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Bolsonaro chora em cerimónia militar e aumenta rumores de instabilidade emocional

Desde a derrota, o ex-presidente brasileiro tem-se mantido isolado na residência oficial.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 5 de Dezembro de 2022 às 16:48
Bolsonaro chora
Bolsonaro chora FOTO: DR/Twitter

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, chorou esta segunda-feira durante uma cerimónia militar em Brasília, aumentando os rumores de estar a passar por uma depressão desde que foi derrotado na segunda volta das presidenciais, a 30 de outubro, por Lula da Silva.

Desde a derrota, Bolsonaro tem-se mantido isolado na residência oficial, não participa tanto nas redes sociais nem tem ido trabalhar, tendo começado a aparecer em público há poucos dias, sempre em cerimónias militares, mas sem falar com ninguém.

O chefe de Estado começou a chorar ao cumprimentar oficiais do Exército, agora promovidos, mas tentou disfarçar. Secou algumas lágrimas com as mãos, mas outras continuaram a cair e todos no local perceberam o choro.

Não houve, no entanto, qualquer declaração, nem do presidente nem da sua assessoria, sobre o assunto. Desde que perdeu a reeleição para Lula, Jair Bolsonaro fez apenas duas declarações, cada uma delas com menos de dois minutos, uma ao vivo no Palácio da Alvorada, onde tem estado isolado, no dia 1 de novembro, para agradecer aos 58 milhões de brasileiros que votaram nele, e outra, nas redes sociais, um dia depois, para pedir a seguidores radicais para desobstruirem as estradas que tinham bloqueado em protesto contra a eleição de Lula da Silva.

Pessoas próximas ao governante e que têm falado com a imprensa na condição de anonimato revelaram que este entrou em depressão após a derrota nas presidenciais, pois estava realmente convencido de que seria reeleito por uma grande margem de votos, já que, na cabeça dele, o povo o adora.

Não foi isso que aconteceu e Bolsonaro, a partir da derrota, deixou de governar o Brasil, não discursa nem faz qualquer declaração, e os poucos que o têm visto afirmam que o antes ultra-activo chefe de Estado anda pelos cantos do palácio em silêncio e, por vezes, parecendo fora da realidade.
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