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Correio da Manhã

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Boicote sexual pela paz

A cidade colombiana de Pereira adoptou uma medida original para combater a criminalidade que se baseia na privação de sexo de uma centena de marginais. A ideia partiu da Câmara Municipal da cidade e conta com o apoio das esposas dos delinquentes, que prometem ‘fechar as pernas’ aos maridos durante uma semana.
13 de Setembro de 2006 às 00:00
“Esta é a nossa forma de dizer-lhes que não queremos ficar viúvas nem que os nossos filhos cresçam sem pai”, afirmou Ruth Macias, de 18 anos, mãe de duas crianças, uma das esposas que aderiu à iniciativa. “Se até agora não nos quiseram ouvir, desta forma vão entender de certeza”, concluiu.
Júlio César Gómez, vereador para a Segurança, justificou a medida com inquéritos realizados junto dos delinquentes. Em sua opinião, os estudos provam “que a sua actividade favorita é fazer amor e que muitos dos distúrbios e violência que causam não resultam de necessidade económica, sendo antes uma forma de se afirmarem e reforçarem o poder de sedução sexual”. Muitos especialistas corroboram esta leitura afirmando que muitos crimes estão relacionados com o desejo de ter ‘status’ perante as mulheres.
A duração da greve não está totalmente decidida, sendo o período referido de uma semana susceptível de prolongamento pelo tempo necessário à alteração da conduta dos marginais. Desde que, é claro, as esposas estejam dispostas a levar a coisa por diante e os maridos não acabem por cometer em casa os crimes que deixam de cometer fora dela.
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