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Correio da Manhã

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Birmânia vai libertar 11 mil presos

As autoridades da Birmânia (Myanmar) anunciaram este domingo na imprensa estatal que libertarão 11 mil detidos antes das próximas eleições legislativas, marcadas para 7 de Novembro.
10 de Outubro de 2010 às 12:27

A nota publicada por vários diários, emitida pelo Departamento das Cadeias, não esclarece se esta medida inclui os presos políticos.  

A nota, citada pela agência Efe, afirma apenas que a medida foi tomada por ordem da Comissão Eleitoral.  

Segundo dados oficiais, cerca de 50 mil birmaneses estão presos em 43 estabelecimentos prisionais e uma centena em campos de trabalhos forçados, num país com 47 milhões de habitantes.  

O diário ‘Myanmar Times’ precisa que a medida não é uma amnistia, mas uma redução de pena para os presos que já cumpriram a maior parte da pena e com o objectivo de "poderem votarem nas próximas eleições".  

A Associação para a Assistência aos Presos Políticos na Birmânia, com sede na fronteira tailandesa, estima que cerca de 3200 birmaneses se encontram detidos por razões políticas.  

Entre os detidos encontra-se a líder da oposição e Nobel da Paz (1991) Aung San Suu Kyi, que viveu em cativeiro 15 dos últimos 21 anos.  

Su Kyi cumpre actualmente uma pena de 18 meses de detenção domiciliária, que teoricamente expira a 13 de Novembro, segundo o seu advogado Nyan Win. 

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