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Bomba ensaiada pela Coreia do Norte tem potência 16 vezes superior à de Hiroshima

Reavaliação divulgada no dia em que vizinhos da Coreia do Sul ensaiam novo míssil.
Lusa 13 de Setembro de 2017 às 09:48
Corai do Sul testou ataques com mísseis à Coreia do Norte
Kim Jong-un no dia disparo da bomba H
Coreia do Sul ensaiou míssil Taurus, capaz de destruir alvos a 400 km
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O sexto ensaio nuclear da Coreia do Norte teve uma potência de 250 quilotoneladas, 16 vezes superior à da bomba lançada sobre a cidade japonesa de Hiroshima, afirmaram esta quarta-feira especialistas norte-americanos, revendo em alta estimativas anteriores.

Pyongyang afirmou ter testado com sucesso uma bomba de hidrogénio, conhecida como 'bomba H', miniaturizada o suficiente para poder ser colocada num míssil. Este sexto ensaio nuclear, realizado há dez dias pela Coreia do Norte, valeu-lhe, esta semana, um oitavo pacote de sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitoriza a atividade sísmica mundial, registou, aquando do ensaio, um abalo telúrico de magnitude 6,3 e a Organização do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares e a agência norueguesa Norsar reviram em alta os dados anteriores para 6,1.

Também o portal especializado na Coreia do Norte, 38 North, associado ao Instituto EUA-Coreia da Universidade Johns Hopkins, anunciou ter revisto em alta a anterior estimativa relativamente à potência da explosão, falando em "aproximadamente 250 quilotoneladas".

Tal significa que a bomba testada pela Coreia do Norte seria 16 vezes mais potente do que a bomba, de 15 quilotoneladas, que os Estados Unidos lançaram sobre a cidade japonesa de Hiroshima em 1945.

"Esta elevada potência explosiva é igualmente próxima daquela que o 38 North tinha referido anteriormente como sendo a capacidade máxima da base de testes de Punggye-ri", de acordo com o 'site', que antes indicou que a potência tinha superado as 100 quilotoneladas.

As estimativas oficiais da potência da explosão ocorrida em 03 de setembro variam significativamente: Seul fala em 50 quilotoneladas, enquanto o Japão em 160.

Os responsáveis norte-americanos, por seu turno, indicaram que vão continuar a tentar verificar se foi efetivamente uma bomba H que foi testada, detalhando que, neste momento, a afirmação por parte da Coreia do Norte - que assim o garantiu - "não é incoerente".

Coreia do Sul realiza primeiro exercício de fogo real com míssil Taurus

A Coreia do Sul informou esta quarta-feira ter realizado, com sucesso, o primeiro exercício de fogo real com mísseis de cruzeiro ar-terra, numa manobra que simulou o bombardeamento de instalações-chave na Coreia do Norte.

O exercício teve lugar na terça-feira em Taean, a 150 quilómetros a sudoeste de Seul, de cujo espaço aéreo um caça F-15K disparou um míssil de longo alcance Taurus, que percorreu 400 quilómetros antes de atingir o alvo definido em águas em frente à costa de Gunsan, detalhou a Força Aérea.

O êxito e precisão do exercício mostra "a capacidade do Exército para responder a um ataque inimigo, assim como para lançar ataques com precisão contra alvos estratégicos, mesmo de longe", afirmou a Força Aérea num comunicado reproduzido pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.

A Coreia do Sul realizou o exercício com fogo real em resposta ao sexto e mais potente ensaio nuclear realizado pela Coreia do Norte, a 3 de setembro.

Os mísseis Taurus, desenvolvidos pelo consórcio europeu EADS - atual Airbus - atingem uma velocidade de 1.163 quilómetros por hora.

Estas características capacitam-nos para realizar ataques sobre todo o território norte-coreano e coloca qualquer alvo de Pyongyang a cerca de 15 minutos se disparados a partir de Seul.

A Coreia do Sul tem previsto destacar cerca de 170 mísseis do tipo no sistema "Kill Chain" para intercetar projéteis norte-coreanos e estará a procurar acelerar o reforço da sua defesa.


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