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Correio da Manhã

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Berlusconi alvo de novo processo

O antigo primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi está envolvido num novo escândalo de corrupção relacionado com o suborno a um deputado em 2006. A nova investigação surge numa altura em que o atual líder da oposição tem vários julgamentos pendentes, como o do chamado ‘caso Ruby’, no qual é acusado de incitamento à prostituição de menores.

1 de Março de 2013 às 01:00

A nova investigação, avançada pela Procuradoria de Nápoles, relaciona-se com o alegado pagamento de três milhões de euros ao deputado Sergio De Gregorio para se transferir para o Povo da Liberdade (PDL), presidido por Berlusconi.

No âmbito deste caso, foi ordenada a confiscação de uma caixa-forte do ex-primeiro-ministro. Contudo, é necessária autorização especial do parlamento, pois Berlusconi tem imunidade enquanto senador eleito nas legislativas dos dias 24 e 25. Isso não impediu os magistrados de avançarem também com um pedido de consulta da lista das chamadas telefónicas realizadas por Berlusconi e por De Gregorio.

O PDL reagiu às notícias, divulgando um comunicado no qual denuncia uma "perseguição" a Berlusconi e anuncia "uma grande manifestação" em defesa do líder conservador e também da democracia italiana.

"Tudo isto acontece enquanto o país está envolvido numa delicada fase de transição institucional, na qual Berlusconi tem papel de grande relevo como líder do PDL", afirmou Angelino Alfano, secretário político do partido e ex-ministro da Justiça, aludindo ao impasse nas negociações para formar governo.

Recorde-se que além do ‘caso Ruby', Berlusconi está a ser julgado por fraude fiscal num caso relativo à compra de direitos de transmissão do grupo Mediaset e por divulgação de um telefonema confidencial.

BERLIM RECEIA CONTÁGIO DA CRISE ITALIANA À EUROPA

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, alertou ontem que o atual cenário político na Itália "é muito grave e contagioso para a Europa". As observações surgiram numa altura em que na Comissão Europeia, presidida pelo português Durão Barroso, surgem fissuras cada vez mais acentuadas entre os que persistem na defesa da austeridade como única solução para a crise e os que defendem a necessidade de criar alternativas. Entre estes, há críticos que exigem mais sacrifícios da parte da Alemanha. Mas Schäuble insiste e sublinha que "a crise não chegou ao fim", que a Itália "eleva o risco de instabilidade nos mercados" e que é mais importante do que nunca resistir à tentação da mudança.

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