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Bélgica em marcha lenta com espaço aéreo fechado e transportes interrompidos

Greve foi convocada por uma frente comum dos três maiores sindicatos belgas.
13 de Fevereiro de 2019 às 15:45
Bélgica em marcha lenta com espaço aéreo fechado e transportes interrompidos
Bélgica em marcha lenta com espaço aéreo fechado e transportes interrompidos
Bélgica em marcha lenta com espaço aéreo fechado e transportes interrompidos
Bélgica em marcha lenta com espaço aéreo fechado e transportes interrompidos
Bélgica em marcha lenta com espaço aéreo fechado e transportes interrompidos
Bélgica em marcha lenta com espaço aéreo fechado e transportes interrompidos
A Bélgica está esta quarta-feira em marcha lenta, com o espaço aéreo fechado, transportes públicos interrompidos e perturbações em escolas e hospitais, devido à greve geral convocada pelos três maiores sindicatos do país, que reivindicam melhores salários.

A administração pública em geral, os transportes, as escolas, os hospitais, os correios, a recolha de lixo, mas também empresas e centros comerciais foram afetados pela greve.

O aeroporto de Charleroi (sul), o segundo do país e no qual opera a companhia de aviação Ryanair, está fechado e 400 voos foram cancelados, segundo a organização Airlines for Europe.

O espaço aéreo belga foi mesmo fechado. A empresa de controle de tráfego, a Skeyes, anunciou na terça-feira que não permitiria que nenhum voo saísse ou chegasse ao país, já que não poderia determinar com certeza quantos funcionários estariam a trabalhar.

Apenas voos governamentais, militares e de emergência foram autorizados.

No aeroporto de Bruxelas-Zaventem, o maior no país (25 milhões de passageiros por ano), os balcões de check-in estavam desertos ao meio-dia (local, 11h00 em Lisboa), informou a AFP.

A companhia aérea belga Brussels Airlines tinha anunciado na semana passada a anulação de todos os 222 voos previstos para esta quarta-feira.

A Companhia Nacional Ferroviária Belga (SNCB) anunciou a supressão ou a modificação nos horários de vários comboios, mas cerca de metade estava a circular após terem sido estabelecidos serviços mínimos.

O tráfego ferroviário internacional (Thalys, Eurostar) foi relativamente poupado, assim como o tráfego nas estradas, que estava até bastante fluido.

"O movimento está a ser seguido em todos os lugares e em todos os setores", afirmou a secretária-geral do sindicato CSC, Marie-Hélène Ska, à rádio Bel-RTL.

"Os trabalhadores dizem que precisam de respeito, que desejam viver com dignidade e não simplesmente sobreviver", acrescentou a sindicalista.

Uma centena de piquetes de greve decorriam ao meio do dia em Bruxelas, de acordo com a agência de notícias Belga, e em dezenas de outros lugares, incluindo em instalações no porto de Antuérpia (norte), o pulmão económico do país.

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, lamentou a greve hoje de manhã e pediu a retomada do diálogo por parte dos sindicatos.

"A greve não resolve nada. Eu quero agradecer a todos os que trabalharam hoje", acrescentou.

Esta é a quinta greve geral desde 1993 e comprometeu seriamente os transportes públicos no país, especialmente em Bruxelas, onde muitas linhas de elétricos e autocarros não funcionaram.

A greve foi convocada por uma frente comum dos três maiores sindicatos belgas e abrange todos os setores de atividade, públicos e privados.

Em causa está, nomeadamente, o aumento de salários, dos subsídios e pensões e melhores condições para a reforma.

A última greve geral na Bélgica teve lugar em dezembro de 2014.
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