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Correio da Manhã

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Bolsonaro desautoriza fisco e proíbe imposto sobre dízimo em igrejas evangélicas

Anúncio do novo imposto tinha sido feito pelo secretário da Receita Federal.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 29 de Abril de 2019 às 17:12
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro

Através de um vídeo publicado esta segunda-feira nas suas redes sociais, local como prefere comunicar , o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, desmentiu estar a ser estudada a criação de um novo imposto que incidiria, entre outros, sobre os muitos milhões movimentados pelas igrejas evangélicas.

O anúncio do novo imposto tinha sido feito pelo secretário da Receita Federal (o Fisco brasileiro), Marcos Cintra, ao jornal Folha de S. Paulo.

Cintra avançou à Folha que a proposta que o governo vai enviar em breve para o Congresso para reformular toda a política tributária no Brasil incluiria a criação de um novo imposto, chamado Contribuição Previdenciária.

Esse novo imposto, de 0,9% sobre todas as movimentações financeiras, bancárias ou não, pretendia recolher tributos até de áreas onde hoje impera a informalidade, como transações particulares, mesmo informais, inclusive, frisou o secretário, o dízimo que os seguidores deixam nas igrejas evangélicas e que somam anualmente um valor astronómico que não é tributado.

No vídeo publicado esta segunda-feira, Bolsonaro disse-se surpreso com o anúncio do secretário, que desautorizou peremptoriamente, acrescentando que no governo dele não será criado qualquer novo imposto, muito menos, vincou, um que incida sobre as igrejas evangélicas, cujo trabalho exaltou.

Bolsonaro, que a quatro dias da segunda volta das presidenciais do ano passado surgia nas sondagens empatado ou perdendo com vários outros candidatos, venceu com o apoio de última hora mas absolutamente decisivo das maiores igrejas evangélicas, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Assembleia de Deus, que orientaram os seus seguidores a votarem nele.

Em retribuição, Bolsonaro chamou para o seu governo vários pastores evangélicos, que formam uma das alas mais poderosas do atual executivo brasileiro, e cujo radicalismo tem provocado sucessivas polémicas.

Essa ala tem protagonizado embates com outra poderosa ala do governo, a militar, e principalmente com o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, que, entre outras coisas que deixam os evangélicos de cabelo em pé, defende o direito da mulher ao aborto e o ensino de noções de política e sexualidade nas escolas. 

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