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Correio da Manhã

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BOMBA MATA 35 NA ARGÉLIA

Pelo menos 35 pessoas morreram e outras 80 ficaram ontem feridas devido à explosão de uma bomba num mercado da localidade argelina de Larba, próxima da capital do país, Argel. O atentado, que coincidiu com as celebrações do 40º aniversário da independência da Argélia, não foi reivindicado mas é atribuído aos rebeldes integristas islâmicos. Horas depois uma outra bomba rebentou numa praia, igualmente próxima da capital, ferindo dois banhistas.
5 de Julho de 2002 às 23:26
No momento da primeira explosão, tão violenta que fez no chão uma cratera de dois metros de fundo, o mercado estava repleto de pessoas. A segunda bomba rebentou junto à área de alta segurança de Sidi Frej, onde vivem muitos dos responsáveis governamentais.

O número de vítimas do atentado de Larba transforma-o no mais sangrento deste ano, no qual se verificaram já inúmeras acções terroristas. Nas últimas duas semanas pelo menos 40 pessoas foram vitimadas pela sangrenta violência atribuída aos grupos islâmicos.

Saliente-se que os ataques ocorrem apenas três dias depois de o general Mohamed Lamari, chefe do Estado Maior do Exército, ter dado como ganha a batalha do governo contra as guerrilhas islâmicas.

Estas guerrilhas, de que se destacam o Grupo Salafista para a Predicação e o Combate (GSPC) e o GIA, lutam há 10 anos para derrubar o governo, nominalmente democrático mas fortemente manipulado pelas chefias militares. O segundo daqueles grupos tem sido inculpado da maioria dos massacres da última década, durante a qual morreram cerca de 100 mil argelinos.

A luta islâmica teve início quando, em 1992, o Exército boicotou as eleições que a Frente Islâmica de Salvação estava a ponto de vencer.
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