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Correio da Manhã

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Bomba em escola mata estudante

Um atentado à bomba junto a uma escola feminina em Brindisi, no sul de Itália, matou ontem uma adolescente, de 16 anos, e feriu mais cinco. As suspeitas sobre a autoria do ataque recaem sobre a máfia local, mas outras hipóteses , nomeadamente violência política, estão a ser equacionadas.

20 de Maio de 2012 às 01:00
Bombeiros e investigadores no local da explosão, em Brindisi, sul de Itália, onde morreu uma jovem estudante de um instituto profissional feminino, Melissa Bassi, de 16 anos (foto pequena)
Bombeiros e investigadores no local da explosão, em Brindisi, sul de Itália, onde morreu uma jovem estudante de um instituto profissional feminino, Melissa Bassi, de 16 anos (foto pequena) FOTO: Epa

A explosão ocorreu em frente ao instituto profissional com o nome de Francesca Morvillo, mulher do conhecido juiz anti-máfia Giovanni Falcone, ambos assassinados a 23 de Maio de 1992. Ou seja, o ataque foi perpetrado a escassos dias do 20º aniversário do duplo homicídio. Mas também na véspera da segunda volta das eleições municipais no país, que se disputam hoje e amanhã.

A vítima mortal da explosão, Melissa Bassi, sucumbiu aos ferimentos no hospital. A sua amiga e colega Veronica Capodieci lutava ontem pela vida. Mais quatro jovens ficaram gravemente feridas.

"Foi um ataque sem precedentes", afirmou o presidente da edilidade, Mimmo Consales, apontando o dedo à organização mafiosa ‘Sagrada Coroa Unida’. Opinião não partilhada por outros responsáveis, incluindo o primeiro-ministro, Mario Monti, que prometeu impedir o regresso da violência política. A ministra do Interior, Anna Maria Cancellieri, afirmou, mesmo, que o método utilizado não tem marca da máfia.

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