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Bolsonaro diz que não "abre mão" de explorar riquezas da Amazónia

Presidente brasileiro garante que medidas vão melhorar a vida dos 20 milhões de cidadãos que vivem na região.

21 de outubro de 2019 às 16:43

Na primeira escala de duas semanas que de visitas a países da Ásia, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, reafirmou ao chegar a Tóquio, capital do Japão, a soberania do Brasil sobre a Amazónia e afirmou que não abre mão de explorar as riquezas daquela floresta.

Bolsonaro mostra sempre desagrado quando se tratam de assuntos referentes à floresta, e desta vez respondeu às insistentes perguntas de jornalistas japoneses que, independentemente do que alguns governantes de outros países gostaríam, a Amazónia é brasileira e vão ser exploradas por ele as riquezas que esconde, para melhorar a vida dos 20 milhões de cidadãos que vivem na região.

"A Amazónia interessa ao mundo todo e está aberta. Tem de ser explorada. A Amazónia é nossa, não abro mão disso. Há quase 20 milhões de pessoas que não podem ser tratadas como alguns países do mundo querem", declarou Bolsonaro, recusando-se a identificar os países a que se referiu, mas muito provavelmente aludindo à França, à Alemanha e à Noruega, entre outras nações europeias cujos governos têm criticado abertamente o avanço da devastação na região amazónica, a passividade e, em muitos casos, com o incentivo do próprio presidente brasileiro.

Respondendo a uma pergunta sobre as relações bilaterais entre o Brasil e o Japão, Jair Bolsonaro voltou a enfatizar a necessidade de se explorar a Amazónia e depois atacou os governos dos antigos presidentes Lula da Silva e Dilma Rousseff, acusando-os de terem promovido uma "roubalheira", que também prejudicou empresários japoneses.

"O Brasil tem um grande potencial. Temos a nossa Amazónia, tem de ser explorada de forma racional, o livre comércio, restabelecer a confiança. Muitos investidores japoneses perderam fortunas com os governos do PT com roubalheira, com a corrupção, e o nosso trabalho é restabelecer essa confiança", acrescentou o presidente brasileiro no seu português peculiar.

Bolsonaro chegou ao Japão para assistir à cerimónia de entronização do Imperador Naruhito. Depois segue para países do Médio Oriente, para tentar desfazer o mal-estar em países árabes provocado pela sua estreita ligação a Israel. 

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