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Bolsonaro recua e aceita ser entrevistado pela TV Globo no Rio de Janeiro

Presidente do Brasil exigiu inicialmente que a entrevista acontecesse no Palácio da Alvorada, em Brasília.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 5 de Agosto de 2022 às 20:25
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro FOTO: Lusa

O presidente Jair Bolsonaro recuou esta sexta-feira da sua exigência de só dar entrevista à TV Globo se fosse no Palácio da Alvorada, em Brasília, e aceitou viajar ao Rio de Janeiro para ser entrevistado no mais importante telejornal do Brasil, o Jornal Nacional. A entrevista, marcada para o próximo dia 22, será a primeira da emissora que contará com a presença de Lula da Silva, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e Simone Tebet, os quatro candidatos melhor colocados nas sondagens às presidênciais.

Quando a Globo anunciou a intenção de entrevistar os quatro candidatos melhor colocados na disputa para as presidenciais de outubro, Bolsonaro aceitou o convite, não obstante considerar a emissora um dos seus piores inimigos e classificá-la frequentemente como "um lixo", mas exigiu que, como presidente, fosse entrevistado no palácio. A emissora não aceitou e, ante a insistência de Bolsonaro, anunciou esta quinta-feira ter cancelado a entrevista dele, mantendo as dos adversários.

Ao perceber que a televisão que prometeu tirar do ar até final do seu mandato não se dobrava à sua exigência, Jair Bolsonaro voltou esta sexta-feira atrás e confirmou que iria à sede da tão odiada emissora, no Rio de Janeiro, para dar a entrevista. A assessoria presidencial disse que tudo não tinha passado de um equívoco da Globo, que interpretou a simples manifestação da preferência do chefe de Estado por Brasília como uma exigência.

Bolsonaro será entrevistado em direto por 40 minutos pelos apresentadores do Jornal Nacional, William Bonner e Renata Vasconcelos. Ao longo do seu mandato, Bolsonaro já insultou inúmeras vezes tanto Bonner quanto Renata, até com palavrões e insinuações de cunho pessoal, e defende que os dois jornalistas e a TV Globo fazem parte de uma suposta conspiração para o tirar do cargo.
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