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Correio da Manhã

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Bomba antecede referendo

Na véspera do dia em que os espanhóis irão às urnas para referendar a Constituição Europeia, uma bomba explodiu ontem nas instalações do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) em San Martín de Teverga, Astúrias, no Norte do país.
20 de Fevereiro de 2005 às 00:00
Apesar de a ETA estar à partida excluída de responsabilidades nos explosivos, mais de cem mil polícias estão hoje em alerta em toda a Espanha, face às ameaças dos terroristas bascos.
No local foi deixada uma nota contra a Constituição Europeia, na qual se podia ler: “Não às constituições fascistas e imperialistas”. A nota foi escrita em dialecto asturiano, o que excluirá a possibilidade de o engenho explosivo, de fabrico caseiro, ter sido colocado pela ETA. Já em Llanera, também nas Astúrias, uma outra bomba, semelhante à primeira, foi desactivada pela Guardia Civil nas instalações do Partido Popular.
Hoje, quase 35 milhões de espanhóis vão decidir a aprovação, ou não, do primeiro Tratado Constitucional da União Europeia (UE). A pergunta a que os espanhóis são chamados a responder é a seguinte: ‘Aprova o tratado pelo qual se estabelece uma Constituição para a Europa?”. O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, apelou a uma participação maciça, mas as sondagens apontam para uma abstenção elevada mas dão a vitória ao ‘sim’.
Refira-se que a Espanha é o primeiro país da UE a referendar a Constituição Europeia. Em Portugal, onde ainda nem sequer foi acordada a pergunta, não há ainda data marcada para o referendo.
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