precisar de um apoio financeiro com um valor que pode variar entre os 74 e os 100 mil milhões de euros.

23h02

A reunião do eurogrupo foi suspensa e vai ser retomada amanhã. Não haverá qualquer declaração política ou conferência de imprensa este sábado. Após nove horas de negociação, os ministros das Finanças da zona euro terminaram por hoje os trabalhos sem chegar a qualquer acordo. A reunião vai ser retomada às 11h00 de domingo (10h00 de Lisboa).

22h02
O jornal britânico 'The Telegraph' teve acesso ao documento no qual o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, propõe um plano de saída temporária da Grécia da zona euro durante um período de cinco anos.
 
21h12

A Grécia precisa de 82 mil milhões de euros de financiamento, revelam peritos da Unuião Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Apesar de o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, ter pedido esta semana um empréstimo por três anos ao Mecanismo Europeu de Estabilidade na ordem dos 53,5 mil milhões de euros, os peritos da UE e do FMI analisaram as necessidades de financiamento grego e concluíram que o país precisa de 74 mil milhões de euros, uma parte dos quais pode vir do FMI.

Para além disso a Grécia precisaria ainda de 8 mil milhões de euros de financiamento imediato para o período até ao acordo final do terceiro resgate - o que eleva o total para os 82 mil milhões de euros.


19h25
O ministro grego da Economia, Giorgos Stathakis, disse este sábado que o controlo de capitais imposto aos bancos gregos vai permanecer em funcionamento por, pelo menos, mais dois meses.

18h55
O ministro grego da Economia disse este sábado que os ministros dissedentes do Syriza, que não concordam com as políticas do governo em relação ao resgate, devem sair do governo. "Faz sentido que alguns ministros gregos sejam substituídos", disse Giorgos Stathakis.

18h33
Durante a reunião desta tarde do Eurogrupo, a Alemanha terá proposto à Grécia uma saída temporária do euro por um período de cinco anos. Fontes do governo grego desmentiram que o ministro alemão Wolfgang Schäuble tenha feito essa proposta.

O ministro das Finanças alemão já tinha dito à entrada da reunião que "o acordo com a Grécia é extremamente difícil". A quebra de confiança no governo de Tsipras está a ser apontada como a causa principal para a dificuldade em fechar o acordo.

15h15
O ministro das Finanças da Alemanha disse este sábado que espera negociações "extremamente difíceis" com Atenas, com vista a um acordo para um terceiro programa de resgate ao país. Wolfgang Schäuble fez estas declarações à chegada a mais um Eurogrupo extraordinário sobre a Grécia, que é visto como decisivo. Na quinta-feira à noite, o Governo grego apresentou um novo pacote com medidas de austeridade como contrapartida de um empréstimo que pretende a três anos. O ministro alemão afirmou que, além dos compromissos existentes nessa proposta, é preciso fazer bons cálculos dos impactos das medidas e que estes ainda não são confiáveis o suficiente.

14h40

Os ministros das Finanças da zona euro iniciaram este sábado, em Bruxelas, perto das 15h30 locais (14h30 de Lisboa) nova reunião sobre a Grécia, a nona das últimas quatro semanas, mas apontada pela generalidade dos intervenientes como a "decisiva".Desde que as negociações entre as autoridades gregas e as instituições se intensificaram, em junho - pois o segundo programa de assistência expirava a 30 desse mês -, já tiveram lugar, entre 18 de junho e antes do encontro de hoje, uma reunião ordinária e sete reuniões extraordinárias do fórum de ministros das Finanças da zona euro (duas das quais por teleconferência), além de três cimeiras de urgência da zona euro, ao nível de chefes de Estado e de Governo.

14h36
O ministro francês das Finanças disse este sábado que o elemento determinante para haver um acordo é a "confiança", uma vez que os parceiros europeus querem garantias de que as medidas acordadas serão executavas pelo Governo de Alexis Tsipras. "A confiança é um elemento determinante do acordo. (...) Se houver confiança e determinação política temos capacidade de dar apoio", afirmou Michel Sapin aos jornalistas, à chegada à decisiva reunião de hoje do Eurogrupo, em Bruxelas. Sapin, que antecipou uma reunião "difícil", considerou que têm surgido, nos últimos dias, "elementos positivos" vindos do Governo grego, o que poderá facilitar um acordo.

14h25

O presidente do Eurogrupo anteviu este sábado uma "reunião bastante difícil" sobre a Grécia, pois subsistem "muitas preocupações" sobre o programa de reformas proposto por Atenas e, sobretudo, falta de confiança na efetiva implementação, pelo governo de Alexis Tsipras. À chegada à reunião extraordinária dos ministros das Finanças da zona euro, em Bruxelas, Jeroen Dijsselbloem advertiu que "ainda há muitas críticas às propostas", pois muitos ministros duvidam que sejam suficientes, a nível de reformas e de objetivos orçamentais, e, sublinhou, "há, claro, a grande questão da confiança".

14h20
O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, mostrou-se este sábado confiante na possibilidade de ser alcançado um acordo entre a Grécia e as instituições europeias, para um terceiro resgate, embora pior para Atenas do que o anterior.Como noticia a agência EFE, Mariano Rajoy mostrou-se contudo convencido de que, caso o acordo seja alcançado, este será pior do que o anterior obtido pela Grécia.

13h17
O vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo euro, Valdis Dombrovkis, disse este sábado, em Bruxelas, que agora é possível ver "claramente vontade do lado grego" em alcançar um acordo, embora advertindo que ainda há muitas questões por acertar. "Antes de mais, tem que se dizer que estamos claramente a fazer progressos. A proposta do governo grego vai muito na linha daquela que era a proposta da Comissão antes do referendo. Claramente vemos que há vontade do lado grego em atingir um acordo, e o voto de ontem (sexta-feira) no parlamento mostrou que há uma maioria para avançar com este programa", disse, à chegada a uma reunião do Eurogrupo.

13h11

O secretário-geral do PS disse este sábado  que a Europa tem vindo a aprender e tem agora "uma visão mais aprofundada" sobre o que é preciso fazer depois dos programas de ajustamento, esperando um acordo com a Grécia em breve. Questionado sobre a possibilidade de uma reestruturação da dívida grega, o líder socialista disse esperar para ver como termina a negociação, desejando que haja rapidamente um acordo, não só para que a Grécia ultrapasse as suas dificuldades, mas também para devolver a confiança à zona euro.

12h58
A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse este sábado, à chegada a uma reunião decisiva do Eurogrupo sobre a Grécia, em Bruxelas, que o objetivo é alcançar "muitos progressos. "Estamos aqui hoje para fazer muitos progressos", declarou ao entrar no edifício onde, a partir das 15h00 locais (14h00 de Lisboa),os ministros das Finanças da zona euro irão, em conjunto com as instituições (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), avaliar o pedido de um terceiro resgate à Grécia e o programa de reformas proposto pelo governo de Alexis Tsipras como contrapartida.
 
12h39

O comissário europeu dos Assuntos Económicos afirmou este sábado, em Bruxelas, que "o governo grego fez gestos importantes" nos últimos dias, mas advertiu que a "chave" para um acordo está numa rápida implementação de reformas. Falando à chegada a uma reunião decisiva dos ministros das Finanças da zona euro sobre a Grécia, Pierre Moscovici sublinhou que "este é um dia importante para a Europa e para a zona euro", já que o que for decisivo terá um impacto determinante não só na vida de "milhões de cidadãos gregos", como na zona euro e na economia europeia e mundial.

12h15
O primeiro-ministro, Passos Coelho, recusou este sábado a possibilidade de um perdão de dívida à Grécia e alertou que o tempo para alcançar um proposta adequada para que o país tenha acesso a um terceiro resgate está a escassear. "Não creio que seja fácil a algum primeiro-ministro na Europa dizer ao seu país que se vai perdoar muitos milhares de milhões de euros que fazem falta a essas economia e a esses países", afirmou Passos Coelho, defendendo que o que se irá tentar fazer será "encontrar uma forma de facilitar o pagamento dessa dívida". Isso passará, segundo o primeiro-ministro, por "alargar os prazos de pagamento da dívida" ou "alargar o período durante o qual a Grécia não deverá pagar juros desse dívida" mas, alertou, "o tempo está a escassear" e só haverá razões para "otimismo" se durante o fim de semana se chegar a uma solução.

08h30- 11/07/2015 (Sábado) 
A Alemanha quer que a Grécia seja forçada a sair da união monetária para intimidar a França e a fazer aceitar "o seu modelo de uma zona euro disciplinar", disse o antigo ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis. O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, quer uma saída da Grécia da zona euro - ou 'Grexit' - para "clarificar as coisas, de uma maneira ou de outra", escreve Varoufakis, na edição deste sábado o jornal britânico The Guardian. "A minha convicção é que o ministro das Finanças alemão quer que a Grécia seja forçada a sair da moeda única para suscitar um receio nos franceses e os fazer aceitar o seu modelo de uma zona euro disciplinar", afirma.

23h50
O parlamento grego aprovou o pacote de reformas económicas que o Governo apresentou aos credores, na quinta-feira, com o objetivo de assegurar um novo resgate da União Europeia. A votação contou com 251 votos a favor, 32 contra e oito abstenções, que foram, na totalidade, dos deputados do Syriza, como o ministro da Energia, Panayotis Lafazanis, e a presidente do parlamento, Zoé Konstandopulu. Antes da votação, e perante o anúncio de que alguns deputados do Syriza não iam apoiar a proposta, o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, fez um discurso de apelo à unidade.

17h00

O aumento do IVA nas ilhas gregas e cortes mais rápidos em suplementos de pensões são cedências do Governo grego visíveis na proposta entregue quinta-feira com vista a desbloquear um acordo e a evitar a saída do euro.

Segundo vários meios de comunicação social internacionais, o pacote de austeridade apresentado quinta-feira pela Grécia aos credores e parceiros europeus - com que pretende conseguir um empréstimo a três anos que poderá ir além dos 50 mil milhões de euros - vale quase 13 mil milhões de euros, acima das últimas propostas dos credores, que valiam cerca de 8 mil milhões de euros em cortes e subidas de impostos e que os gregos rejeitaram no passado domingo em referendo.

As reações à última proposta de Atenas variaram esta sexta-feira entre o aparente ceticismo de Berlim, com o Governo alemão a dizer que não tem condições para comentar o conteúdo sem uma avaliação das instituições - Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional - e o maior otimismo demonstrado pela Itália e pela França.


12h47

O Governo alemão recusou esta sexta-feira comentar a última proposta da Grécia para um acordo com os credores e mostrou reservas quanto ao resultado da reunião do Eurogrupo de sábado, contrariando os sinais de otimismo de outras capitais europeias. "Não podemos ainda comentar o conteúdo" da proposta entregue na quinta-feira pela Grécia, afirmou Steffen Seibert, porta-voz da chanceler alemã, Angela Merkel, no encontro semanal com jornalistas em Berlim.


12h30

Uma eventual abertura formal de negociações com a Grécia sobre um terceiro programa de ajuda, a ser acordada no fim-de-semana, terá que ser submetida a aprovação parlamentar em seis Estados-membros da zona euro, entre os quais o Bundestag alemão. Um alto responsável da UE explicou que se durante o fim-de-semana, para o qual estão previstas reuniões do Eurogrupo e cimeiras do euro e da União Europeia, houver acordo sobre um terceiro programa de ajuda à Grécia, com base num compromisso em torno das reformas a serem implementadas por Atenas, seis países da zona euro preveem a necessidade de procedimentos parlamentares antes de haver a negociação formal sobre o memorando de entendimento, designadamente Alemanha, Holanda, Finlândia, Áustria, Eslováquia e Estónia.


11h53

As instituições já estão a analisar a proposta de reformas enviada na quinta-feira à noite pelo governo grego, estando prevista uma teleconferência entre os líderes da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional às 12h00 de Lisboa.


11h35

O ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Jean-Claude Trichet defendeu esta sexta-feira que os credores "deviam renunciar à quase totalidade dos reembolsos" caso a Grécia saia da zona euro e subestimam o "risco geopolítico" de um 'Grexit'. Um 'Grexit' (junção das palavras 'Greece' e 'exit' em inglês) custaria muito caro à Europa, considera Trichet num artigo do jornal diário alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung.


11h12

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse esta sexta-feira que uma decisão "importante" sobre a Grécia será tomada no sábado, na reunião de crise dos ministros das Finanças da zona euro para analisar as novas propostas de Atenas.

"De uma maneira ou de outra, deveremos tomar amanhã [no sábado] uma decisão importante, vamos tomá-la com muito cuidado", disse Dijsselbloem, em Haia, aos jornalistas.


10h30
A UE, FMI, BCE e Zona Euro vão discutir a proposta grega ao início da tarde desta seta-feira.

09h53

Presidente francês considera as propostas gregas "sérias" e "credíveis".

07h55

O governo de Alexis Tsipras fez chegar esta quinta-feira a Bruxelas, quase duas horas antes da meia-noite, hora limite para o fazer, o esperado documento que detalha as reformas previstas para poder receber o terceiro resgate. Os detalhes não são conhecidos, mas pensa-se que entre reformas e cortes, a Grécia promete poupar quase 13 mil milhões de euros em três anos, em troca de um terceiro resgate num valor de cerca de 50 mil milhões.

04h58
As propostas gregas enviadas na quinta-feira à noite para os credores – Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional – preveem um aumento do IVA, bem como reformas nas pensões e na função pública.

O novo pacote de reformas, que poderá desbloquear um acordo e a evitar a saída do euro, propõe várias medidas que vão ao encontro das exigências dos credores, com o objetivo de aumentar as receitas públicas, em troca de ajuda financeira a três anos.

De acordo com o texto das propostas, a Grécia apoia uma solução "para ajustar" a sua enorme dívida pública, de 180% do PIB, bem como "um pacote de 35 milhões de euros" destinado ao crescimento.

01h15
O novo pacote de reformas proposto pela Grécia, que poderá desbloquear um acordo e a evitar a saída do euro, propõe várias medidas para aumentar receitas, sobretudo no IVA e pensões, ao encontro das exigências dos credores.

Esta proposta enviada às instituições europeias e ao Fundo Monetário Internacional, divulgada por vários meios de comunicação social internacionais, tem em vista conseguir um novo programa de resgate, desta vez a três anos, e será agora avaliada por Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, que submeterão de seguida a sua avaliação ao Eurogrupo, que preparará então a cimeira do euro agendada para domingo.

O domingo é apontado pelos dirigentes europeus como o dia de todas as decisões, e se não houver acordo nesse dia, a Europa poderá partir para o chamado 'Grexit', a saída da Grécia da zona euro, como já admitiram publicamente vários líderes, tendo mesmo o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, revelado que Bruxelas tem já "um plano detalhado" para esse cenário.

Eis as principais reformas propostas pelo Governo liderado por Alexis Tsipras:

Metas Fiscais
Atenas propõe-se adotar já este ano um orçamento que complemente o atual e definir uma estratégia a médio termo para 2016-2019.

Imposto sobre o Consumo (IVA)
Na reforma do IVA, uma das que causou mais diferendos entre Atenas e os credores nos últimos meses, o Governo propõe adotar legislação para reformar o sistema de IVA retroativamente a 01 de julho de 2015, com o objetivo de conseguir uma receita equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB).

Imposto sobre o lucro das empresas
É proposto aumentar a taxa de imposto sobre as empresas de 26% para 28%.

Pensões
A reforma do sistema de pensões representou em conjunto com o IVA o ponto de maior desacordo com os credores.

Defesa
Cortes nas despesas militares 100 milhões de euros já este ano e 200 milhões em 2016.

Privatizações
Terminar com o processo de venda dos aeroportos regionais.

Reformas da administração pública e da lei laboral
O Governo de Alexis Tsipras propõe dar impulso às medidas para reformas administração fiscal, com eventual redução de suplementos salariais, avaliação de funcionários, um regime de mobilidade de trabalhadores e mais inspeções e auditorias. Também o sistema fiscal será reforçado, dizem.

Dívida
A imprensa internacional refere que um documento anexo à proposta, apenas em grego, fala na necessidade de haver um compromisso para reestruturar a dívida após 2022.

00h12 - 10/07/2015 (Sexta-feira)
A proposta de reformas que o Governo grego entregou na quinta-feira ao Eurogrupo inclui um aumento da taxa do IVA na restauração de 13% para 23%, tal como aconteceu em Portugal em 2012.

17h13

A chanceler alemã, Angela Merkel, reiterou hoje a sua oposição a um corte "clássico" na dívida da Grécia, um dia depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter apelado a uma reestruturação da dívida daquele país. "Já disse que um corte ['haircut'] clássico da dívida está fora de questão para mim e isso não mudou entre ontem [na quarta-feira] e hoje", afirmou Angela Merkel aos jornalistas numa visita a Sarajevo, Bósnia.


09h01- 09/07/2015 (Quinta-feira)

O governo de Atenas entregou esta quarta-feira o pedido formal de um terceiro programa de resgate à Grécia para os próximos três anos, no mesmo dia em que o primeiro-ministro Alexis Tsipras foi a Estrasburgo denunciar o "garrote fiscal" imposto ao seu país.

17h19

O primeiro-ministro francês classificou hoje a carta enviada pelo Governo grego para pedir aos parceiros europeus um novo programa de ajuda financeira como "um avanço" que permite dialogar, sublinhando que Paris rejeita que Atenas saia do euro.

"Queremos que a Grécia continue na Europa, e a França fará tudo o que for possível para consegui-lo", sublinhou Manuel Valls num debate sobre a crise grega na Assembleia Nacional francesa.

15h28

Os bancos gregos vão permanecer encerrados até sexta-feira, mantendo-se o limite de levantamento diário de 60 euros, refere a agência de informação financeira Bloomberg, citando um porta-voz do Ministério das Finanças da Grécia.

De acordo com um decreto sobre o controlo de capitais publicado a 29 de junho, em Atenas, os bancos da Grécia iriam permanecer encerrados até segunda-feira, dia seguinte ao referendo, estando o levantamento de dinheiro limitado a 60 euros diários.


15h15
O Governo grego tem um prazo limite até à meia-noite de quinta-feira em Bruxelas (23h00 de Lisboa) para apresentar as suas propostas detalhadas de reformas, precisou esta quarta-feira a Comissão Europeia, que reiterou que domingo será mesmo o dia decisivo.

"Relativamente ao prazo limite para submeter propostas, o mesmo está claramente fixado à meia-noite de quinta-feira, de forma a que possam começar a ser avaliadas pelas três instituições (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) na sexta-feira de manhã", indicou hoje uma porta-voz do executivo comunitário.

14h24
A Grécia comprometeu-se a fazer reformas de impostos e das pensões "a partir da próxima semana" em troca de um empréstimo a três anos ao Mecanismo Europeu de Estabilização (MEE), indicou o novo ministro das Finanças grego.

Numa carta dirigida ao presidente do MEE e tornada pública, o ministro das Finanças grego, Euclides Tsakalotos, pediu formalmente um empréstimo a três anos comprometendo-se a adotar "um pacote de reformas e de medidas que devem garantir a estabilidade das finanças públicas (...)".

O ministro propõe "adotar imediatamente, a partir da próxima semana, medidas para reformar os setores dos impostos e das pensões". Atenas vai apresentar na quinta-feira, o mais tardar, uma ampla lista de reformas para serem adotadas nas áreas da "sustentabilidade fiscal, estabilidade financeira e crescimento económico a longo prazo".

13h42
O primeiro-ministro grego voltou esta quarta-feira a criticar a falta de democracia e transparência nas negociações com a 'troika', tendo o presidente da Comissão Europeia respondido que as conversas à porta fechada permitem a Alexis Tsipras faltar depois à verdade.

12h23
A Grécia vai emitir esta quarta-feira um decreto ministerial para aumentar o período de fecho dos bancos gregos, relatou à Reuters fonte do governo helénico.

12h34
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, adiantou esta quarta-feira através da rede social Twitter que a proposta que a Grécia vai apresentar brevemente aos credores inclui "uma solução para o problema da sustentabilidade da dívida".

O líder grego, que participa num debate no Parlamento Europeu sobre a questão da Grécia, destacou ainda que as propostas do executivo helénico para financiar as obrigações e restruturar a dívida da Grécia "não irão sobrecarregar os contribuintes europeus".

12h21
Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego, garantiu ao Parlamento Europeu que esta quinta-feira a Grécia vai apresentar propostas "muito específicas" aos parceiros europeus.

12h16
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse ao Parlamento Europeu que as reformas antecipadas na grécia têm de acabar. Durante o debate que decorre neste momento na instituição comunitária, Tsipras sublinhou que o tema em debate não é apenas a crise grega, mas também o futuro da Europa.

12h12
Grécia pede resgate por três anos ao Mecanismo Europeu de Estabilidade, avança o diário norte-americano Wall Street Journal. Atenas compromete-se a implementar reformas fiscais e nas pensões já na próxima semana, revela o jornal.

11h46
Foi cancelada a reunião por videoconferência dos ministros das Finanças da zona euro, que estava agendada para esta quarta-feira. 

11h33
A Grécia colocou esta quarta-feira 1625 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a seis meses à taxa de juro de 2,97%, valor que está em linha com os últimos leilões com características semelhantes.

A procura superou a oferta em 1,3 vezes, sendo que esta emissão servirá para refinanciar dívida vencida do Estado helénico, refere o Tesouro grego em comunicado.

Desde março, o Tesouro grego realizou cinco leilões de dívida com vencimento a seis meses. As taxas de juro médias e o rácio de cobertura destes leilões mantiveram-se estáveis em 2,97% e 1,3 vezes, respetivamente.

11h22

A Rússia não está numa posição de poder ajudar a Grécia a resolver a crise da dívida, disse esta quarta-feira Andrei Kostin, um responsável do segundo maior banco russo, VTB. 

"Este é um problema da Europa. A Europa criou o problema e agora tem de resolvê-lo sozinha", disse Kostin à margem de uma conferência dos BRICS na cidade russa de Ufa.


11h01
A Grécia enviou esta quarta-feira um pedido formal de empréstimo ao Mecanismo Europeu de Estabilidade, garantiu o porta-voz do fundo de resgate da zona euro.

Este pedido de resgate, que foi formalmente endereçado ao presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, vai ser esta quarta-feira analisado pelos ministros das Finanças da zona euro durante uma reunião por videoconferência.

10h10
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse esta quarta-feira, perante o Parlamento Europeu, que acredita que será possível alcançar, até ao final da semana, um acordo justo com os parceiros europeus, que não reedite "os erros do passado".

No entanto, salientou, as soluções a serem encontradas devem ser "socialmente justas e economicamente sustentáveis, sem repetir os erros do passado, que levaram a economia grega a um ciclo vicioso de recessão", pois esse é também o mandato que resultou do referendo do passado domingo, no qual o povo grego, sustentou, deu "uma resposta corajosa" (de "não" à última proposta das instituições), "apesar dos bancos fechados e das campanhas a aterrorizar". 


09h51
O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici, disse esta quarta-feira acreditar ser possível "alcançar uma solução para a Grécia" antes de domingo e sublinhou que "a História dirá" se o primeiro-ministro grego é "um bom negociador".

09h46
As principais bolsas europeias estavam esta quarta-feira em alta, indiferentes à falta de acordo entre a Grécia e os credores internacionais e ao afundamento das congéneres asiáticas.

Pelas 08h45 de Lisboa, o EuroStoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava a subir 0,64%, para 3.315,50 pontos. As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt estavam em alta, a avançarem 0,34%, 0,06% e 0,44%, respetivamente, bem como as de Madrid e de Milão, que estavam a subir 0,38% e 0,93%. Depois de ter aberto em baixa, a bolsa de Lisboa invertia a tendência e, por volta das 08h45, o principal índice, o PSI20, estava a valorizar-se 0,40%, para 5.267,39 pontos.

Depois de terem provocado fortes perdas nas bolsas de todo o mundo, a Grécia e a China continuam a ser as principais preocupações dos investidores.

09h33
Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego, exigiu esta quarta-feira um acordo com os países da zona euro durante uma sessão plenária do Parlamento Europeu, reunido em Estrasburgo, França. "Pedimos um acordo que nos dê um sinal de que vamos sair da crise e que nos mostre a luz ao fundo do túnel. Pedimos reformas credíveis e necessárias, pois temos de reconhecer que ao longo dos últimos quatro ou cinco anos as reformas se basearam apenas naquilo que os trabalhadores e pensionistas podiam pagar", explicou o primeiro-ministro grego. 

09h29
Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego, disse esta quarta-feira que a Grécia foi um "laboratório de austeridade" que não deu qualquer resultado que não fosse prolongar a crise do país. "Nos últimos quatro anos, o meu país foi transformado num laboratório de austeridade e todos temos de aceitar que as experiências não deram certo", disse o líder grego numa sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França.

09h18
Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, sublinhou esta quarta-feira no Parlamento Europeu que a solução para a crise grega passa por acelerar o processo de integração europeia. "A resposta à crise grega não pode ser outra que não seja aprofundar a união monetária e financeira", afirmou Juncker.

09h07
Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, disse esta quarta-feira no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França, que a zona euro está numa "corrida contra o tempo", uma vez que "só temos quatro dias para chegar a um acordo". O responsável europeu reforçou a ideia que o prazo de decisão acaba esta semana, que a culpa pela crise atual é de todos e que, no caso de não haver um acordo, todos perdem. 

08h28
A Grécia pode mergulhar no "caos" se não se chegar a um acordo em breve, afirmou esta quarta-feira o governador do Banco de França, Christian Noyer. "A economia grega está à beira da catástrofe. Um acordo tem absolutamente de ser encontrado no domingo, porque será demasiado tarde depois disso, e as consequências serão graves", disse à rádio francesa, acrescentando que "pode haver motins e caos no país". 

07h50
O comissário europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici, defendeu na quarta-feira que um acordo com a Grécia é "possível" e "necessário" mas depende da capacidade de Atenas de apresentar propostas de reforma credíveis aos credores.

"Até domingo, uma solução deve ser encontrada, acredito que pode ser (...) Sim, um acordo é possível, sim, é necessário", disse, em declarações ao canal de televisão francês France 2. "A bola está claramente no campo das autoridades gregas", acrescentou.


04h58 - 08/07/2015 (Quarta-feira)
A Cruz Vermelha alemã garantiu esta quarta-feira que está pronta para disponibilizar, com rapidez, ajuda médica e outros tipos de assistência humanitária à Grécia. "Estamos prontos em todos os aspetos", afirmou o porta-voz da Cruz Vermelha alemã, Dieter Schutz, numa entrevista ao jornal Leipziger Volkszeitung. "Os pensionistas, os pobres e os refugiados" têm sido os mais duramente atingidos, disse.

23h05
O primeiro-ministro grego manifestou-se esta terça-feira determinado em "prosseguir o esforço" para alcançar um acordo com os credores "que garanta uma saída da crise" e "acabe" com a perspetiva de um 'Grexit' (saída da zona euro).

As declarações de Alexis Tsipras foram feitas depois da reunião dos dirigentes da Zona Euro, que decorreu em Bruxelas. Os líderes europeus decidiram lançar "um procedimento rápido" com vista a alcançar este acordo, acrescentou Tsipras, garantindo que "todos" os seus parceiros compreendem que a situação "é um problema europeu que é necessário resolver".

22h56
O presidente da Comissão Europeia admitiu esta terça-feira que há um plano detalhado para uma eventual saída da Grécia da zona euro, enquanto o presidente do Conselho Europeu disse que Atenas tem apenas "cinco dias" para evitar um "cenário negro".

Em conferência de imprensa, após mais uma cimeira de emergência da zona euro, em Bruxelas, Jean-Claude Juncker admitiu pela primeira vez de modo aberto que há planos de contingência na Comissão Europeia para um cenário em que se concretiza a saída da Grécia da zona euro.

"A Comissão está preparada para tudo, temos um cenário de 'Grexit' preparado em detalhe", afirmou o líder do executivo comunitário.

22h41
A Grécia tem necessidade de um programa de assistência durante vários anos para evitar que saia da zona euro, disse esta terça-feira a chanceler alemã, depois de uma cimeira extraordinária em Bruxelas.

"Nós precisamos de um programa para vários anos, que vá bem além do que discutimos há 10 dias", afirmou Angela Merkel, que disse esperar "propostas de reformas muito detalhadas" das autoridades gregas "até quinta-feira". Por outro lado, a chefe do governo alemão adiantou que não vai haver qualquer perdão de dívida à Grécia, se bem que tenha admitido a abordar mais tarde a sustentabilidade da mesma, se a Grécia cumprir as suas obrigações.

22h27
A Grécia tem de apresentar uma proposta de reformas aos seus credores, "o mais tardar até quinta-feira", declarou esta terça-feira o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Após uma reunião dos líderes da zona euro, em Bruxelas, Tusk avisou que o executivo de Atenas terá de apresentar uma proposta aos credores, se pretender retomar as negociações sobre um plano de ajuda financeira.

"Nós acordamos a necessidade de estudar urgentemente se é possível alcançar as bases de um acordo", declarou Donald Tusk à saída de uma cimeira dos líderes da zona euro convocada de urgência após a vitória do "não" ao plano dos credores no referendo de domingo na Grécia.

22h03
O primeiro-ministro sublinhou esta terça-feira, em Bruxelas, a urgência de um acordo com Atenas, afirmando que se "até final da semana não for possível chegar a um entendimento", a Grécia e a zona euro "têm que se preparar para o pior".

Falando numa conferência de imprensa no final de uma cimeira da zona euro, Pedro Passos Coelho disse esperar "que haja desenvolvimentos positivos nos próximos dias", mas admitiu que se não for possível fechar um acordo até domingo, será necessário preparar outros cenários, embora referindo que hoje não foi discutida a saída da Grécia da zona euro.

21h56
O governo grego comprometeu-se esta terça-feira perante os seus parceiros a apresentar dentro de dois dias uma proposta de programa "convincente", anunciou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, no final de uma cimeira da zona euro, realizada hoje em Bruxelas.

Em conferência de imprensa, Passos Coelho indicou que o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, além de se ter comprometido a formalizar na quarta-feira um pedido de ajuda, também apresentará, até quinta-feira, as suas propostas de reformas para tentar convencer os parceiros europeus a concordar com um terceiro "resgate".

O primeiro-ministro observou que, face à situação de emergência a que a Grécia chegou, o novo programa de reformas terá que ser forçosamente "mais ambicioso" do que se exigia há alguns meses, da mesma forma que as necessidades financeiras associadas a um terceiro programa de assistência - que Passos Coelho frisou que terá que ser o último - são também maiores do que eram anteriormente.

21h24
Os 28 Estados que integram a União Europeia vão reunir-se no domingo numa cimeira "decisiva" para debater a crise na Grécia, anunciou esta terça-feira o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, após uma encontro de emergência dos líderes da zona euro.

"Eu espero e acredito que uma solução definitiva para a Grécia será possível no domingo", disse Renzi aos jornalistas. O líder do PS, António Costa, já tinha avançado a informação de que estava previsto para domingo um "novo Conselho Europeu" sobre a questão da Grécia.

19h59
A preocupação dos EUA com a situação na Grécia está a crescer, com telefonemas permanentes para os líderes europeus e gregos, perante as implicações geopolíticas da rutura das negociações e a eventual aproximação de Atenas a Moscovo ou Pequim.

O Presidente Barack Obama e o seu secretário do Tesouro, Jack Lew, admitiram estar a seguir "de perto" a evolução da crise, com numerosas chamadas telefónicas para líderes europeus, como a chanceler alemã, Angela Merkel, o chefe de Estado francês, François Hollande, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi ou o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

18h18
A Grécia propôs uma solução provisória para o mês de julho, enquanto não é atingido um acordo a longo prazo, revelou fonte oficial do governo grego à Agência Reuters.

17h00
Fonte do governo grego revelou que o foco de Atenas passa, neste momento, por atingir um acordo que devolva a liquidez ao sistema bancário da Grécia.

16h54
Segundo fonte do governo grego, Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, terá ligado a Alexis Tsipras para manifestar preocupação com a crise que afeta a Grécia.

16h50
O novo ministro das Finanças grego, Euclidis Tsakalotos, apresentou esta terça-feira, verbalmente, as novas propostas gregas na reunião do Eurogrupo. Alexis Tsipras, primeiro-ministro da Grécia, vai negociar com Merkel e Hollande antes da cimeira de líderes da União Europeia.

15h25
Terminou a reunião extraordinária dos ministros das Finanças da zona euro para discutir a situação grega. O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem irá fazer uma breve declaração à saída do encontro, que decorreu em Bruxelas.

15h05
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, vai discursar esta quarta-feira perante o Parlamento Europeu, numa última tentativa para conseguir um novo acordo de ajuda à Grécia, disse à Reuters fonte oficial do governo grego.

14h37
Grécia diz que deve apresentar uma nova proposta de ajuda financeira "talvez" na quarta-feira, segundo relatou fonte europeia à agência noticiosa Reuters. 

14h16
O governo de Atenas chegou à reunião do Eurogrupo "sem propostas". O novo ministro das Finanças da Grécia, Euclid Tsakaloto, não fez qualquer declarações à entrada para a reunião.

13h58
Os medicamentos estão a começar a faltar em Atenas, reporta o jornal francês Le Figaro.

13h39
Cimeira de líderes da zona euro foi adiada para as 17h30 de Lisboa, devido ao atraso com que começou a reunião extraordinária do Eurogrupo (com início marcado para as 12h00, em Lisboa, apenas teve início às 12h39).

13h13
O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, disse esta terça-feira que sem um programa de reformas não é possível "ajudar a Grécia" dentro da zona euro.

"Não há espaço para ajudar a Grécia sem um programa", afirmou o responsável pelo tesouro alemão, à entrada para a reunião dos ministros das Finanças da zona euro, em Bruxelas.


12h39
Começou a reunião extraordinária do Eurogrupo para discutir a crise grega, 39 minutos depois da hora marcada. Esta reunião dos ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) antecede uma cimeira da zona euro, que tem início às 18h00 locais (17h00 de Lisboa).

Esta cimeira foi pedida pelos chefes de estado de Berlim e de Paris, na sequência da vitória clara do "não" na consulta popular que o Governo grego decidiu realizar. O presidente do Conselho Europeu acedeu ao pedido de alemães e franceses e convocou a cimeira para esta terça-feira.

12h34
O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse esta terça-feira que espera ouvir "propostas credíveis" por parte do novo ministro das Finanças grego, Euclides Tsakalotos, na reunião onde se vai discutir o caminho a seguir relativamente à Grécia.

"Esperamos novas propostas do Governo grego", disse Dijsselbloem, sublinhando que estas devem ser "credíveis". "Esperamos que as propostas sejam credíveis, para bem da zona euro e da Grécia", afirmou.


12h21
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, pediu 7 mil milhões de euros nas próximas 48 horas para fazer face à situação de emergência no país, avançou a agência noticiosa italiana Ansa, que cita fontes europeias.

11h11
O povo francês é maioritariamente a favor da saída da Grécia da zona euro, após os resultados do referendo grego de domingo passado, revela uma sondagem publicada esta terça-feira pelo jornal "Le Parisien".

A sondagem, realizada pelo Instituto Odoxa, indica que, após os gregos terem dito 'Não' às propostas dos credores e à austeridade, os franceses alteraram a sua opinião quanto à saída da Grécia da zona euro.

Os resultados mostram que 50% dos inquiridos são a favor de que a Grécia abandone o euro, contra 49% que defendem a sua continuação na moeda única. Estas percentagens contrastam com os resultados obtidos num outro inquérito, realizado a 7 de junho passado, onde a maioria dos inquiridos, 57%, era favorável da continuação da Grécia na zona euro, em contraste com os 39% que apoiaram a sua exclusão.

09h59
O presidente do parlamento europeu, Martin Schulz, disse esta terça-feira que é a favor da permanência da Grécia na zona euro, após ter dito no passado domingo que o país poderia ter de introduzir uma nova moeda em circulação.

"Sou a favor da permanência da Grécia na zona euro," disse Martin Schulz numa conferência de imprensa em Estrasburgo, França. "As pessoas que querem dividir a zona euro estão erradas", disse o responsável europeu. "Pessoalmente penso que a 'Grexit' não pode ser o nosso objetivo."

09h09
A bolsa grega vai manter-se fechada até quarta-feira, disse a Comissão de Mercados Capitais da Grécia. Esta medida está em linha com o prolongamento do fecho dos bancos até amanhã, enquanto a Grécia tenta evitar a bancarrota e permanecer na zona euro.

08h58
A crise na Grécia não se deve aos "vilões alemães" mais sim aos dirigentes gregos dos últimos 15 ou 20 anos, estimou esta terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Paolo Gentiloni.


08h36
O presidente da Comissão Europeia disse esta terça-feira, em Estrasburgo, França, que continua convicto de que se deve evitar uma saída da Grécia da zona euro e garantiu que vai continuar a trabalhar para que seja alcançado um acordo.

07h35
A França não pode correr o risco de a Grécia deixar a zona euro, o que teria um efeito global, afirmou esta terça-feira o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, acrescentando que há base para negociação com Atenas.

03h07 - 07/07/2015 (Terça-feira)
A Casa Branca instou a Grécia e os líderes europeus a encontrarem um compromisso para manterem o país na zona euro, após a vitória do "Não" no referendo de domingo.

"O referendo acabou, mas a nossa posição aqui na Casa Branca mantém-se", disse o porta-voz John Earnest.
A União Europeia e os dirigentes gregos precisam de "acordar um pacote de financiamento e de reformas que permita à Grécia continuar no caminho em direção à sustentabilidade da dívida mas também do crescimento económico", afirmou Earnest.

22h17
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, manteve esta segunda-feira conversas telefónicas com o presidente do Banco Central Europeu e com a diretora-geral do FMI sobre a liquidez da banca helénica e o reinício das negociações com os países do euro.

21h02
O chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, mostrou-se esta segunda-feira favorável a uma ajuda europeia à Grécia, mas "com responsabilidade" e reformas por parte do executivo de Atenas, no dia seguinte à vitória do "Não" no referendo.
"O que interessa é que a Grécia saiba que nós estamos dispostos a ajudá-la (...) mas em troca é preciso que o país faça as reformas necessárias ao crescimento e à criação de emprego. Solidariedade, sim, mas ela deve ser acompanhada de responsabilidade", disse o primeiro-ministro conservador espanhol.


20h15
O antigo presidente francês Valery Giscard d'Estaing, um arquiteto da entrada da Grécia na União Europeia em 1981, disse esta sehunda-feira que o país deve ser suspenso do euro.
"É necessário colocar a Grécia fora do euro", defendeu hoje Valery Giscard d'Estaing numa entrevista à revista francesa L'Express, considerando que os gregos "abandonaram a união económica, e assim, indiretamente, a união monetária".


20h05
O antigo presidente francês Valery Giscard d'Estaing, um arquiteto da entrada da Grécia na União Europeia em 1981, disse esta segunda-feira que o país deve ser suspenso do euro.
"É necessário colocar a Grécia fora do euro", defendeu hoje Valery Giscard d'Estaing numa entrevista à revista francesa L'Express, considerando que os gregos "abandonaram a união económica, e assim, indiretamente, a união monetária".

19h57
O ministro da Economia britânico, George Osborne, declarou esta segunda-feira que "estão a diminuir rapidamente" as perspetivas de "um desenlace feliz" para a crise grega e instou as partes nas negociações a encontrar "uma solução sustentável".
"Até ao último momento, instamos os líderes do Eurogrupo e a Grécia a encontrarem uma solução sustentável", afirmou o ministro na Câmara dos Comuns, depois de admitir que "não há uma saída fácil".

19h33
O secretário-geral do PS acusou hoje o vice-primeiro-ministro de "brincar às provocações" ao procurar associar os socialistas portugueses ao Governo grego do Syriza, contrapondo que o atual momento "é sério" em Portugal e "não é para brincadeiras".

19h20
O presidente francês, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, afirmaram esta segunda-feira que "a porta mantém-se aberta às discussões" com Atenas, após o 'Não' no referendo, mas exigem a Alexis Tsipras "propostas sérias" que ponham termo à crise.
"A porta mantém-se aberta às discussões [...] Cabe ao governo [grego] fazer propostas sérias e credíveis", afirmou Hollande em conferência de imprensa, após um encontro com Merkel, no palácio do Eliseu, em Paris.

18h59

Casa Branca exortou esta segunda-feira os dirigentes da União Europeia e os da Grécia a tentarem encontrar um compromisso para permitir a Atenas permanecer na Zona Euro, um dia após a vitória do 'não' à austeridade no referendo grego.
"O referendo terminou, mas a nossa opinião continua a mesma", disse Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca, considerado que é do interesse das duas partes encontrar uma solução "que permita à Grécia continuar na Zona Euro".

18h20

Euclid Tsakalotos já tomou posse como ministro das Finanças grego.

17h42
Os bancos gregos vão permanecer encerrados até quarta-feira, mantendo-se o limite de levantamento diário de 60 euros por indivíduo, refere a agência de notícias grega, citando fonte oficial.

17h37

O ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional defendeu esta segunda-feira que a União Europeia e a Grécia deverão negociar um novo acordo para o pagamento da dívida externa, sob pena de penalizar outros Estados-membros.

"É muito importante que se consiga um acordo, mas é claro que esse acordo não vai permitir, devido ao agravamento da situação, melhorar drasticamente como gostaríamos a situação que o povo grego enfrenta", disse à agência Lusa Miguel Poiares Maduro, acrescentando que o acordo tem de ser "sério e que permita a médio e a longo prazo resolver de forma sustentável os problemas da Grécia".


17h02

O ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, defendeu esta segunda-feira que os líderes do Eurogrupo que se reúnem na terça-feira numa cimeira de emergência devem discutir o envio de ajuda humanitária à Grécia.
"Temos agora de responder muito rapidamente às necessidades, as pessoas lá precisam de ajuda e nós não devemos negá-la só porque não estamos satisfeitos com o resultado do referendo".

16h34
Fonte da presidência grega avança à Reuters que Euclid Tsakalotos vai tomar posse como ministro das Finanças grego ainda durante esta segunda-feira. O antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros helénico substitui no cargo o ministrio demissionário Yanis Varoufakis.

16h22
O governo grego planeia estender o fecho dos bancos para além desta segunda-feira, pelo menos "por mais alguns dias", garantiram quatro fontes bancárias gregas. "O feriado bancário será prorrogado, até sexta-feira ou até à próxima segunda-feira," disse um banqueiro à agência Reuters.

Na semana passada, a Grécia emitiu um decreto impondo controles de capital e ordenou aos bancos que encerrassem, após o Banco Central Europeu ter decidido não aumentar o apoio financeiro de emergência aos bancos helénicos. O decreto expira esta segunda-feira e está previsto que o governo grego emita um novo decreto para o substituir.

15h58
Dirigentes dos principais partidos gregos decidiram esta segunda-feira elaborar "um texto conjunto" de apoio às negociações entre o Governo e os credores do país para um acordo ao nível europeu, anunciou o ministro da Defesa, Panos Kammenos.

15h43
O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou esta segunda-feira que está a acompanhar "de perto" a situação na Grécia e que está "pronto para ajudar o país, se assim for pedido", segundo uma declaração da diretora-geral da instituição.

15h29
O primeiro-ministro de Portugal considerou esta segunda-feira que "a integridade do euro" não está em causa, depois da vitória do "não" no referendo de domingo, na Grécia.

15h05
O canal televisivo grego SKY TV avança que Euclid Tsakalotos é o homem escolhido para substituir o ministro demissionário Yanis Varoufakis. Segundo esta estação helénica Tsakalotos vai ser o novo ministro das Finanças grego.

15h00
Os mercados norte-americanos seguiam esta segunda-feira a negociar em terreno negativo, depois da vitória do 'Não' no referendo grego, que obriga a reiniciar as negociações, nas quais já não participará o ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, que se demitiu. Pelas 14h50 [hora de Lisboa], o índice Dow Jones industrial seguia a recuar 0,59% para 17.625,76 pontos, ao passo que o tecnológico Nasdaq cedia 0,46% para 4.986,14 pontos. Também pela mesma hora o índice alargado Standard & Poor's 500 perdia 0,64% para 2.063,60 pontos.

14h54
O vice-primeiro-ministro e presidente do CDS-PP defendeu esta segunda-feira que o Governo moveu-se pelo "interesse nacional" ao distanciar-se da Grécia, ao contrário de António Costa que teria deitado "fora os esforços dos portugueses" por "solidariedade ideológica".

13h46
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, falou durante a manhã desta segunda-feira ao telefone com a chanceler alemã, Angela Merkel, e concordou em apresentar uma proposta grega na Cimeira de líderes da Zona Euro, que se realiza na terça-feira, contou fonte do governo grego.

Esta fonte, que falou na condição de anonimato, não avançou mais pormenores sobre a chamada telefónica entre os dois chefes de Estado, que teve lugar um dia após os gregos terem rejeitado em referendo os termos do última proposta de resgate internacional, avançou a agência Reuters.

13h22
O candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa considera que a vitória do "não" no referendo grego representa "um gesto de liberdade que abre novas possibilidades de entendimento", salientando que "sem a Grécia não há Europa".

13h07
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu esta segunda-feira que o Governo devia "aprender a lição" do povo grego ao recusar o acordo imposto pelos credores internacionais, mas não acredita numa alteração da posição portuguesa.

12h45
A Comissão Europeia defendeu esta segunda-feira que a "estabilidade da zona euro não está em questão" e que existem atualmente as "ferramentas necessárias" para prevenir que a instabilidade financeira se propague a outros Estados-membros do euro, como Portugal.

12h27
O secretário-geral do PS, António Costa, considerou esta segunda-feira inaceitável se a decisão grega em referendo conduzir à exclusão do país do euro, exigindo que o Governo português defenda a integridade irreversível da moeda única e nova abordagem da crise financeira.

12h09
O vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo euro, Valdis Dombrovskis, salientou em Bruxelas que o executivo comunitário necessita de um mandato do Eurogrupo para negociar com o Governo grego um novo programa de ajuda.

Numa conferência de imprensa na sede do executivo comunitário, Dombrovskis sustentou que, tal como dissera anteriormente o presidente Jean-Claude Juncker, a vitória do 'Não' no referendo de domingo dificulta as negociações e "torna mais difícil uma solução", mas garantiu que a Comissão continua empenhada em facilitar um compromisso e disponível para trabalhar com as autoridades gregas, pois "o lugar da Grécia é na zona euro".

11h49
O partido espanhol Podemos - aliado político do grego Syriza - apelou esta segunda-feira às instituições europeias e ao governo espanhol para que reconheçam o "Não" do povo grego no referendo de domingo e retomem as negociações "sem condições prévias".

Em comunicado, o partido de Pablo Iglesias felicitou o governo grego de Alexis Tsipras pelo resultado do referendo sobre as medidas propostas pelos credores para um resgate da Grécia, afirmando que a votação decorreu com "absoluta exemplaridade".

11h39
O governo alemão considerou esta segunda-feira que as "condições para as negociações sobre um novo programa de ajuda" não estão reunidas, tendo em conta a "decisão de ontem [domingo] dos cidadãos gregos".

11h36
O ministro das Finanças polaco afirmou não estar surpreendido com o resultado do referendo grego, apenas mais uma etapa nas negociações, nas quais será decisiva a cimeira do Eurogrupo na terça-feira.

Mateusz Szczurek, que se vai reunir esta segunda-feira em Varsóvia, com os homólogos francês e alemão, destacou que a reação dos mercados ao "não" grego não foi tão significativa como alguns observadores previam. "Independentemente do que se verá nas próximas negociações, os gregos vão viver um período difícil", disse à rádio pública polaca.

11h33
O Eurogrupo espera que a Grécia apresente novas propostas aos credores internacionais, depois do referendo do domingo no país, em que venceu o 'Não'.

"Os ministros esperam novas propstas das autoridades gregas", segundo um comunicado do fórum dos ministros da Economia da zona euro, marcado para as as 13h00 (12h00 em Lisboa) de terça-feira, em Bruxelas.

11h16
O ministro espanhol da Economia afirmou esta segunda-feira que Espanha "está disponível para negociar um novo resgate para a Grécia", uma vez que todos os países da Zona Euro querem que o país continue na moeda única.

Luis de Guindos ressalvou, no entanto, que os problemas - e também as soluções - para a Grécia continuam a ser as mesmas que existiam há dois dias, antes do referendo de domingo. O ministro espanhol sublinhou, por isso mesmo, que as regras continuam a ser as mesmas de antes do referendo.

10h48
O Eurogrupo anunciou que se reúne na terça-feira às 13h00 em Bruxelas (12h00 de Lisboa) para analisar o resultado do referendo do domingo na Grécia, em que venceu o 'Não'.

À reunião dos ministros das Finanças da zona euro, que já não contará com a presença do ministro demissionário Yannis Varoufakis, antecede uma cimeira extraordinária dos países da moeda única, agendada para as 18h00 (17h00 em Lisboa).

10h40
O primeiro-ministro grego agradeceu ao ministro das Finanças demissionário, Yanis Varoufakis, o "incansável esforço" na defesa dos interesses da Grécia nas negociações com os parceiros da UE, disse o porta-voz do executivo, Gavriil Sakelaridis.

10h21
Alexis Tsipras está reunido com os líderes de seis partidos com assento parlamentar na Grécia. Apenas o partido neonazi - Aurora Dourada - não foi convocado para esta reunião.

A Associated Press avança que Tsipras está a divulgar a "estratégia negocial com os credores para um novo memorando", enquanto tenta recolher apoio por parte dos outros partidos.

10h01
Os juros da dívida de Portugal estavam hoje a subir em todos os prazos e a dois anos para máximos desde meados de novembro, alinhados com os da Itália e Espanha, depois da vitória do 'Não' na Grécia. 

09h42
A vitória do "não" no referendo grego, que recusa a implementação de novas medidas de austeridade propostas pelos credores internacionais, domina esta segunda-feira as primeiras páginas da imprensa alemã.

09h36
Os principais títulos da imprensa helénica centram-se esta segunda-feira quase em exclusivo na vitória convicta do 'Não', por 61,3%, no referendo de domingo sobre o acordo proposto pelos credores da Grécia.

09h33
Os responsáveis da Comissão Europeia, do Conselho Europeu, do Eurogrupo e do Banco Central Europeu (BCE) vão reunir-se, por teleconferência, para falar sobre a Grécia, anunciou o executivo comunitário.

Na reunião vão participar os presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, do Conselho Europeu, Donald Tusk, do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, e do BCE, Mario Draghi, adiantou.

Depois de conhecer o resultado do referendo grego - a vitória do "Não", com 61,3% dos votos -, Juncker afirmou que "toma nota" e respeita a decisão dos cidadãos gregos, acrescentando ter previsto realizar "consultas com os líderes democraticamente eleitos dos restantes 18 países da zona euro".

09h27
A imprensa europeia destacou esta segunda-feira a vitória do 'Não' no referendo grego, com os títulos dos principais jornais em Espanha, França, Irlanda e Reino Unido a deixarem antever uma possível saída do euro.

09h14
A China considerou "muito crítica" a questão da divida grega, mas manifestou-se confiante de que "a União Europeia pode resolver adequadamente os problemas da divida e ultrapassar as atuais dificuldades".

"Esperamos que a Grécia e os credores internacionais alcancem um acordo e que as negociações resultem", disse uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, num comentário acerca dos resultados do referendo de domingo na Grécia. A mesma fonte disse que a China deseja que a Grécia "continue na zona euro", acrescentou.

09h01
As principais bolsas europeias estavam esta segunda-feira em forte baixa, depois da contundente vitória do 'Não' no referendo grego, que obriga a reiniciar as negociações. Pelas 08h50 em Lisboa, o EuroStoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava a cair 1,50%, para 3.390,17 pontos. As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt estavam em forte baixa, a recuarem 0,67%, 1,37% e 1,10%, respetivamente, bem como as de Madrid e de Milão que estavam a cair 1,46% e 2,41%.

08h42
O ministro das Finanças francês advertiu o Banco Central Europeu contra a possibilidade de baixar o nível de financiamento de emergência para os bancos gregos, já que a liquidez é essencial para manter à tona a economia grega. O volume de financiamento disponibilizado pelo Banco Central Europeu através do mecanismo de empréstimos de emergência (ELA, Emergency Liquidity Assistance) "não pode ser reduzido", disse Michel Sapin.

07h57
O ministro das Finanças francês, Michel Sapin, afirmou esta segunda-feira que "cabe ao Governo grego apresentar propostas", após a vitória do 'Não' no referendo de domingo na Grécia. "O voto, só por si, não resolve nada", explicou o ministro, na primeira reação oficial francesa.

07h47
O euro subiu esta segunda-feira após a notícia da demissão do ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, um dos principais intervenientes nas negociações com os credores europeus.

A moeda única das 19 nações do Eurogrupo subiu para 1,1088 dólares, dos 1,1027 antes do anúncio, e depois de ter caído para 1,0963 dólares em Nova Iorque, no domingo, nas trocas eletrónicas que antecedem a abertura dos mercados asiáticos, após ser divulgada a vitória do 'Não' no referendo grego.

07h19
A bolsa de Tóquio encerrou a sessão desta segunda-feira com perdas de mais de 2%, depois do referendo em que os gregos rejeitaram as propostas dos credores internacionais, criando um clima de incerteza na Zona Euro.

06h56
O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, demitiu-se esta segunda-feira, depois do 'Não' ter vencido no referendo nacional, noticiam as agências internacionais.

06h25
O Reino Unido vai "fazer o que for necessário" para proteger a sua economia após a votação no referendo grego, disse esta segunda-feira o porta-voz do primeiro-ministro britânico, David Cameron.

"Este é um momento decisivo na crise económica na Grécia", afirmou um porta-voz de Downing Street. "Vamos continuar a fazer o que for necessário para proteger a nossa segurança económica neste período de incerteza. Já temos planos de contingência em curso e esta manhã o primeiro-ministro vai presidir a mais uma reunião para rever esses planos à luz dos resultados de domingo", acrescentou.

06h20
O Presidente boliviano Evo Morales felicitou os gregos pela vitória do 'Não' no referendo e afirmou que constituiu uma derrota para "o imperialismo europeu".

"Felicito o grande povo grego pelo triunfo do 'não-pagamento' da dívida, que constitui uma derrota infligida ao imperialismo europeu", declarou o Presidente da Bolívia, citado pela agência estatal ABI. O resultado do referendo "é o início da libertação do povo europeu", acrescentou Morales, exprimindo o seu "respeito e admiração pelo povo grego".

04h59
O governador do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, assegurou que as autoridades estão a vigiar de perto a situação na Europa após o referendo grego e que estão preparadas para enfrentar respostas voláteis dos mercados.

"O Banco do Japão, em estreita cooperação com as autoridades nacionais e estrangeiras pertinentes, continuará a vigiar atentamente a evolução dos mercados financeiros", concluiu.

04h55
Um jornal do Partido Comunista Chinês (PCC) afirmou esta segunda-feira que a União Europeia está confrontada com "um desafio sem precedentes" e "uma dolorosa escolha" após o referendo de domingo na Grécia.

"Para a União Europeia, o apaziguamento com a Grécia é encorajar a falta de cumprimento e a rebelião, que terá consequências negativas no futuro, mas expulsar a Grécia significaria um grave retrocesso, outro resultado que não pode permitir ", diz o Global Times, jornal de língua inglesa do grupo Diário do Povo, o órgão central do PCC.

03h12
A Presidente argentina, Cristina Fernández, celebrou o triunfo da "democracia e dignidade" no referendo celebrado na Grécia, e expressou a sua "solidariedade com o corajoso povo grego e o seu Governo".

"O povo grego disse 'Não' às impossíveis e humilhantes condições que pretendem impor-lhe para a restruturação da sua dívida externa", acrescentou.

02h37
As ações asiáticas e o euro caíram esta segunda-feira, depois de os eleitores gregos terem rejeitado as medidas de austeridade propostas pelos credores internacionais, alimentando receios de que o país vai sair da Zona Euro.

Na abertura, a bolsa de Tóquio caiu 1,61%, a de Seul desceu 1%, Sydney perdeu 1,56% e a da Nova Zelândia registava perdas de 0,50%.

02h13
O euro recuperou esta segunda-feira em relação ao dólar na Ásia, apesar de os gregos terem rejeitado, no domingo, por ampla maioria, as propostas dos credores internacionais, abrindo caminho à incerteza sobre a permanência da Grécia na zona euro.

A moeda corrente em 19 nações europeias estava a ser transacionada por 1,1025 dólares na abertura dos mercados asiáticos, recuperando um pouco em relação ao valor de 1,0963 assim que foram conhecidos os resultados do referendo grego. O euro valia 1,0987 em Nova Iorque no domingo à noite, 1,2% abaixo do valor registado na noite de sexta-feira

00h59 - 06/07/2015 (Segunda-feira)
O 'não' às propostas dos credores obteve 61,31% no referendo de domingo na Grécia, segundo números definitivos, divulgados este domingo pelo Ministério do Interior grego.

Com a totalidade dos votos contados, o 'sim' foi a escolha de 38,69% dos gregos enquanto 5,80% dos votos foram considerados brancos ou nulos. A abstenção foi de 37,5%, num universo de quase 10 milhões de eleitores, de acordo com os mesmos dados.

23h22
O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, anunciou hoje à noite que os ministros das Finanças da zona euro vão discutir na próxima terça-feira o resultado do referendo na Grécia, que classificou como "muito lamentável".

23h16
O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) apelou hoje ao governo grego e às instituições europeias para que "regressem imediatamente à mesa de negociações", com "responsabilidade" e sem "ultimatos, preconceitos ideológicos ou declarações para consumo interno".

23h11
O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, defendeu hoje que a União Europeia deve discutir urgentemente um programa de ajuda humanitária à Grécia, para evitar que os cidadãos paguem o preço da "situação dramática" a que o Governo levou o país.

22h50

O ministro da Defesa grego, Panos Kamenos, garantiu à CMTV que o Governo de Tsipras vai enviar um pedido ao Banco Central Europeu para reabrir os bancos gregos ainda esta noite ou na manhã de segunda-feira.

22h40
O presidente da Comissão Europeia está em consultas com os "outros" 18 líderes da zona euro e vai conferenciar na segunda-feira com os presidentes da cimeira da zona euro, Eurogrupo e Banco Central Europeu, anunciou hoje o executivo comunitário.

Num curto comunicado divulgado hoje ao final da noite, em Bruxelas, a Comissão Europeia indica que "toma nota e respeita o resultado do referendo na Grécia", que se saldou numa vitória do 'não' à proposta das instituições, e dá conta das "consultas" que Jean-Claude Juncker está a fazer e que vai prosseguir até terça-feira, não havendo qualquer referência a contactos com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

22h14
O presidente do Conselho Europeu anunciou hoje que convocou uma cimeira extraordinária dos chefes de Estado e de Governo na zona euro para a próxima terça-feira, em Bruxelas, para discutir o resultado do referendo na Grécia.

"Convoquei uma cimeira do euro para terça-feira às 18:00 (17:00 de Lisboa), para discutir a situação após o referendo na Grécia", que resultou numa vitória do 'não', anunciou Donald Tusk na sua conta na rede social twitter.

21h34

Tsipras dá conferência de impresa.

21h30

Merkel e Hollande requereram uma cimeira extraordinária do Eurogrupo na terça-feira. Donald Tusk confirma amanhã se a cimeira se vai realizar.

21h08

O líder da oposição grega, Antonis Samaras, demite-se

20h56

O vice-presidente do PSD Marco António Costa disse hoje que o resultado no referendo de Atenas, onde tudo aponta para uma vitória do "não", coloca nas mãos do governo helénico o "dever" de apresentar uma solução para o país. "A realidade torna-se muito simples: o referendo coloca agora nas mãos do governo grego a capacidade e o dever de apresentar uma solução para o impasse a que se chegou", declarou o social-democrata numa declaração sem direito a perguntas feita na sede do partido, na Lapa, em Lisboa.

20h54

O partido Livre/Tempo de Avançar saudou os gregos pela sua "coragem e dignidade", considerando que a vitória do 'não' no referendo de hoje reforça a posição do governo da Grécia.

20h51

O Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) saudou hoje a "coragem e dignidade do povo grego" no referendo, esperando que a União Europeia e o FMI compreendam que as políticas foram rejeitadas e que este resultado tenha consequências nas negociações.

20h45
O vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, afirmou hoje que o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, "cortou as últimas pontes" com a Europa e que lhe é "difícil imaginar" novas negociações com Atenas depois do referendo.

20h43

O euro desvalorizou hoje face ao dólar, horas depois de os primeiros resultados do referendo na Grécia apontarem para uma vitória do "não" às propostas dos credores internacionais.

20h35

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Paolo Gentiloni, comentou hoje a vitória do "não" no referendo na Grécia, afirmando que "é preciso recomeçar a procurar um acordo" para sair do "labirinto grego".

20h32

Varoufakis dá conferência de imprensa. O ministro das Finanças grego diz que o resultado do do referendo é um "grande sim para a democracia na Europa".

"A partir de amanhã [segunda-feira] vamos colaborar com o Banco Central Europeu, que manteve uma posição neutra na semana passada, e teremos uma atitude positiva para com a Comissão Europeia", disse Yanis Varoufakis em conferência de imprensa.

20h17
O eurodeputado do PCP João Ferreira considerou hoje que "o resultado do referendo na Grécia constitui uma importante derrota para a União Europeia e para o FMI", criticando a "inaceitável postura do Governo português e do Presidente da República".

20h15
A líder do partido socialista grego (PASOK), Fofi Gennimata, pediu hoje ao primeiro-ministro, Alexis Tsipras, que "cumpra o compromisso" e apresente ao país um "acordo sustentável" nas próximas 48 horas.

20h15

Tsipras falou ao telefone com François Hollande.

19h59
A Grécia, que votou maioritariamente contra as propostas dos credores internacionais no referendo de hoje, deu "um passo para a saída da zona euro", afirmou o vice-ministro da Economia russo, Alexei Likhachev.


19h55
O PS acusou hoje o Governo de tratar a crise na Grécia "como um assunto partidário", reclamando que, independentemente do resultado do referendo de hoje, seja recuperado o "interesse nacional" na procura de uma solução europeia.

19h37

A porta-voz do Bloco de Esquerda Catarina Martins considerou hoje que a Grécia deu uma "grande lição à Europa" com a vitória do "não" no referendo que decorreu este domingo, porque "escolheu a democracia à chantagem". "O povo grego deu uma grande lição à Europa mostrando que entre a democracia e a chantagem escolhe a democracia, provando que é possível vencer o medo mesmo quando o BCE (Banco Central Europeu) obrigou ao fecho da banca na Grécia", afirmou Catarina Martins, referindo-se aos primeiros resultados que dão a vitória ao "não" no referendo, mas ressalvando que ainda não são conhecidos resultados definitivos.

18h24

O porta-voz do governo grego, Gavrill Sakelaridis, afirmou hoje que o executivo espera retomar as negociações com os credores para chegar "imediatamente" a um acordo, depois de as primeiras sondagens apontarem para uma vitória do "não" no referendo. "As negociações que vão começar têm de ser concluídas imediatamente, inclusive no prazo das próximas 48 horas", disse Sakelaridis à cadeia de televisão privada ANT1.

18h08
O ministro de Estado grego, Nikos Pappas, afirmou hoje que o acordo com os credores será "melhor" se se confirmar a vitória do "não" no referendo e assegurou que os bancos vão ter liquidez. "O acordo será melhor se ganhar o 'não', será uma mensagem mundial", disse Pappas à televisão privada Alpha.

17h28
A chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, François Hollande, reúnem-se na segunda-feira à noite em Paris, no dia seguinte ao do referendo na Grécia, informou hoje o Eliseu.

17h10

As primeiras sondagens dão vitória ao 'não' no referendo.


Projeção da Reuters: 'Sim' com 48% e 'Não 'com 52%
Projeção Mega TV: 'Sim' com 48,5% e o 'Não' com 51,5%
Projeção Instituto Metron: 'Sim' com 46% e o 'Não' com 49%
Projeção Instituto GPO: 'Sim' com 46,5% a 50,5% e o 'Não' com 46% a 51%
Projeção Mark: 'Sim' com 45% a 50,5% e o 'Não' com 49% a 54%
Projeção MRB: 'Sim' com 46% a 51% e o 'Não' com 49% a 54%

Segundo a agência de notícias grega AMNA, a participação eleitoral foi de cerca de 65%, sensivelmente a mesma registada nas eleições legislativas de janeiro.

17h00

Encerraram as votações. Há mais de 40 anos que não se realizava um referendo n país. Resultados devem ser conhecidos ao início da noite.

14h13
O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, expressou este domingo o seu desejo de que a Grécia continue a ser membro da zona euro, dizendo estar convencido de que o futuro na região "não será fácil".

12h18
A Grécia quer chegar a um acordo de amnistia fiscal com a Suíça para os gregos que tenham dinheiro naquele país, o que poderia permitir a Atenas recuperar montantes especialmente necessários neste momento, de acordo com um semanário suíço.

11h59
O ministro das Finanças grego transmitiu este domingo uma mensagem europeísta ao afirmar que o referendo pode demonstrar que "a moeda única e a democracia são compatíveis entre si".

11h15
O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, afirmou este domingo que os europeus devem "começar a falar uns com os outros novamente", seja qual for o resultado do referendo na Grécia. "Quando se vê um pensionista a chorar frente a um banco", "percebe-se que um país tão importante para o mundo e com a sua cultura como é a Grécia, não pode acabar assim", disse Renzi ao jornal Il Messaggero.

10h10
Este domingo são chamados cerca de dez milhões de gregos a decidir sobre o futuro do país e, provavelmente, a permanência na zona euro.

O referendo, o primeiro desde 1974, serve para os gregos decidirem se aceitam o programa apresentado pelos credores internacionais (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) há mais de uma semana. Contudo, esse programa já não existe, dado que Atenas falhou o pagamento de 1,55 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) a meio da semana passada.

09h46
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou que o povo enviará este domingo, através do referendo que se realiza na Grécia, a importante mensagem de que têm "nas mãos as rédeas do seu destino". "Muitos podem ignorar a vontade do Governo. A vontade do povo não", disse Tsipras, depois de ter votado no bairro popular de Atenas de Kipseli.

09h39
Os partidos da oposição (Nova Democracia, de direita, o Pasok e o To Potami, ambos de centro-esquerda), que apostam num 'Sim' como forma de garantir a ajuda financeira que a Grécia desesperadamente precisa para manter o país a funcionar.

09h28
O executivo Syriza liderado por Alexis Tsipras, bem como a direita nacionalista ANEL e os neonazis do Aurora Dourada, defendem que a resposta à pergunta sobre se aceita o programa de ajuda externa que estava em cima da mesa deve ser o 'Não', argumentando que um novo mandato do povo grego dará mais força negocial a partir de segunda-feira, quando a 'troika' se sentar novamente à mesa com as autoridades gregas.

Do lado europeu, a interpretação é contrária: um 'Não' significa, na verdade, um não à zona euro e à Europa, dado que a Grécia não tem condições para continuar a usar a moeda única sem assistência financeira dos parceiros.

09h17
O Governo grego surpreendeu toda a gente na madrugada de 27 de junho, ao anunciar um referendo durante as negociações, e ficou assim arredado de receber, pelo menos para já, cerca de 12 mil milhões de euros que estavam a ser negociados com os parceiros europeus até novembro, e mais de 3,5 mil milhões de euros vindos do FMI.

09h09
O presidente da Grécia, Prokopis Pavlópoulos, pediu este domingo aos cidadãos para permanecerem "unidos" no "difícil caminho" que se avizinha, independentemente da opção que for escolhida no referendo sobre a proposta dos credores internacionais em troca do resgate.

08h49
Para que o resultado deste referendo seja considerado válido é exigida uma participação de pelo menos 40% do eleitorado. Os primeiros resultados devem ser conhecidos a partir das 21h00 (19h00 de Lisboa).

08h30
Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego, votou numa assembleia de voto de Atenas às 10h30, 08h30 em Lisboa. Este líder político que decretou a realização do referendo é também o maior defensor do voto no 'Não'.

08h00
Antigos primeiros-ministros gregos partidários do 'Sim' já votaram nesta manhã eleitoral na Grécia. Yorgos Papandreu, Kostas Karamanlis e Antonis Samaras estão contra a posição do novo primeiro-ministro Alexis Tsipras.

05h00 - 05/07/2015 (Domingo)
As urnas abriram este domingo na Grécia às 07h00 (05h00 em Lisboa) para o referendo, com cerca de dez milhões de gregos a serem chamados a decidir o futuro do país e, provavelmente, a permanência na zona euro.

(Gregos preparam-se para votar)

As mais 19 mil assembleias de voto fecham às 19h00 (17h00 em Lisboa), antecipando-se uma longa noite para os líderes europeus e para os principais atores financeiros.17h35

Parte da população grega está a contestar o trabalho dos media locais, que acusa de favorecer o ‘sim’ ao acordo com os credores no referendo de domingo na Grécia.

15h59
O presidente do Partido Socialista Europeu, Sergei Stanishev, pediu este domingo aos gregos que "não virem costas à Europa" quando votarem no referendo de domingo sobre as exigências dos credores internacionais. "No domingo, os gregos exercem o seu direito democrático. Espero sinceramente que ao fazê-lo não virem costas à Europa", afirmou Stanishev num comunicado.

"As imagens que temos visto da Grécia nos últimos dias são dolorosas para todos os europeus. As pessoas que vemos em filas durante horas são pensionistas europeus, pais e mães europeus", afirmou, assegurando que os "socialistas europeus" lutam "por eles e pela Grécia, cujo lugar é no coração da Europa", disse o responsável político.

14h47
O presidente do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), Klaus Regling, disse este sábado esperar "um resultado positivo" no referendo de domingo na Grécia porque o país deve continuar a aplicar as "reformas necessárias". "Há muita incerteza sobre o futuro da Grécia. Quero que a Grécia faça parte da zona euro e, por isso, espero um resultado positivo neste processo difícil", disse Regling numa entrevista ao diário grego Ekathimerini.

14h27
O secretário-geral do PS, António Costa, assumiu uma posição de "estrito respeito" pela soberania grega e escusou-se a comentar o referendo de domingo.

14h22
O presidente do Parlamento Europeu (PE), Martin Schulz, disse estar a avaliar a possibilidade de créditos de emergência para a Grécia para evitar uma crise humanitária, numa entrevista ao jornal Welt am Sonntag. Segundo Schulz, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, conduziu o país a um beco sem saída, "mas as pessoas não têm culpa disso". "Vamos ajudá-los. Não vamos deixar os gregos na miséria", disse.

11h00
A presidente da União Grega de Bancos, Luka Katseli, disse este sábado que há uma "alta probabilidade" dos bancos abrirem na terça-feira, ou o mais tardar na quarta-feira, ainda que seja sob controlo de capitais.

10h23
O referendo grego que chama às urnas os eleitores para decidirem se devem ou não ser implementadas as novas medidas propostas pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional domina este sábado as primeiras páginas da imprensa alemã.

09h57
O ministro austríaco das Finanças, Hans Jörg Schelling, confia numa "solução negociada" para a crise grega, embora acredite que uma saída do país do euro ('Grexit') seria "facilmente administrável" pela Europa. "Creio que vamos chegar a uma solução negociada", afirmou o ministro austríaco, uma das vozes mais críticas do Governo grego nas últimas semanas, numa entrevista publicada hoje no diário Die Presse.

09h20
O ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, disse numa entrevista ao jornal El Mundo, publicada este sábado, que aquilo que estão a fazer com a Grécia "tem um nome: terrorismo". Varoufakis afirma, na mesma entrevista, que se o 'sim' vencer no referendo de domingo, a democracia estará em perigo, pois o medo terá vencido.


08h15

Seja qual for o resultado do referendo deste domingo, o governo grego já deixou no ar as condições que quer para regressar à mesa das negociações: um corte de 30% na dívida e um período de carência de 20 anos para a poder pagar.

05h07 
O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, qualificou, esta sexta-feira, de "rumor malicioso" um artigo do Financial Times de que os gregos poderiam perder até 30% dos depósitos num eventual confisco para reforçar o sistema bancário.

O artigo do Financial Times sobre uma eventual operação do tipo "é um rumor malicioso que o chefe da associação dos bancos gregos desmentiu esta manhã", escreveu Varoufakis, na sua conta na rede social Twitter. O jornal, que cita banqueiros e empresários próximos das negociações não identificados, noticiou que os gregos com depósitos superiores a 8000 euros podem vir a sofrer um corte ['haircut'] idêntico ao experimentado pelos cipriotas em 2013 para estabilizar o setor financeiro.

04h00 - 04/07/2015 (Sábado)
O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, afirmou que o fracasso das negociações com o governo grego era "previsível" porque Atenas "não quer qualquer programa de reformas".

"Conhecendo os dados económicos e levando a sério as declarações de Alexis Tsipras antes e depois (da sua eleição no início do ano) então pudemos ficar a saber que o governo grego não quer qualquer programa de reformas", afirmou, em entrevista ao jornal alemão Bild, publicada este sábado. "É por isso que, desde o início, me mostrei extremamente cético relativamente ao resultado das discussões com o governo de Atenas", sublinhou o ministro das Finanças alemão.

21h10
Milhares de gregos estão reunidos na praça Syntagma, em Atenas, para defender o 'não' no referendo de domingo e escrever o futuro da Europa e da Grécia. "Estamos a escrever o futuro da Europa e da Grécia", referiu à agência Lusa um jovem, acompanhado pela namorada. No domingo, os eleitores gregos são chamados a decidir, em referendo, se aceitam ou não as novas medidas de austeridade propostas pelo Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu.

20h51
O presidente do Conselho Europeu defendeu esta sexta-feira que a União Europeia deve evitar "mensagens dramáticas" em caso de um 'não' grego no referendo de domingo, que não fechará a Atenas as portas nem da zona euro, nem das negociações.

Em entrevista à edição europeia do diário 'online' norte-americano Politico, Donald Tusk admitiu, contudo, que uma vitória do 'não' no referendo às propostas dos credores internacionais da Grécia "reduzirá evidentemente a margem de negociação" para a sobrevivência financeira do país.

20h36
A eurodeputada do Bloco de Esquerda, Marisa Matias, afirmou esta sexta-feira em Atenas que a Grécia está a dar uma lição à Europa e a trazer "de novo" a democracia para a "ditadura dos mercados financeiros".

"A Grécia está a dar de novo uma lição à Europa, uma lição, de democracia, uma lição de resistência", disse a eurodeputada portuguesa durante uma intervenção na manifestação a favor do "não" no referendo de domingo na Grécia. Marisa Matias falava para os cerca de 20 mil apoiantes do "não" que estão reunidos na praça Syntagma, em Atenas, onde também discursou o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

20h11

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou que o referendo de domingo é "uma celebração da democracia" e pediu aos gregos que enviem à Europa uma mensagem de "dignidade" e de "democracia".

18h33
Os bancos gregos têm liquidez suficiente até terça-feira, altura em que está prevista a reabertura da banca depois do referendo de domingo, disse hoje a associação de bancos da Grécia. Os bancos têm "suficiente liquidez até à reabertura prevista na terça-feira", quando o controlo financeiro imposto pelo Governo grego, na sequência do fim das negociações com os seus credores internacionais, for levantado, disse à associação.

18h10

Manifestação na Grécia marcada por confrontos.

17h38

O ex-primeiro-ministro e atual líder da oposição conservadora grega Antonis Samaras exortou hoje à votação no 'Sim' no referendo de domingo na Grécia, para evitar a saída do país do euro. "No domingo, votamos 'Sim' ou 'Não' ao euro, não votamos a favor de uma ou outra proposta", defendeu Samaras numa mensagem transmitida pela televisão. O ex-chefe do executivo grego sublinhou que o partido de esquerda no poder, o Syriza, "quis desde o início tirar o país do euro com o consentimento do povo".


17h30
O Tribunal Administrativo grego considera legal o referendo de domingo.

15h55
O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, negou hoje que as conversações com o Governo grego tenham sido retomadas e que um acordo entre as partes esteja próximo, desmentindo assim o ministro das Finanças da Grécia.

Numa entrevista à rádio irlandesa RTÉ, Yannis Varoufakis assegurou hoje que um acordo com os credores está "mesmo à mão" e que as negociações com as instituições europeias têm estado a desenrolar-se, apesar da anunciada suspensão das mesmas.

"Não foram enviadas novas propostas a Atenas, não estamos próximos de uma solução e não vamos falar com os gregos até que tenhamos um resultado do referendo", afirmou o presidente do Eurogrupo, que falava aos jornalistas em Haia, na Holanda.

O também ministro das Finanças holandês foi perentório a desmentir o homólogo grego: "A notícia de Varoufakis a dizer que existe uma nova proposta de Bruxelas e que estamos próximos de um acordo está completamente errada", afirmou, citado pela agência financeira Bloomberg.

15h54
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) advertiu hoje, em pleno debate sobre a dívida pública na Grécia, que quando este valor supera 70 por cento do PIB há impacto negativo nos países da zona euro. "Em grande parte devido ao crescimento económico lento, a dívida pública aumentou acentuadamente durante a recente crise, para chegar a 111% do Produto Interno Bruto (PIB), em média, nos países da OCDE, em 2013, o nível mais alto desde a Segunda Guerra Mundial", disse a economista-chefe da organização, Catherine Mann, durante a apresentação de um um relatório no Fórum Económico de Aix-en-Provence, no sul de França.

14h49
O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, disse esta sexta-feira que novas conversações com a Grécia sobre a dívida grega depois do referendo vão demorar ainda algum tempo até produzir resultados.

Numa entrevista ao jornal alemão 'Bild', Wolfgang Schäuble disse que essas conversações terão de acontecer "numa base totalmente nova e debaixo de condições económicas ainda mais difíceis".

"Vai demorar algum tempo", disse. Ao início da tarde, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou que deseja "um corte de 30% da dívida" da Grécia e um período de carência de 20 anos para assegurar "a viabilidade" da mesma.

14h48
O vice-presidente do BCE, Vítor Constâncio, disse esta sexta-feira que o resultado do referendo na Grécia é decisivo para um acordo com os credores e defendeu que a vitória do ‘não’ no referendo pode dificultar esse acordo.

"O referendo é relevante exclusivamente para a nossa análise e decisões, porque afeta as possibilidades de um acordo entre a Grécia e outros Estados membros em matéria de assistência financeira e ajustamento da economia grega", afirmou Vítor Constâncio num evento em Vilnius, na Lituânia, citado pela agência Bloomberg.

O vice-presidente do BCE acrescentou que, se o referendo resultar num 'não', então o acordo vai ser "mais difícil" de alcançar, o que terá "consequências" para a análise e decisões do BCE.

14h46
A presidência luxemburguesa da União Europeia, no segundo semestre de 2015, vai trabalhar no sentido de "manter a Grécia na zona euro e o Reino Unido no seio da União Europeia" , disse esta sexta-feira o primeiro-ministro do Luxemburgo.

Numa conferência de imprensa conjunta com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, no quadro da tradicional reunião de trabalho entre o executivo comunitário e o governo do país que assume a liderança rotativa do bloco europeu – o Luxemburgo sucedeu à Letónia a 01 de julho –, Xavier Bettel traçou as prioridades da presidência da UE, admitindo que é de esperar que a Grécia concentre as atenções da política europeia no futuro mais próximo.

Destacando a importância do referendo do próximo domingo, em que os gregos vão pronunciar-se sobre se aceitam ou não um acordo com os credores internacionais, e as suas "consequências", Bettel fez também referência a outra consulta popular que poderá mudar a UE, designadamente o referendo que o primeiro-ministro britânico David Cameron pretende realizar até 2017 sobre a permanência ou saída do Reino Unido da União.

14h43
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou esta sexta-feira que deseja "um corte de 30% da dívida" da Grécia e um período de carência de 20 anos para assegurar "a viabilidade" da mesma.

Tsipras também reiterou que o 'não' no referendo do próximo domingo "não é um 'não' à Europa", mas "à chantagem" para aceitar um acordo que não contenha uma solução sustentada para a dívida da Grécia.

O responsável grego fez estas declarações numa mensagem transmitida por um canal de televisão, na reta final da breve campanha para a consulta popular de domingo.

13h58
O parlamento aprovou esta sexta-feira um voto de solidariedade da maioria PSD/CDS-PP, e um outro do PS, para com os cidadãos gregos, no momento em que o país vive uma forte crise económica.

O texto do PSD e CDS-PP teve os votos favoráveis de ambos os partidos, a abstenção do PS e o voto contra das restantes forças políticas, ao passo que o documento socialista – "por uma solução negociada que reforce o projeto europeu, fortaleça o euro e reconheça as aspirações fundamentais do povo grego" – foi viabilizado com a abstenção da maioria e os votos contra de PCP, BE e "Os Verdes".

Votos de solidariedade para com o povo grego apresentados por PCP e BE foram, por seu turno, chumbados.

13h56
O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) da zona euro disse esta sexta-feira que a Grécia está oficialmente em incumprimento, mas a declaração não terá consequências imediatas.

O FEEF declarou, em comunicado, "um caso de incumprimento pela Grécia", mas adiantou que "foi decidido não pedir o reembolso imediato dos empréstimos nem recorrer ao direito a agir".

13h51
A crise grega divide as opiniões do homem da rua em Madrid entre os que defendem um perdão da dívida da Grécia e os que dizem "cumpram como todos os outros", mas o receio de contágio é transversal.

Álvaro tem 36 anos e gere um pequeno café gourmet perto do Parque do Retiro em Madrid. Entre as contas do dia – e as queixas sobre o que paga hoje em eletricidade e renda – encontra tempo para falar do tema que está em todas as capas de jornal, em todos os telejornais: a negociação grega quanto ao pacote de ajuda e uma eventual saída do euro.

"Não, não, não, não e não. Têm de pagar como todos nós. Não é lógico! Pedes dinheiro emprestado, aceitas as condições – e são condições melhores do que teve Espanha [Espanha não teve um resgate formal, mas sim uma ajuda à recapitalização dos bancos] – tens de pagar", resume Álvaro.

12h41
O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, assegurou esta sexta-feira que um acordo com os credores está "mesmo à mão" e que as negociações com as instituições europeias têm estado a desenrolar-se, apesar da anunciada suspensão das mesmas.

"Um acordo está em vista seja a resposta 'sim' ou 'não'" no referendo, declarou o ministro do partido de esquerda radical Syriza à rádio pública irlandesa RTÉ.

Os gregos deverão pronunciar-se no domingo sobre a última versão de uma proposta de acordo dos credores da Grécia, que prevê uma série de reformas e de medidas orçamentais em troca da continuação do apoio financeiro ao país.

12h29
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, advertiu esta sexta-feira que uma vitória do 'não' no referendo de domingo na Grécia vai "enfraquecer dramaticamente" a posição negocial grega, e, mesmo em caso de triunfo do 'sim', as negociações serão "difíceis".

"O programa expirou, não há negociações em curso. Se os gregos votarem 'não', terão feito tudo menos fortalecer a posição negocial grega. A posição negocial grega será dramaticamente enfraquecida com um voto no 'não'", declarou, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, no Luxemburgo.

Juncker acrescentou que, mesmo que vença o 'sim' (à proposta apresentada pelas instituições ao Governo grego), seguir-se-ão "negociações muito difíceis".

12h17
A central sindical do partido comunista organizou esta sexta-feira uma concentração em defesa dos pensionistas em Atenas, um dia após um comício do partido comunista na praça Syntagma.

O desfile, com poucas centenas de manifestantes, concentrou-se em frente da Federação das indústrias gregas, após percorrer algumas artérias da capital.

Perante os manifestantes com bandeiras da Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME), uma força policial fez um cordão frente à sede da federação, tendo-se registado uma pequena escaramuça entre a frente dos manifestantes e a polícia, mas sem consequências.

12h10
A probabilidade de contágio da crise grega aos países periféricos como Portugal e Espanha desceu de 40 para 30 por cento, segundo os analistas do banco UBS, citados pela agência financeira Bloomberg, mas os 'spreads' devem subir.

"A probabilidade de contágio passou de 40% para 30%, uma vez que os 'spreads' alargaram-se menos do que o esperado", escrevem os analistas Themos Fiotakis, Reinhard Cluse, Yianos Kontopoulos e Ramin Nakisa numa nota enviada aos clientes e divulgada pela agência financeira Bloomberg.

Os analistas afirmam, no entanto, que é provável que as taxas de juro exigidas pelos investidores para negociarem dívida pública destes países deva aumentar.

10h36
O grupo parlamentar do PCP apresentou esta sexta-feira um voto de solidariedade para com o povo grego na sessão plenária da Assembleia da República, o qual será debatido e votado no hemiciclo, previsivelmente durante a tarde.

O texto dos comunistas visa também "reclamar do Governo (português) uma postura consoante os princípios e valores da Constituição, de respeito pela independência nacional, igualdade entre estados, não ingerência em assuntos internos e cooperação como todos os povos para a emancipação e o progresso, reconhecendo o seu direito à autodeterminação".

O documento tem como objetivo "expressar solidariedade ao povo grego e afirmar o seu direito a optar soberanamente pelo caminho que defenda os seus interesses e concretize as legítimas aspirações a uma vida melhor, à sua dignidade e soberania, decidindo, sem quaisquer ingerências, o seu presente e o seu futuro".

09h56
A intervenção na quinta-feira do antigo primeiro-ministro conservador Costas Karamanlis, que quebrou um silêncio público de cinco anos, é o grande destaque dos jornais gregos desta sexta-feira que apoiam o ‘sim’ no referendo de domingo.

"Karamanlis: Escolhemos o SIM por razões nacionais. Vibrante intervenção do antigo primeiro-ministro", refere o diário conservador Kathimerini, numa alusão à intervenção do ex-líder da Nova Democracia (ND), afastado do poder em outubro de 2009 pelo Movimento Socialista Pan-Helénico (Pasok, então liderado por George Papandreou), no início da "crise da dívida" que continua a assolar a Grécia.

"A nossa posição no núcleo duro da Europa é uma questão de segurança nacional. Não significa saída da UE e aventureirismo", destaca por sua vez o periódico de centro-esquerda Ethnos, próximo do Pasok.

08h54
As principais bolsas europeias estavam esta sexta-feira com tendências diversas, à espera do referendo de domingo na Grécia, do qual pode depender a permanência do país na zona euro e o futuro da moeda única.

Cerca das 08h40 em Lisboa, o EuroStoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava a cair 0,08%, para 3.460,39 pontos.

As bolsas de Londres, Frankfurt e Madrid estavam em baixa, a recuarem 0,12%, 0,11% e 0,04%, respetivamente, enquanto as de Paris e de Milão estavam a subir 0,18% e 0,12%. Depois de ter aberto em alta ligeira, a bolsa de Lisboa invertia a tendência e cerca das 08h40, o principal índice, o PSI20, estava a desvalorizar 0,18%, para 5.607,34 pontos.

08h51
O vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, considerou esta sexta-feira que um ‘não’ no referendo grego de domingo não reforça o poder de negociação de Atenas junto dos seus credores, mas antes que o debilita.

"Seria errado supor que um 'não' reforçaria a posição de negociação grega. É o oposto", declarou, em entrevista ao jornal alemão Die Welt, avaliando a situação na Grécia como estando "significativamente pior do que na semana passada", antes de o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, interromper as negociações e anunciar a realização de um referendo.

Para Dombrovskis, "a questão do referendo não é nem fatual nem juridicamente correta" e, "não obstante, os gregos vão enviar no domingo um sinal político ao resto da Europa".

08h35
O ‘sim’ ganha ligeiramente frente ao ‘não’ na campanha do referendo que se realiza no domingo na Grécia sobre a proposta de acordo apresentada pelos credores de Atenas.

Segundo uma sondagem do instituto Alco para o jornal Ethnos, 44,8% dos gregos apoia o ‘sim’ e, portanto, a proposta de acordo apresentada pelos credores; contra 43,3% que o rejeitam.

A percentagem de indecisos, a dois dias do referendo, é de 11,8%. Trata-se da primeira vez que o ‘sim’ fica à frente numa sondagem publicada na Grécia.

07h55
O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez as contas às necessidades de financiamento da Grécia e concluiu que, no médio prazo, são necessários mais de 51,9 mil milhões de euros.

06h26
O principal tribunal administrativo da Grécia, o Conselho de Estado, vai pronunciar-se esta sexta-feira sobre a legalidade do referendo convocado pelo governo para domingo, segundo fonte judicial.

O pedido foi apresentado na quarta-feira por dois cidadãos, um deles um antigo juiz do Conselho de Estado, atualmente advogado, que alguns jornais gregos descrevem como próximo do partido Nova Democracia.

O partido, de centro-direita, é partidário do "sim" no referendo sobre as medidas de austeridade propostas pelos credores internacionais da Grécia a que o governo quer que os eleitores respondam "não".

00h53
O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, destacou na quinta-feira à noite que Portugal "é completamente diferente" da Grécia e condenou "o radicalismo" que põe em jogo a vida das pessoas "só por razões ideológicas".

O governante, que falava aos jornalistas na vila das Velas, na ilha de São Jorge, após uma cerimónia de homenagem ao congressista norte-americano descendente de açorianos Devin Nunes, considerado um dos políticos mais influentes dos Estados Unidos, afirmou que Portugal nada tem a ver com a situação que atualmente se vive na Grécia.

"Portugal é completamente diferente [da Grécia]. Portugal terminou o seu programa com a 'troika' no primeiro momento possível. Não pediu mais dinheiro, não pediu mais tempo, não teve programa cautelar, vai ficar com o défice abaixo dos 3% este ano, livre de sanções ou de ameaças", recordou Paulo Portas.

00h08
O ex-candidato presidencial Manuel Alegre considerou esta sexta-feira que a posição do Governo sobre a crise na Grécia é "uma vergonha", e criticou também o Presidente da República por "seguidismo" aos que mandam na Europa.

"O Governo e o Presidente da República substituem razão de Estado por seguidismo perante os que mandam na Europa", declarou Alegre, acrescentando, no caso do executivo de Passos Coelho, que este quer "ganhar as eleições [legislativas deste ano] apostando no medo do cenário grego". E acrescentou, numa conferência em Lisboa: "Não é esta a atitude que se espera de quem representa Portugal".

00h04 - 03/07/2015 (Sexta-feira)
O historiador e antigo dirigente do PSD Pacheco Pereira lançou na quinta-feira farpas aos "tecnocratas pedantes que detestam a democracia", elogiando a tenacidade do povo grego pela forma como tem lidado com a atual crise.

Os gregos, considerou, preferem "dignidade e patriotismo" a "andar de cabeça baixa, a abanar a alma aos poderosos".

"Não sei se isto é de direita ou esquerda. Sei que isto é certamente ser um bom grego. E esse é o exemplo que queremos para nós", vincou ainda Pacheco Pereira, que falava, em Lisboa, num debate centrado na crise europeia e na atual situação na Grécia, encontro tido poucos dias antes de um referendo no país sobre a aceitação, ou não, das propostas dos credores internacionais.

21h13 - 02/07/2015 (Quinta-feira)

O ex-presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, aconselhou esta quinta-feira os portugueses a olharem para a Grécia, sustentando que Portugal não está na mesma situação graças à determinação do Governo PSD/CDS-PP chefiado por Pedro Passos Coelho.

20h33

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou hoje que as negociações com os credores internacionais vão ser retomadas a seguir ao referendo e defendeu que uma vitória do 'não' não significa virar as costas à Europa.

"No dia seguinte ao referendo, retomaremos de imediato os nossos esforços para alcançar um acordo" com os credores internacionais, disse esta quinta-feira o chefe do Governo grego, numa entrevista à televisão grega ANT1 e que está a ser descrita em inglês na sua conta oficial no Twitter.

Alexis Tsipras continua a apelar ao voto no 'não' no referendo que no domingo vai perguntar aos gregos se aceitam -- ou não -- as propostas dos credores, mas defendeu que uma vitória do 'oxi' (não em grego) "não quer dizer não à Europa, mas exigir uma solução realista".

16h46
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, sublinhou hoje que o seu Governo não aceitará cortes na despesa da Defesa, num recuo em relação ao que já tinha aceitado nas negociações com os credores internacionais. "Nem eu, nem o ministro da Defesa vamos aceitar cortes [na Defesa], reduções que estão concebidas para criar novas desigualdades dentro da sociedade e, em particular, não aceitaremos reduções das retribuições do pessoal das Forças Armadas", declarou hoje Tsipras perante oficiais do exército.

13h48

O presidente do Eurogrupo, o holandês Jeroen Dijsselbloem, disse esta quinta-feira que a situação da crise grega "está a degradar-se" e arrisca-se a ser ainda mais difícil se os gregos votarem 'não' no referendo de domingo.

"A situação está a degradar-se devido ao comportamento do Governo grego", declarou Jeroen Dijsselbloem, ministro das Finanças da Holanda, durante um debate no Parlamento holandês.

Segundo o presidente do Eurogrupo, Atenas sugere aos seus cidadãos que um 'não' no referendo de domingo permitirá beneficiar de um pacote de reformas e medidas orçamentais menos duras. "Isto não é verdade", insistiu Dijsselbloem.

 

13h45

O ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, defendeu esta quinta-feira que Portugal tem tido uma posição de enorme solidariedade para com a Grécia e afirmou que o Governo português respeita e não interfere no referendo grego.

Em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, questionado sobre as críticas que têm sido feitas ao posicionamento do Governo português no quadro europeu, Luís Marques Guedes respondeu: "Essas acusações vêm sempre de dois sítios: ou do Syriza ou dos partidos portugueses pró-Syriza".

O ministro da Presidência defendeu que "Portugal tem tido uma posição de enorme solidariedade para com a Grécia - de resto, uma posição que tem sido totalmente concertada com os outros 18 países do euro", pelo que "essas acusações pura e simplesmente não correspondem à verdade".


11h51

A Comissão Europeia reiterou esta quinta-feira que não haverá mais conversações com Atenas até ao referendo de domingo, indicando que resta esperar pelo desfecho da consulta popular, pois "agora é o momento de o povo grego escolher o seu futuro".

"Não haverá mais conversações antes do referendo. Agora, vamos simplesmente esperar pelo resultado do referendo no domingo, e vamos ter em conta o desfecho do referendo. Agora é o momento de o povo grego escolher o seu futuro", declarou o porta-voz do executivo comunitário, Margaritis Schinas, na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia.

Escusando-se a comentar eventuais cenários em função do resultado do referendo, designadamente se a Comissão está disposta a retomar negociações com o Governo de Alexis Tsipras em caso de vitória do 'não' (à proposta das instituições) na consulta de domingo, o porta-voz respondeu a várias questões insistindo que o presidente da Comissão já expressou claramente o ponto de vista do executivo, remetendo para o discurso da passada segunda-feira de Jean-Claude Juncker.


09h02
O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, disse esta quinta-feira a uma rádio australiana que o seu governo poderá demitir-se no caso da vitória do "sim" no referendo do próximo domingo, mas que dialogará com os sucessores.

"Podemos demitir-nos, mas faremo-lo em espírito de cooperação com os que vierem", declarou Varoufakis, numa entrevista à rádio pública australiana ABC.

No referendo do próximo domingo, os gregos vão ser consultados sobre se aceitam ou não os termos propostos pelos credores (Fundo Monetário Internacional, União Europeia e Banco Central Europeu) para manter o financiamento ao país.

08h01

O encontro de quarta-feira do Eurogrupo, por videoconferência, sufragou a tese anteriormente defendida pela chanceler Angela Merkel: "Não haverá mais negociações sem se conhecer o resultado do referendo do próximo domingo." O pedido de um novo empréstimo, de 29 mil milhões de euros, para pagar as dívidas mais imediatas fica sem resposta. Assim como fica sem resposta a carta enviada pela Grécia a concordar com o plano dos credores... com alguns ajustes.

04h18
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, conversaram, esta quarta-feira, ao telefone sobre a crise da Grécia, concordando com a necessidade de "reformas" no país helénico.

03h32
A Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, comparou, esta quarta-feira, a crise na Grécia à que atingiu o seu país em 2001, destacando as "terríveis" consequências da aplicação de políticas de austeridade.

00h02 - 02/07/2015 (Quinta-feira)

A diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, disse na quarta-feira que as conversações entre a Grécia e os seus credores beneficiariam com "mais maturidade", numa entrevista à televisão norte-americana CNN.

22h44 - 01/07/2015 (Quarta-feira)
A agência de notação financeira Moody's cortou hoje a nota da dívida pública grega para Caa3, o que agravou o seu posicionamento em terreno especulativo. A redução da nota em um escalão foi justificada com o argumento de agora é menos provável que os credores oficiais apoiem o país, independentemente do que aconteça no referendo de domingo. Esta notação coloca o 'rating' da Grécia em apenas dois graus acima do estado de falência.

22h13
O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, disse-se hoje convencido de que pode ser rapidamente alcançado um acordo após o referendo que se realiza no domingo porque os credores da Grécia "estão prontos" para uma solução. "Na segunda-feira, os credores terão a mensagem do povo grego. Eles estão prontos para um acordo, mas queriam ouvir o povo", disse o ministro à televisão grega ERT. A Grécia, por seu lado, quer ter na "segunda-feira de manhã uma discussão substancial sobre uma solução viável", ou seja, que contemple as suas propostas sobre uma restruturação da dívida e sobre a retoma da economia, acrescentou.

15h46
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou esta quarta-feira que vai manter o referendo à proposta dos credores agendado para 5 de julho e reiterou o apelo ao não, garantindo que vai encontrar soluções após a consulta popular.

14h30
A chanceler alemã, Angela Merkel, advertiu esta quarta-feira que não se pode "começar a negociar" um novo programa de ajuda à Grécia antes da realização do referendo grego.

14h04
O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, criticou o executivo grego de Alexis Tsipras por "piorar dramaticamente" a situação do país. "Desde que chegou ao poder, o novo governo grego não fez mais do que renegar os anteriores compromissos de Atenas", referiu o alemão.

13h47
O papa Francisco pediu aos líderes europeus que tomem decisões responsáveis para resolver a crise grega, sublinhando que eles têm de manter a dignidade humana no centro do debate.

13h24
O Conselho da Europa diz que as condições de execução do referendo grego, que se realiza no próximo domingo, dia 5 de julho, ficam aquém dos padrões internacionais, avança a agencia noticiosa Associated Press.

12h12
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, escusou-se a fazer qualquer comentário à nova proposta apresentada às instituições pelo primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, relativamente à assistência financeira à Grécia. "Se tivesse a intenção de dar uma conferência de imprensa sobre a Grécia, teria convocado uma conferência de imprensa sobre a Grécia", limitou-se a dizer, quando questionado, durante uma conferência de imprensa conjunta com o antigo primeiro-ministro italiano e antigo comissário Mario Monti, sobre a mais recente iniciativa do governo grego, que se manifestou disposto a aceitar a proposta das instituições se forem introduzidas alterações.

Perante a insistência dos jornalistas, que perguntaram ao presidente do executivo comunitário se os esforços de Tsipras nas últimas horas podem ser suficientes para alcançar um acordo e começar a negociar um terceiro programa de ajuda antes do referendo de domingo próximo na Grécia, Juncker manteve-se cáustico. "Estou em contacto permanente com as autoridades gregas e outras", declarou simplesmente.

12h02
O não pagamento pela Grécia da dívida ao FMI constitui também um incumprimento perante alguns empréstimos do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), segundo um comunicado do próprio fundo de resgate da zona euro. "Para o FEEF, isto constitui um evento de incumprimento para certos créditos do FEEF", lê-se na nota de imprensa divulgada esta quarta-feira pela instituição liderada por Klaus Regling, após o não reembolso por Atenas de quase 1.600 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI), na terça-feira.


11h22
O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble disse esta quarta-feira que a carta de Alexis Tsipras não traz clareza à discussão e pede a Atenas para "clarificar as suas posições". "Antes de mais, a Grécia tem de ser clara sobre aquilo que quer", disse Schauble, adiantando ainda que nesta altura não "há qualquer base" para negociações sérias com Atenas.

11h00
Fonte oficial do Eurogrupo disse que a carta de Tsipras contém condições para aceitar o empréstimo europeu que alguns governos europeus terão dificuldade em aceitar. "Há muitas pontas soltas; a carta menciona, por exemplo, 'reforma do mercado laboral a partir do outono. É apenas uma frase, nada mais", referiu a fonte à agência noticiosa Reuters. "Não penso que o Eurogrupo acredite em promessas destas", concluiu.

10h55
As bolsas europeias estão a negociar com ganhos acentuados, animadas pela notícia de o Governo grego estar pronto a aceitar a última proposta dos credores. 

10h30
Alexis Tsipras vai aceitar a proposta dos credores que estava em cima da mesa no passado fim de semana, apenas com algumas pequenas correções, segundo uma carta que o primeiro-ministro grego enviou durante a noite de terça-feira ao presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, com conhecimento do presidente da Comissão, do comissário dos Assuntos Económicos e do diretor executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), avança o 'Finantial Times'.

Para aceitar esta proposta dos credores, Tsipras impôs algumas condições. O primeiro-ministro grego quer adiar o aumento da idade da reforma e exige que não se acabe totalmente com o subsídio para os pensionistas mais pobres em 2019. Para além disso, o líder grego aceita os aumentos do IVA, mas quer que este regime tenha uma excepção nas ilhas.

09h19
A reunião por teleconferência dos ministros das Finanças da zona euro, que deveria acontecer esta manhã, foi adiada para as 16h30 (hora de Lisboa). O anúncio do adiamento foi dado pelo chefe de gabinete do presidente do Eurogrupo através da rede social Twitter, tendo informado que o encontro acontece mais tarde por "pedido de vários ministros".

09h02
O ministro da Economia e das Finanças italiano, Pier Carlo Padoan disse esta quarta-feira que os ministros das Finanças da Eurozona estavam abertos para chegar a um entendimento com a Grécia em relação à dívida de Atenas. "Tanto pela minha parte, como por parte dos meus colegas Eurogroupo, há sempre abertura para um acordo", disse Padoan à rádio britânica BBC.

08h32 - 01/07/2015 (Quarta-feira)
O ministro das Finanças francês, Michel Sapin, afirmou esta quarta-feira que Paris vai tentar evitar a saída da Grécia do euro, incluindo no caso de vitória do "não" à proposta europeia, no referendo convocado para o próximo domingo.

Em entrevista à emissora francesa RTL, Michel Sapin insistiu que "o objetivo é alcançar um acordo antes do referendo, se possível", mas não para impedir que este se realize, dado que essa é uma decisão dos gregos.

"O papel da França é, até ao último momento, o de ver se é possível um acordo (...) para uma Grécia que recupere a estabilidade e a Europa a tranquilidade", assinalou o ministro que admitiu, de seguida, que consegui-lo "é horrivelmente complicado".

23h16 - 30/06/2015 (Terça-feira)
O Fundo Monetário Internacional anunciou que vai considerar a proposta grega de adiamento do prazo de pagamento, em tempo apropriado. O organismo confirmou ainda que a Grécia não fez o reembolso.

23h01
Terminou o prazo para a Grécia pagar 1544 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional.

22h02
O Fundo Monetário Internacional está reunido para discutir o pedido da Grécia de adiamento do prazo de reembolso, que termina daqui a menos de uma hora. 

21h24
A Grécia voltou a reforçar o pedido de adiamento do pagamento ao Fundo Monetário Internacional. O reembolso de 1544 milhões de euros vence ao fim do dia desta terça-feira, às 23h00 de Lisboa. A informação foi avançada pelo vice-primeiro-ministro grego, Yannis Dragasakis. Os gregos pretendem adiar o pagamento até novembro.

20h58
O Eurogrupo reúne na quarta-feira, a partir das 10h30, para debater a crise grega em videoconferência, anunciou o presidente do organismo, Jeroen Dijsselbloem. 

19h20

Foi um dia de muitas movimentações para resolver a crise da Grécia. Mas sem efeitos, para já: o Eurogrupo recusa a extensão do programa de ajuda financeira, por mais dois anos, conforme era vontade do governo de Atenas. E pede condições mais exigentes por parte do governo de Alexis Tsipras.

Apesar disso, da reunião extraordinária dos ministros das Finanças da zona euro, por teleconferência, que terminou pouco passava das 19h00 desta terça-feira, ficou a garantia de que vão continuar as negociações com vista a um possível terceiro resgate.

Alexis Tsipras, que é esperado ainda hoje em Bruxelas, tem prosseguido com consultas de última hora com vários líderes europeus para tentar desbloquear o impasse financeiro, num dia em que a Grécia devia pagar 1,6 mil milhões de euros ao FMI, algo que até agora não aconteceu.

Angela Merkel já fez saber que a Alemanha não volta às negociações com a Grécia antes do referendo no próximo domingo. O Eurogrupo já agendou para amanhã uma nova reunião para continuar a discutir a situação da Grécia. 


17h15
Um representante do Eurogrupo garantiu que é nula a possibilidade da organização libertar a verba necessária para a Grécia realizar o pagamento ao Fundo Monetário Internacial, cujo prazo termina esta terça-feira. Numa entrevista à agência Reuters, o representante assegurou que "de maneira nenhuma" os ministros da Zona Euro vão disponibilizar os fundos necessários.


17h08
O não pagamento pela Grécia dos empréstimos dos parceiros europeus custaria a cada português 106 euros, segundo as contas de Grégory Claeys, investigador do grupo Bruegel, um dos mais prestigiados de Bruxelas.

Calculando que a parcela emprestada por Portugal à Grécia são 1.102 milhões de euros e dividindo-a por mais de 10 milhões de habitantes, Grégory Claeys estima que um incumprimento helénico custaria a cada português cerca de 106 euros.

17h00
A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou esta terça-feira que a Alemanha não vai voltar a entrar em negociações com a Grécia antes do referendo convocado para este domingo, avançou fonte parlamentar.

"Antes do referendo, a Alemanha não pode negociar um novo pedido" de assistência, terá afirmado Merkel de acordo com fonte citada pela agência AFP.

16h16
O fórum de ministros das Finanças da zona euro vai realizar esta terça-feira uma teleconferência, às 18h00 de Lisboa, para discutir a nova proposta apresentada pelo governo grego relativamente à assistência financeira, anunciou o presidente do Eurogrupo.

15h50
A Grécia vai falhar o pagamento de 1,6 mil milhões de euros esta terça-feira, mas não é por isso que vai entrar em incumprimento ('default'), dizem as agências de 'rating'. As três maiores agências de notação financeira mundiais dizem que falhar o pagamento de 1,6 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional, cujo prazo termina esta noite, não constitui um 'default' porque esse termo, que é evitado a todo o custo em Washington, está reservado para o incumprimento nos pagamentos aos credores do setor privado.

15h41
O Governo da Grécia não assinará qualquer acordo caso o "sim" vença o referendo de domingo e respeitará a decisão popular, disse hoje à Lusa um ministro-adjunto do executivo de Atenas.
"Se os gregos votarem "sim" no referendo, mesmo que seja por medo, respeitaremos a sua decisão. Somos um Governo democrático e vamos respeitar a decisão popular. Mas não será o nosso Governo a assinar um acordo que não aceitamos", disse, em declarações à Lusa, Theodoros Dritsas, 68 anos, um dos fundadores do Syriza em 2004, eleito deputado pelo partido desde 2007 e atual ministro-adjunto para os Assuntos Marítimos.

15h12
O governo grego quer uma extensão do programa de resgate com a duração de dois anos que envolva a restruturação da dívida helénica. A nova proposta de Atenas quer apoio do Mecanismo de Europeu de Resgate e exclui a ajuda do Fundo Monetário Internacional.

13h51
A população grega já levantou, desde novembro de 2014, 47 mil milhões de euros dos bancos helénicos, segundo a cadeia noticiosa BBC. 

13h41
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, iniciou esta terça-feira uma série de consultas de última hora com alguns líderes europeus e da Comissão Europeia (CE) na procura de uma solução para o bloqueio das negociações.

13h31
O acordo entre a Grécia e a Comissão Europeia pode estar iminente. O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, pode já ter aceite a proposta endereçada ao governo helénico por parte de Jean-Claude Juncker, avança esta terça-feira o jornal britânico The Guardian. O primeiro-ministro grego vai viajar ao final da tarde para Bruxelas, aparentemente para ultimar os detalhes do acordo.  

12h27
O economista francês Thomas Piketty, autor do ensaio "O Capital no século XXI", considerou que expulsar a Grécia do euro é "abrir a caixa de Pandora" e defendeu a imediata reestruturação da dívida grega. "Os aprendizes de feiticeiro que imaginam que expulsando um membro estão a disciplinar os demais são extremamente perigosos", assinalou o especialista em desigualdade económica, em declarações à estação de televisão BFM.

11h47
O Governo grego ainda não respondeu à última oferta apresentada pelo presidente da Comissão Europeia no sentido de se alcançar um "acordo de última hora" sobre a assistência financeira à Grécia, indicou hoje um porta-voz da Comissão Europeia.

11h31
A ministra-adjunta das Finanças da Grécia, Nadia Valavani, afirmou em declarações à televisão pública helénica que o pagamento ainda seria possível se a Grécia conseguisse os 1800 milhões de euros dos rendimentos dos títulos de dívida gregos de 2014, que estão nas mãos do Banco Central Europeu (BCE). Valavani insistiu que para fazer o reembolso não seria necessário um novo acordo com as instituições (Comissão Europeia, BCE e FMI) porque faz parte do programa de resgate vigente.

11h04
Fonte do Governo grego diz que Atenas está a reconsiderar a proposta de Jean-Claude Juncker, noticia o jornal diário grego 'Kathimerini'.

10h48
Alexis Tsipras, o primeiro-ministro grego, não aceitou o acordo de última hora de Juncker. O presidente da Comissão Europeia queria que o primeiro-ministro grego fizesse uma campanha pelo "sim" no referendo, mas Tsipras recusou.

10h24
O Banco Central Europeu não exclui a saída da Grécia da zona euro e insiste que se ocorrer será da responsabilidade do Governo grego, que decidiu pôr fim às negociações, afirmou Benoît Coueuré, membro do conselho do BCE. "A saída da Grécia da zona euro, que era uma hipótese teórica, já não pode infelizmente ser excluída", sublinhou numa entrevista publicada esta terça-feira pelo diário económico francês Le Echos.

09h40
O presidente da Comissão Europeia propôs ao primeiro-ministro grego um acordo de última hora, em que os credores aceitariam "fechar" se Atenas se comprometer, esta terça-feira, a aceitar a última proposta e fazer campanha pelo "sim" no referendo.

09h21
Os juros da dívida de Portugal estavam esta terça-feira a subir a dois, cinco e dez anos, alinhados com os da Irlanda, Itália e Espanha, fortemente pressionados pela crise na Grécia.

Os juros da Grécia a dois e dez anos estavam esta terça-feira, cerca das 09h10 em Lisboa, a subir para 38,699% e 15,298%, respetivamente.

Hoje, cerca das 09h10 em Lisboa, os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a subir para 3,116%, contra 3,083% na segunda-feira e depois de terem subido até aos 3,253% a 15 de junho, um máximo desde meados de outubro. O atual mínimo de sempre é de 1,560% e foi registado a 13 de março passado.

06h02
O prazo para a Grécia reembolsar o Fundo Monetário Internacional (FMI) em quase 1.600 milhões de euros termina esta terça-feira e o Governo de Atenas já anunciou que não o vai fazer, entrando por isso em incumprimento.

03h04
A Grécia não descarta a possibilidade de recorrer à justiça para impedir a sua saída da zona euro no caso de um acordo fracassar, noticiou, esta segunda-feira, o jornal Daily Telegraph, citando o ministro das Finanças.

01h00
1,8 milhões de Portugal ardem na Grécia. Bolsa nacional foi a mais penalizada da Europa.

00h58
A antiga conselheira do Fundo Monetário Internacional (FMI) Estela Barbot considerou ser ainda possível que a Grécia e os seus credores alcancem um entendimento que permita ao país helénico permanecer na zona euro.

"Eu não vou preconizar nenhuma solução e todos temos que esperar que se consiga ultrapassar os diferendos que neste momento estão em cima da mesa", afirmou na segunda-feira à noite aos jornalistas a responsável.

"Obviamente que não acho que seja bom para ninguém, nem para a Europa, nem para o povo grego, neste momento haver uma saída do euro que ainda por cima nem está prevista no tratado", realçou.


00h10 - 30/06/2015 (Terça-feira)
O antigo primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão considerou que, apesar de ser generalizada a vontade de que a Grécia permaneça na zona euro, chega um momento em que há limites, e a Europa não pode permanecer no atual impasse. 

23h09 - 29/06/2015 (Segunda-feira)
A agência de notação financeira Fitch cortou esta segunda-feira a sua nota dos quatro principais bancos gregos para "incumprimento restrito", depois de o governo ter ordenado o seu encerramento por uma semana e estabelecido controlo de capitais.
O incumprimento restrito, no jargão desta agência de rating, significa que uma entidade passou por uma recente falta de pagamento de um empréstimo, juros ou outra obrigação financeira concreta, mas sem ter entrado ainda na falência e, portanto, cessado a atividade.

21h30
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, afirmou que não vai "agarrar-se" ao cargo a qualquer custo, assegurando que respeitará o resultado do referendo. "Vamos respeitar a decisão" do povo grego, disse Tsipras numa entrevista à televisão grega ERT. O governo defende o "não" no referendo convocado para domingo sobre plano apresentado pelos credores para desbloquear ajuda financeira ao país.Questionado sobre se se vai demitir se o "sim" vencer, Tsipras afirmou não ser "um primeiro-ministro que se mantém no cargo faça chuva ou faça sol".


19h45
Pedro Passos Coelho disse que Portugal não foi "apanhado desprevenido" pela instabilidade na Grécia, mas "ninguém pode dizer que está imune". O primeiro ministro portugês deixou no entanto a garantia: "durante vários meses temos condições para enfrentar esse tipo de volatilidade do ponto de vista do Estado".


17h42 
A Grécia não vai pagar ao FMI amanhã, a garantia foi dada por fonte oficial do governo grego. A dívida é de 1,6 mil milhões de euros.

15h11
Os mercados acionistas norte-americanos iniciaram hoje a sessão em baixa, em linha com a Europa, arrastados pelas incertezas sobre o futuro da Grécia. Pelas 14h47, hora de Lisboa, o índice industrial Dow Jones perdia 0,70% para 17.820,76 pontos, e o tecnológico Nasdaq desvalorizava 0,65% para 5.047,52 pontos.

14h41
A Grécia pode pedir um terceiro programa de resgate, após expirar o atual esta terça-feira, mas as condições dos credores para emprestar dinheiro a Atenas seriam semelhantes, segundo fontes comunitárias.
A 30 de junho termina a extensão do atual programa de resgate da Grécia, depois de o Eurogrupo de sábado não o ter aceitado prolongar, após a decisão do Governo de Alexis Tsipras de levar a referendo a última proposta dos credores, questionando os eleitores sobre se aceitam as condições das instituições europeias e do Fundo Monetário Internacional.

14h12

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que o fracasso do euro será o fracasso da Europa, apelando ao "compromisso", quando aumentam os receios de uma saída da Grécia da moeda única. "Se o euro falha, a Europa falha", afirmou a chanceler que falava perante representantes do seu partido em Berlim, nas primeiras declarações que faz após o fracasso das negociações entre a Grécia e os credores.

13h39
O Presidente da República português disse esta segunda-feira esperar que os "gregos acabem por regressar à mesa das negociações", considerando que tal será benéfico para a Europa e que um incidente financeiro grego não afetará significativamente o crescimento económico português.


13h36
O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, voltou a frisar esta segunda-feira que Portugal está muito longe da situação da Grécia, enumerando uma série de objetivos cumpridos pelo país, não só na altura da assistência financeira mas também no 'pós-troika'.


13h26

O banco central da Suíça foi forçado a intervir "para estabilizar os mercados", em grande turbulência devido ao agravamento da crise grega, afirmou o governador da instituição, Thomas Jordan.

Numa intervenção numa conferência em Berna, o governador do banco central da Suíça não especifica o montante aplicado na operação para travar a valorização do franco suíço - uma moeda de refúgio - mas reitera que o banco sempre disse que estava pronto para intervir caso fosse necessário.

 

12h34
Analistas contactados pela Lusa antecipam que a semana vai ser marcada pela incerteza nos mercados e consideram que as perdas de hoje de manhã das principais praças europeias correspondem a um "choque inicial" com a Grécia, estando já a recuperarem.

12h04
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou-se hoje "entristecido com o espetáculo que a Europa deu no passado sábado", considerando que a rutura das negociações sobre a Grécia no Eurogrupo constitui um rude golpe na consciência europeia.

11h44
O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, e os líderes dos grupos parlamentares vão ter hoje uma reunião de emergência com o presidente da Comissão Europeia para discutir a situação da Grécia.
O encontro entre os líderes do Parlamento Europeu e Jean-Claude Juncker arrancará pelas 14h45 (hora de Bruxelas, menos uma em Lisboa).

09h42
A China manifestou confiança na "capacidade e sabedoria" da União Europeia para resolver a crise da dívida grega e reafirmou que a Grécia deve continuar na zona euro. "A China apoia a integração europeia e uma estável, unida e próspera União Europeia. Acreditamos que a zona euro tem capacidade e sabedoria para resolver a crise da divida. Desejamos que a Grécia continue na zona euro", disse a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying.

09h27

O mercado bolsista da Grécia vai manter-se encerrado até ao dia 7 de julho, um dia depois da reabertura prevista dos bancos, ao fim de uma semana de portas fechadas, anunciou a comissão grega dos mercados de capitais. Segundo um comunicado, o Conselho de Administração da Bolsa de Atenas, reunido esta segunda-feira, "decidiu que o mercado da bolsa de Atenas permanecerá fechado durante todo o período de feriado bancário regulamentado por decreto", o qual estabelece a aplicação de medidas de controlo de capitais.

09h19
Os juros da dívida de Portugal estavam esta segunda-feira a subir a dois, cinco e a dez anos, alinhados com os da Irlanda, Itália e Espanha, fortemente pressionados pela crise na Grécia. Os juros da Grécia a dez anos estavam, pelas 08h45 em Lisboa, a 14,640%, depois de terem terminado a 10,845% na sexta-feira, estando indisponíveis a dois anos.  Já os juros da dívida portuguesa a dez anos estavam a subir para 2,928%, contra 2,718% na sexta-feira e os juros a cinco anos estavam a subir, para 1,609%, contra 1,450% na sexta-feira. Os juros a dois anos também estavam a subir para 0,140%, contra 0,034% na sexta-feira.

08h42
Os transportes urbanos vão ser gratuitos em Atenas durante a semana de vigência das medidas de controlo de capitais na Grécia, anunciou esta segunda-feira o vice-ministro dos Transportes, Jristos Spirtzis. O decreto ministerial que o determina foi pensado para facilitar a vida dos cidadãos durante o período de vigência das medidas de controlo de capitais

08h33
As principais bolsas europeias estavam esta segunda-feira em forte baixa, a ressentirem-se com as incertezas criadas pela ausência de acordo entre a Grécia e os credores, designadamente a possibilidade da saída de Atenas da zona euro. Pelas 08h25 em Lisboa, o EuroStoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava a cair 3,71%, para 3.486,90 pontos.

7h54
A Comissão Europeia considerou esta segunda-feira que as medidas de controlo de capitais decretadas pelo Governo grego se justificam com a defesa da estabilidade do sistema financeiro e bancário. "Manter a estabilidade financeira é o desafio mais imediato e importante para o país", segundou um comunicado divulgado por Bruxelas.

07h46
O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, afirmou que há "margem para negociação" entre Atenas e os credores e revelou que Bruxelas apresenta ainda esta segunda-feira "novas propostas" para tentar evitar o incumprimento grego. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, "vai indicar o caminho a seguir", afirmou Moscovici à rádio francesa RTL, defendendo que ainda subsiste "margem para negociação" entre Atenas e os seus credores internacionais.

03h27
A moeda única europeia caiu esta segunda-feira, momentaneamente, abaixo de 1,1 dólares norte-americanos devido ao receio dos investidores sobre a Grécia que poderá levar o país europeu a um incumprimento e até mesmo à saída da zona euro. O euro caiu no início da sessão na Ásia para 1,0952 dólares norte-americanos depois de ter fechado, na sexta-feira, em Nova Iorque a 1,169 dólares.


03h07 - 29/06/2015 (Segunda-feira)
Os bancos da Grécia vão permanecer encerrados até 6 de julho, dia seguinte ao referendo sobre o programa de resgate, e o levantamento de dinheiro está limitado a 60 euros diários, estabelece um decreto publicado esta segunda-feira em Atenas.

23h14 - 28/06/2015 (Domingo)

O ministro das Finanças grego declarou este domingo que cabia agora "às instituições (UE, FMI e BCE) mostrar boa vontade", e afirmou estar disponível para novas negociações para chegar a um compromisso de última hora. "As nossas propostas estão em cima da mesa", garantiu Yanis Varoufakis, numa entrevista ao diário alemão Bild, que se publica na segunda-feira e foi difundida esta noite no 'site'. "Cabe agora às instituições mostrarem a sua boa vontade", acrescentou.


20h56

O controlo de capitais, decidido este domingo pela Grécia, foi já experimentado, com extremo rigor, em Chipre para evitar uma fuga de dinheiro quando o país, à beira da falência, negociou em 2013 um plano de resgate europeu. A medida foi usada pela primeira vez na União Europeia (UE) em Chipre, por dois anos.

20h33
A Comissão Europeia divulgou este domingo "em nome da transparência e da informação do povo grego" a última proposta dos credores, que estava a ser negociada com os responsáveis gregos, e que, segundo Bruxelas, incorporava as propostas de Atenas. O comunicado da Comissão Europeia (CE) salienta que as últimas propostas dos credores (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) tinham em conta as sugestões apresentadas pelas autoridades gregas a 8, 14, 22 e 24 de junho, bem como as conversações a nível político e técnico que tiveram lugar ao longo da semana.

20h20

O cabeça de lista do Livre/Tempo de Avançar por Lisboa, Rui Tavares, acusou hoje o Governo PSD/CDS-PP de "irresponsabilidade histórica" pela forma como se posicionou nas negociações europeias sobre o futuro da Grécia. Rui Tavares fez esta acusação no encerramento do III Congresso do Livre, realizado na Escola Secundária Padre António Vieira, e deixou um apelo "a toda a gente que é decente" na Europa para que nas próximas horas se procure "uma solução que deixe a Grécia viver".

20h21

Vários movimentos sociais gregos convocaram para segunda-feira às 19h30 (17h30 em Lisboa) uma manifestação de solidariedade para com o Governo grego, que irá decorrer na praça Syntagma, no centro de Atenas, disse à Lusa fonte da organização.

20h19

O líder do PCP criticou hoje o que apelidou de manobras da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) contra a Grécia, considerando que têm de ser os gregos a decidir o seu presente e futuro. Jerónimo de Sousa reforçou que o PCP "condena o processo de ingerência e chantagem da União Europeia e do FMI contra o povo grego e as suas opções, que procura impor o prosseguimento e intensificação da política ao serviço do grande capital e do diretório de potência da UE, política que está na origem da catastrófica situação económica e social daquele país". Para Jerónimo de Sousa, "este processo vem confirmar que a 'União Europeia da coesão e da solidariedade' não existe".

19h59

Fonte do ministério das finanças grego de ao Le Figaro que os bancos deviam ficar encerrados até dia 7 de julho que o montante máximo que se pode levantar no multibanco deve ser de 60 euros.

19h44

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou hoje que solicitou novamente aos seus credores um prolongamento do resgate financeiro, que foi rejeitado pelo Eurogrupo no sábado. Numa mensagem transmitida através da televisão, após um Conselho de Ministros de emergência, Tsipras informou que pediu ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e aos líderes da zona euro o prolongamento do resgate por alguns dias.

19h33
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, confirmou este domingo o encerramento temporário dos bancos gregos na segunda-feira, assegurando que estão garantidas as poupanças, salários e pensões dos cidadãos. 

19h25

O presidente norte-americano e a chanceler alemã concordaram hoje que a Grécia precisa de voltar às reformas e evitar a saída da zona euro, disse a Casa Branca. Num telefonema sobre a crise grega, Barack Obama e Angela Merkel "concordaram ser fundamental fazer um esforço para regressar a um caminho que permita à Grécia retomar as reformas e o crescimento no seio da zona euro", indicou em comunicado a presidência dos Estados Unidos.

19h09

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, convocou para a manhã de segunda-feira a Comissão Delegada de Assuntos Económicos para analisar a situação criada pela falta de acordo com a Grécia, disseram fontes do executivo à agência espanhola EFE.

19h03

A Grécia vai fechar os bancos na segunda-feira para evitar o colapso financeiro, disse aos jornalistas o presidente executivo do banco do Pireu, Anthimos Thomopoulos, citado pela agência financeira Bloomberg. O anúncio de Thomopoulos surgiu após o Governo grego reunir, esta tarde, o conselho de estabilidade financeira.

13h30 - 28/06/2015 (Domingo)

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu este domingo manter a linha de crédito de emergência ao Banco Central da Grécia, que permite aos bancos gregos ter em acesso a financiamento.

Esta decisão não reforça, no entanto, a ajuda financeira aos bancos helénicos - uma vez que o teto de ajuda mantém-se inalterado. Apesar desta boa notícia, os bancos da Grécia continuam em risco de ficar sem dinheiro.

Para evitar um cenário ainda pior o governo pode decretar uma espécie de 'feriado na banca': com os balcões fechados, os levantamentos são mais controlados. Por outro lado, outro passo que o Executivo de Atenas pode dar é decretar levantamentos máximos de dinheiro por pessoa e por dia. O Governo grego decide esta noite se os bancos gregos estarão fechados esta segunda-feira e se o executivo vai impor controlo de capitais no país, disse à BBC o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis.


A possível saída da Grécia da zona euro levou a uma corrida dos gregos ao multibanco, situação que piorou este fim de semana. No país, uma em cada três caixas multibanco ficou sem dinheiro devido a esta 'corrida aos euros'.  

Já durante a manhã deste domingo o ministro das Finanças da Áustria, Hans Jorg Schelling, disse que é "quase inevitável" que a grécia saia da zona euro. Este responsável austríaco disse que isso só poderá acontecer depois de Atenas o pedir e dos países membros aceitarem o pedido.

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