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Correio da Manhã

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Bispo católico raptado morre em cativeiro

O arcebispo católico caldeu de Mossul, raptado no final de Fevereiro, foi ontem encontrado morto junto à cidade.
14 de Março de 2008 às 00:30
O corpo de Paulos Faraj Rahho estava sepultado e foi descoberto após um alerta dos sequestradores a responsáveis da Igreja. Para o Papa Bento XVI a morte do arcebispo foi “um acto de violência desumana que ofende a dignidade do ser humano”.
“Esta manhã telefonaram pa-ra nos dizer que o tinham enterrado. Alguns dos nossos jovens seguiram as indicações dos raptores e descobriram o local”, explicou o bispo Shlemon Warduni, de Bagdad.
Segundo fontes do governo iraquiano, o corpo não revelava sinais de feridas de bala, não sendo claro se morreu devido a doença ou se foi assassinado. “Quer tenha sido executado ou não, pode dizer--se que foi assassinado pois foi raptado e morreu por causa disso”, frisou o embaixador do Iraque no Vaticano, Edward Ismail Yelda.
Rahho foi raptado a 29 de Fevereiro pouco depois de celebrar missa em Mossul. Na quarta-feira os raptores telefonaram a dizer que o sacerdote estava muito doente e no final do dia revelaram que estava morto.
A Igreja Caldeia é a comunidade cristã mais representativa do Iraque, onde se estima que haja entre 500 mil a 800 mil seguidores.
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