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Bolsonaro minimiza protestos contra cortes na educação e atribui-os a aliados de Lula da Silva

Declarações surgem numa altura em que o Presidente brasileiro se encontra em Dallas para receber um prémio.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 17 de Maio de 2019 às 11:44
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil
Jair Bolsonaro
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro

Numa nova declaração que exaltou ainda mais os ânimos políticos no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos para receber um prémio, minimizou esta quinta-feira os protestos ocorridos no dia anterior em mais de 200 cidades brasileiras contra os cortes no ensino superior, decretados pelo governo, e atribuiu as manifestações a aliados do ex-presidente Lula da Silva.

Apesar das multidões que saíram à rua ao longo de toda a quarta-feira, em pelo menos 222 cidades, incluindo todas as capitais estaduais, Bolsonaro afirmou não ter visto nenhuma grande manifestação a favor da Educação e apenas pequenos grupos pediram a libertação de Lula, preso desde abril do ano passado por corrupção.

"Ontem, só vi faixas de "Lula livre", mais nada. Hoje, vi uma manifestação, agora de manhã, de professores de escolas particulares que levaram os filhos para a passeata, nem sabiam o que estava a acontecer", disse Jair Bolsonaro aos jornalistas em Dallas, no Texas, onde foi receber o prémio de "Personalidade do Ano" que lhe foi atribuído por empresários brasileiros e americanos com interesses no Brasil.

O prémio deveria ter sido entregue em Nova Iorque, mas os dois locais escolhidos recusaram receber o evento assim que souberam que o homenageado era Bolsonaro. O autarca de Nova Iorque, Bill de Blasio, afirmou que o brasileiro não era bem vindo na cidade por ser "um ser humano perigoso para o mundo" pelo seu preconceito contra minorias e ataques ao ambiente.

Esta Quarta-feira, grandes multidões foram para as ruas de todo o Brasil protestar contra os cortes decretados pelo ministro da Educação, Abrahan Weintraub, nos orçamentos das universidades públicas, sob a alegação de que essas instituições usavam o dinheiro para promover eventos que exaltam ideologias de esquerda.

Nas manifestações estavam algumas faixas a pedir a libertação de Lula, tal como outras contra o desemprego e a proposta governamental de mudanças na segurança social. A maioria dos participantes nos protestos eram alunos, professores e funcionários de estabelecimentos de ensino.

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